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Militares norte-americanos acreditam que EUA entrarão em guerra

Quase metade do Exército dos EUA está confiante de que durante o ano de 2019 seu país estará envolvido em um grave conflito armado, de acordo com o Military Times.
Sputnik

Segundo uma pesquisa recente, 46% dos participantes não duvidam que o confronto militar ocorrerá no próximo ano.


A título de comparação, em 2017, apenas 5% dos militares dos EUA esperavam um conflito armado, enquanto 50% descartaram um cenário de guerra e 4% não responderam.

Quanto aos inimigos mais prováveis, os soldados dos EUA mencionaram principalmente a Rússia e a China. Respectivamente, 72% e 69% dos entrevistados escolheram esses dois países.

Além disso, cerca de 57% estão preocupados com a presença de extremistas islâmicos nos Estados Unidos. Em particular, 48% destacaram uma possível ameaça por parte dos grupos terroristas Daesh e Al Qaeda (proibidos na Rússia e em outros países).

Angela Merkel critica ameaças de Donald Trump à Coreia do Norte

Em entrevista à DW, chanceler federal alemã e candidata à reeleição afirma que qualquer tipo de solução militar para a questão norte-coreana é inapropriada e defende esforços diplomáticos.


Jens Thurau | Deutsch Welle

A chanceler federal Angela Merkel criticou duramente o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (19/09), no qual ele ameaçou a Coreia do Norte com a destruição total.


Angela Merkel Zitattafel Portugiesisch | Nordkorea

"Sou contra esse tipo de ameaça. E devo dizer, em meu nome e em nome do governo alemão: consideramos qualquer tipo de solução militar absolutamente desmedida e apostamos em esforços diplomáticos", declarou Merkel na entrevista que encerra a série da DW com os principais candidatos nas eleições de 24 de setembro na Alemanha.

"Na minha opinião, isso inclui as sanções, e a implementação dessas sanções é a resposta correta. Qualquer outra coisa eu considero errada em relação à Coreia do Norte. Nesse ponto há uma clara dissensão com o presidente americano", afirmou Merkel à editora-chefe da DW, Ines Pohl, e ao apresentador Jaafar Abdul Karim, que a entrevistaram na Chancelaria Federal, em Berlim.

A chanceler também reforçou sua disposição de colaborar para uma solução da questão norte-coreana, lembrando que a Alemanha é um dos poucos países que têm tanto uma embaixada em Pyongyang como também uma representação diplomática norte-coreana em Berlim. Essa situação é uma herança da Alemanha Oriental, e as instalações em Berlim já foram usadas por representantes dos EUA e da Coreia do Norte para negociações secretas, por exemplo em setembro de 2013.

Além disso, a Alemanha também tem ligações muito estreitas com a China, o Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos, argumentou Merkel. "Mesmo que seja um conflito distante, ele nos atinge", declarou. Para reforçar seu argumento, a chanceler mencionou ainda a participação alemã nas negociações pelo acordo nuclear com o Irã. "Queremos resolver problemas por meio da diplomacia, assim como também fazemos na Ucrânia." Merkel disse ter comunicado suas posições a Trump, por meio de um telefonema, antes do discurso dele em Nova York.

Ela se esquivou de responder se telefonaria para o líder norte-coreano, Kim Jong-un. "Isso não está na agenda, e eu também não pretendo dar um passo que não tenha sido combinado, o que também não devemos fazer."

Populismo

Na reta final da campanha, a presidente da União Democrata Cristã (CDU) foi questionada também sobre o partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que deverá entrar no Parlamento. Ela disse que a melhor estratégia contra esses grupos é resolver os problemas das pessoas.

"As preocupações que elas têm, de ter emprego, de ter boas escolas, de ter médicos - temos que realmente nos ocupar dessas questões. Mas, ao mesmo tempo, dar um claro basta ao ódio e à violência." Ela preferiu não emitir opinião sobre os motivos do crescimento da AfD:

"Não quero fazer isso porque nunca vou cooperar com a AfD, mas quero lembrar que, na Alemanha, também há pessoas que enfrentam problemas. Isso não justifica determinadas posições políticas, mas temos de trabalhar para ter condições de vida equitativas."

Atrito com Turquia

Merkel comentou ainda as tensões nas relações entre a Turquia e a Alemanha. O presidente Recep Tayyip Erdogan a acusou reiteradas vezes de utilizar métodos nazistas, e vários cidadãos alemães foram detidos na Turquia sem acusações concretas. A chanceler disse se preocupar sobretudo com as possíveis consequências dos conflitos internos na Turquia.

"O que nos preocupa é que determinados grupos da Turquia espionam e vigiam uns aos outros, em parte. Não queremos isso. Não queremos que conflitos que existem na Turquia venham para a Alemanha. Vamos cuidar para que todos grupos vivam aqui em paz e sem serem incomodados."

Merkel surpreendeu com a resposta à pergunta final, sobre quem ela levaria consigo para uma ilha deserta entre os demais principais candidatos. Ela escolheu o ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, explicando que assim poderia debater com ele a segurança interna.


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