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Kim Jong-un: Após 'declaração de guerra feroz', Trump e os EUA pagarão caro

Em um raro pronunciamento, o líder norte-coreano Kim Jong-un disse nesta sexta-feira (horário local) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu povo "pagarão caro"pelas “palavras excêntricas” que pregaram a destruição da Coreia do Norte.
Sputnik

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que os EUA estão prontos para a "destruição total" da Coreia do Norte, caso isso se faça necessário.


Além disso, o presidente estadunidense chamou Kim de "Homem Foguete", pelo que considera uma "tática suicida" de provocações contra Washington e o resto dos seus aliados na Ásia.

"Agora estou pensando muito sobre a resposta que ele poderia ter esperado quando ele se permitiu que palavras tão excêntricas tropeçassem da sua língua", disse Kim, em declarações reproduzidas pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

"Qualquer coisa que Trump possa ter esperado, ele enfrentará resultados além de suas expectativas. Eu vou, …

A Coreia do Norte está implorando pela guerra’, dizem EUA

Os Estados Unidos pediram ao Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira que imponha “as medidas mais duras possíveis” contra a Coreia do Norte, em resposta a seu sexto e mais potente teste nuclear.


Angela Nunes | Veja

“Apenas as sanções mais duras vão nos possibilitar resolver esse problema pela diplomacia”, alegou a embaixadora americana na organização, Nikki Haley, em uma reunião de emergência do órgão. Haley afirmou que o teste do último sábado é um sinal claro de que o tempo para medidas paliativas acabou e que Kim Jong-un está “implorando por uma guerra”.


Coreia do Sul realiza teste com míssil: Imagem divulgada pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul em Seul mostra o sistema de mísseis disparando um míssil Hyunmu-2 no Mar do Oriente a partir de um local não revelado durante um exercício simulando um ataque nuclear da Coreia do Norte – 04/09/2017
© AFP Imagem divulgada pelo Ministério da Defesa da Coreia do Sul em Seul mostra o sistema de mísseis disparando um míssil Hyunmu-2 no Mar do Oriente a partir de um local não revelado durante um exercício simulando um ataque nuclear da Coreia do Norte

A embaixadora declarou também que os Estados Unidos não querem guerra, mas irão se defender das ameaças norte-coreanas aos territórios americanos. “A guerra nunca é algo que os Estados Unidos desejam – não queremos isso agora”, disse Haley. “Mas a paciência do nosso país não é ilimitada. Vamos defender nossos aliados e nosso território”, completou.

Para Haley, a abordagem de sanções graduais do Conselho não funcionou. “A Coreia do Norte tem desafiado resoluções da ONU há 20 anos”, disse. “Apesar de nossos esforços, o programa nuclear está mais avançado e mais perigoso do que nunca”, completou.

A reunião do Conselho de Segurança foi convocada em resposta ao último teste nuclear de Kim Jong-un e, diferentemente dos últimos encontros sobre a Coreia do Norte, aconteceu em uma sessão aberta. Apenas este ano, o Conselho se reuniu outras nove vezes para discutir as ameaças de Pyongyang.

A embaixadora afirmou que os Estados Unidos olharão para todos os países que fazem negócios com a Coreia do Norte como apoiadores do regime de Kim Jong-un. Ontem, o presidente americano Donald Trumpameaçou no Twitter interromper todo o comércio com qualquer país que faça negócios com a Coreia do Norte.


Diálogo e “cabeça fria”

Já a China voltou a defender o diálogo com Pyongyang e advertiu o Conselho que não permitirá o caos, nem uma guerra na península coreana. “A situação na península se deteriora constantemente enquanto falamos, entrando em um círculo vicioso”, disse o embaixador chinês, Liu Jieyi. “O tema da península deve se resolver pacificamente. A China nunca permitirá o caos, nem a guerra na península”, garantiu.

O embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, disse que soluções militares não podem resolver o problema da península coreana e advertiu que há uma “necessidade urgente de manter a cabeça fria e de se abster de qualquer ação que possa escalar as tensões”.

“Um acordo abrangente para a questão nuclear e outras que estão atormentando a península coreana pode ser atingido exclusivamente por canais político-diplomáticos, inclusive aplicando os esforços de mediação do secretário-geral das Nações Unidas”, disse Nebenzia ao Conselho de Segurança da ONU.

Fim das restrições

Trump e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, concordaram em retirar restrições ao desenvolvimento de mísseis mais potentes e com o envio de um de um sistema de defesa de mísseis para o país sul coreano, segundo comunicado do gabinete da presidência do país. Trump e Jae-in conversaram por telefone pela primeira vez após o último teste nuclear da Coreia do Norte. Eles também concordaram, segundo o comunicado, que a ação do regime de Pyongyang foi uma grave provocação “sem precedentes”.

Ameaça a paz


Moon conversou por telefone também como presidente russo, Vladimir Putin. Os dois líderes condenaram categoricamente a Coreia do Norte por seu mais recente teste nuclear, disse o Kremlin, em comunicado. Segundo o Kremlin, Putin disse a Moon que a única maneira de resolver a crise é por meio de diplomacia e conversações.

A Rússia viu o mais recente teste de Pyongyang como uma ameaça séria à paz e segurança na região. “É muito fácil dizer a palavra ‘guerra’ para países fora da região, mas aqueles na região precisam ser mais inteligentes e mais equilibrados”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov a repórteres.

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