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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

A guerra contra atiradores do Estado Islâmico escondidos nas ruínas que sobraram de Raqqa

Após três meses de combates, as Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês) - aliança entre combatentes árabes e curdos apoiada pelos Estados Unidos - anunciaram em setembro que conseguiram expulsar 80% dos militantes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) da cidade de Raqqa, no norte da Síria.


BBC Brasil

Há três anos, Raqqa foi proclamada a capital do chamado “califado” do Estado Islâmico. A cidade foi transformada pelo grupo, que aplicou uma interpretação extremista da lei islâmica e usava decapitações, crucificações e tortura para aterrorizar moradores que se opunham a eles.

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Terroristas do Estado Islâmico em Raqqa, Síria © AP Photo/ Raqqa Media Center of the Islamic State group

Na época, a localidade virou o lar de milhares de jihadistas do mundo inteiro que respondiam ao chamado do líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi. Ele era dado como morto, mas nesta semana militantes do grupo divulgaram uma gravação de áudio que parece conter sua voz falando sobre acontecimentos recentes.

Raqqa foi cercada em junho por cerca de 15 mil combatentes das SDF, além de ser alvo de ataques aéreos e forças especiais apoiadas pelos Estados Unidos.

Apesar da forte resistência dos militantes, em setembro as SDF tomaram controle completo do centro antigo e da Grande Mesquita da cidade. Contudo, estima-se que ainda haja cerca de 400 extremistas no local.

Rami Abdul Rahman, diretor do Observatório Sírio, disse à imprensa que os 10% restantes da cidade serão mais difíceis de conquistar, já que os militantes do EI criaram muitas minas nas áreas que ainda estão sob seu controle.

Também há uma preocupação com os civis que estão presos nesses locais e são usados como escudo humano ou isca.

Dezenas de milhares de civis fugiram dos combates nos últimos meses, mas estimativas apontam que pode haver entre 10 mil e 25 mil pessoas ali.

A previsão é de que a cidade seja dominada pelas SDF em um ou dois meses.


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