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Argentina concorda em construir bases norte-americanas em seu território

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, aprovou a construção no país de várias bases militares dos EUA, informou no sábado (21) o portal mexicano Aristegui Noticias com referência a fontes informadas.
Sputnik

De acordo com o portal, trata-se de ao mínimo três bases militares a serem construídas nas províncias de Neuquén (onde fica a jazida de gás de xisto Vaca Muerta), Misiones e Tierra del Fuego, de onde se pode controlar a Antártida.

A sua criação deve ser financiada pelo Comando Sul dos EUA. Um dos principais adeptos da criação de bases seria a ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich.

Além disso, nota o portal mexicano, a ministra elogiou a chegada ao país de instrutores americanos que efetuam a preparação dos policiais argentinos antes da cúpula do G20 em novembro. Isso viola as atuais leis argentinas, porque é necessário obter a autorização do Congresso para tais ações, algo que não foi feito.

Relatório liga mísseis da Coreia do Norte a tecnologia soviética

Programa de mísseis balísticos intercontinentais de Pyongyang avançou a passos largos devido à aquisição de motores fabricados na Ucrânia durante a era soviética, sugerem pesquisadores.


Lewis Sanders IV | Deustsch Welle

Pesquisadores da área de defesa ligaram os enormes avanços do sistema de mísseis da Coreia do Norte a tecnologias usadas na família soviética de sistemas de propulsão de foguetes RD-250, segundo um relatório publicado nesta segunda-feira (14/08) pelo Instituto Internacional para Estudos de Segurança (IISS), sediado em Londres.


Míssil da Coreia do Norte
Míssil testado pela Coreia do Norte em julho deste ano, em imagem distribuída pelo governo em Pyongyang

"A Coreia do Norte adquiriu um motor de combustível líquido de alta performance de uma fonte estrangeira", afirma Michael Elleman, pesquisador do IISS, no relatório. "Evidências disponíveis indicam claramente que esse motor é baseado na família de motores soviéticos RD-250 e foi modificado para operar como força propulsora dos [mísseis] Hwasong-12 e Hwasong-14."

Oleksandr Turchynov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, negou que autoridades do país tenham colaborado na suposta aquisição de tecnologia soviética de mísseis. Segundo ele, essa informação não tem fundamento e "faz parte de uma campanha dos serviços secretos russos para ocultar a sua participação no programa nuclear e de fabricação de mísseis da Coreia do Norte. A Ucrânia nunca forneceu motores ou qualquer outra tecnologia de mísseis à Coreia do Norte."

Nos anos 1960, na antiga União Soviética, o motor RD-250 era produzido na fábrica Yuzhmash, em Dnipro, uma cidade que hoje fica na parte da Ucrânia controlada pelo governo em Kiev, a cerca de 150 km da área dominada por separatistas apoiados pela Rússia.

Elleman afirma que o relatório "não pretende sugerir que o governo ucraniano esteja envolvido". Ele disse que funcionários da fábrica que sofreram com os abalos econômicos do país poderiam estar "suscetíveis à exploração por negociadores inescrupulosos, traficantes de armas e criminosos transnacionais operando na Rússia, na Ucrânia ou em outros locais".

"Um pequeno grupo de funcionários descontentes ou guardas mal pagos em qualquer um dos locais de armazenagem poderia ser incitado a roubar uns poucos motores por um dos inúmeros traficantes de armas, redes criminosas ou contrabandistas transnacionais operando na antiga União Soviética", afirma o relatório.

O sistema de mísseis de Pyongyang deu um salto desde os testes fracassados de 2016. Em julho deste ano, a Coreia do Norte realizou o seu primeiro teste de um míssil balístico intercontinental, o que levou a sanções mais rígidas por parte da comunidade internacional.

Segundo o pesquisador, para evitar que a Coreia do Norte "aperfeiçoe suas condições de aterrorizar os Estados Unidos com armas nucleares", os EUA e seus aliados, apoiados por China e Rússia, precisam proibir futuros testes de mísseis. "Mas a janela de oportunidade logo vai se fechar, por isso é preciso agir diplomaticamente – e logo", disse Elleman.

Após a entrada em vigor das restrições punitivas mais severas proclamadas pelas Nações Unidas, na semana passada, a China parou de importar produtos como ferro, chumbo e frutos do mar dos Estados Unidos. As tensões entre a Coreia do Norte e os EUA atingiram um ponto alto em meio a uma guerra de palavras envolvendo os líderes dos dois países.


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