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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

'Xadrez nuclear' de Washington para deslocar seus mísseis à Europa

Os Estados Unidos seriam capazes de realizar um ataque nuclear repentino contra a Rússia, adverte o vice-chefe do Departamento Central de Operações do Estado-Maior russo, tenente-general Viktor Poznikhir, citado pelo portal Zvezda.


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De acordo com o militar, citado pelo autor do artigo Dmitry Litovkin, a existência de bases de defesa antimíssil norte-americanas na Europa e a presença de seus navios nos mares e oceanos junto ao território russo mostram uma possibilidade de realização de um ataque nuclear repentino.


Explosão nuclear
Explosão nuclear | CC0 / Pixabay/shurik

Viktor Poznikhir fez estas declarações quando foi informado de que os EUA têm intenções de abandonar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, (Intermediate-Range Nuclear Forces, INF na sigla em inglês), firmado por Moscou e Washington em 1987.

O Congresso dos Estados Unidos está preparando uma série de projetos de lei que lhe permita sair unilateralmente do tratado, bem como modernizar seu potencial ofensivo.

O pretexto para suspender e reformular o Tratado INF por parte dos norte-americanos estaria ligado à suposta violação de suas cláusulas pela Rússia. Segundo os analistas norte-americanos, o alcance dos novos mísseis de cruzeiro russos R-500 teria superado 2.500 km, indicador inaceitável para mísseis localizados em terra, tal como indica o INF.

No entanto, Washington é incapaz de apresentar provas da suposta violação do tratado por Moscou, que, por sua vez, sempre rejeitou as acusações.

Entretanto, a retirada de Washington do INF permitirá aos EUA deslocar seus mísseis de curto e médio alcance para a Europa, mais precisamente para a Polônia, Romênia e para os Países Bálticos, opina o professor da Academia de Ciências Militares, Vadim Kozyulin.

Nomeadamente, tal passo permitirá que Washington controle toda a parte europeia da Rússia até os Montes Urais. Os mísseis serão capazes de alcançar seus alvos em minutos. Este fato combina perfeitamente com o conceito norte-americano de "ataque global imediato" (Prompt Global Strike, em inglês), um ataque massivo de mísseis com uso de sistemas terrestres e marítimos, capazes de desarmar qualquer país do mundo em uma hora.

Porém, o especialista considera que o início de uma guerra nuclear seja pouco provável. Washington entende que não ganhará destruindo a parte europeia da Rússia. O principal potencial nuclear do país se encontra nos Montes Urais, na Sibéria, sendo possível destruir estes alvos apenas desde o Ártico. Mas a entrada de barcos norte-americanos nesta zona está atualmente bloqueada devido à instalação de novas bases militares russas.

Além disso, abandonando o INF, Washington teria a possibilidade de exercer uma pressão adicional na Rússia, que seria obrigada a reagir e buscar uma resposta assimétrica para assegurar o equilíbrio de forças.

Em meio às sanções econômicas e aos baixos preços de petróleo, isso poderia ser uma ferramenta muito eficiente para prejudicar a economia do inimigo, o que levaria diretamente a uma nova Guerra Fria.

As ambições de Washington sacrificam a Europa, onde estão localizadas suas bases militares, armas nucleares e onde serão instalados mísseis de médio alcance, caso os EUA saiam do Tratado INF, conclui o autor.



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