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Especialista: exército sírio deteve 300 militares franceses de diversas patentes

O presidente Vladimir Putin, em conversa com o presidente sírio Bashar Assad, em Sochi, declarou que, devido ao sucesso da luta antiterrorista das forças sírias e ao início do processo político, as tropas estrangeiras deveriam se retirar do território da Síria.
Sputnik

"A declaração de Vladimir Putin durante seu encontro com Bashar Assad, sobre a necessidade da retirada dos contingentes estrangeiros da Síria, arruína os sonhos dos agressores, que contam com a tentativa de realizar seus objetivos na região através de mercenários criminosos", disse à Sputnik Árabe Akram al Shalli, analista da Gestão Síria de Crise e Guerras Preventivas.

"Nas mãos do exército sírio há oficiais dos serviços de inteligência dos EUA, Grã-Bretanha, países árabes e Israel. Por exemplo, só o número de militares franceses de diversos escalões é de 300 pessoas. Notamos tentativas de exercer pressão sobre o governo sírio, inclusive para libertar os militares estrangeiros presos. Mas esses sonhos não p…

Que resposta pode dar Moscou às novas sanções dos EUA?

O portal Business Insider explicou como as sanções norte-americanas contra a Rússia podem prejudicar o fornecimento de energia à União Europeia.


Sputnik

De acordo com o portal Business Insider, se a Rússia adotar novas medidas de resposta contra os EUA, a melhor opção para o fazer é através da limitação do fornecimento de energia, especialmente para a Europa.


Gasoduto
Gasoduto © Sputnik/ Taras Litvinenko

No artigo são apresentados dados estatísticos sobre a importação europeia de gás e petróleo. Segundo os dados, a UE importa mais de metade da energia consumida. Há países da UE que são dependentes da importação de energia mais do que outros. Por exemplo, a França, a terceira economia da UE, importa cerca de 45% da energia consumida, enquanto a Alemanha, a maior economia da UE, importa mais de 60% de gás e petróleo que consome.

Na Europa de Leste, a dependência de importação é mais alta. A Hungria, a Áustria e a Eslováquia importam cerca de 65% da energia que gastam, a Lituânia – 75%, a Letônia – 45%. "A maior parte dessa energia é fornecida pela Rússia", sublinham os autores do artigo.

"Na verdade a Rússia é responsável por mais de 70% dos fornecimentos de petróleo e gás consumidos na Bulgária, na Lituânia, na Letônia, na Eslováquia, na Hungria e na Finlândia. Ela fornece 62% do gás natural e 56% do petróleo consumidos na República Tcheca e 53% do gás e 90% do petróleo consumidos na Polônia", lê-se no artigo.

A Rússia conhece estes dados e tenta aproveitar-se da situação através da pressão econômica sobre os países que podem constituir uma ameaça para ela, explicam os autores.

É por isso que os países da UE têm diferentes políticas externas. Por exemplo, a França, que recebe a maioria do gás e petróleo da África e do Oriente Médio, pode se permitir ter uma política mais agressiva em relação a Moscou, enquanto a Alemanha não pode fazer isso, porque recebe da Rússia mais de metade do gás natural e 35% do petróleo.

"Neste contexto, Berlim tem de manter um equilíbrio cauteloso entre o seu maior benfeitor na área da segurança, os EUA, e o seu maior fornecedor da energia, a Rússia", acrescentam os autores do artigo.

No fim de julho, o Congresso adotou novas sanções contra a Rússia, a Coreia do Norte e o Irã, que foram assinadas por Donald Trump em 2 de agosto. O documento inclui uma série de medidas restritivas em relação à economia russa e às empresas europeias que cooperem com Moscou nos grandes projetos relacionados com a exportação de hidrocarbonetos russos. Mais do que isso, o documento visa claramente o projeto do gasoduto Nord Stream 2, com origem na Rússia.

As sanções foram criticadas na UE. Por exemplo, a ministra alemã da economia, Brigitte Zypries, chamou a nova lei de "violação do direito internacional". Os empresários europeus, por sua vez, apelaram aos chefes de Estado e de governo da UE, da Rússia e dos EUA para "separarem a política dos negócios".


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