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Marinha e Aeronáutica do Brasil auxiliam buscas a submarino argentino desaparecido, diz ministro

Segundo Raul Jungmann, três navios e um avião brasileiros já foram disponibilizados. Última vez que o submarino militar com 44 pessoas a bordo manteve contato com a base foi na quarta-feira (15).
Por G1, Brasília

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, publicou em seu perfil no Twitter neste sábado (18) que três navios da Marinha brasileira "já estão auxiliando" nas buscas a um submarino argentino que desapareceu com 44 tripulantes a bordo.

Ainda segundo o ministro, a Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou um avião para também ajudar na procura pelo submarino e um segundo avião "será deslocado para apoiar as buscas do submarino argentino desaparecido" a partir deste domingo (19).

O submarino militar ARA San Juan manteve contato com a base pela última vez na manhã de quarta-feira (15), quando estava no sul do Mar Argentino, a 432 quilômetros da costa patagônica do país.

De acordo com a FAB, o primeiro avião disponibilizado pelo Brasil decolou, com 18 tripulantes, às 17…

Bom coração? Israel está enviando ajuda aos sírios, mas não é por uma causa humanitária

Há quatro anos, o governo de Israel vem recebendo refugiados e famílias inteiras de sírios que fogem da guerra civil que corrói o país árabe desde 2011. Além disso, os israelenses vêm enviando ajuda humanitária para Damasco, a fim de diminuir o drama da população que segue lá.


Sputnik

A notícia não seria surpreendente, não fosse o fato de que as duas nações não são amigas, mas sim inimigas declaradas. E a iniciativa de Tel-Aviv em ajudar Damasco não é exatamente humanitária, conforme mostra reportagem do jornal The Washington Post desta semana.


Grupo de refugiados sírios recebe ajuda médica na fronteira com Israel
Refugiados sírios recebem ajuda na fronteira com Israel © AP Photo/ Dusan Vranic

Diariamente, famílias inteiras chegam às Colinas de Golan, na fronteira entre os dois países, em busca de refúgio contra a guerra na Síria. Como parte do programa 'Bons Vizinhos', Israel costuma permitir a entrada de sírios feridos no país. A mesma iniciativa também permite o envio de comida, combustível e outros itens para o lado sírio da fronteira.

Todavia, um objetivo mais importante para Israel joga uma luz sobre o programa: ao criar uma zona "amigável" entre os dois países, Tel-Aviv quer manter o movimento xiita libanês Hezbollah – com o qual já entrou em guerra por três oportunidades nos últimos 10 anos – longe do país.

O presidente sírio Bashar Assad, o Irã e o Hezbollah formam uma tríade que vem combatendo os terroristas do Daesh e os opositores do próprio Assad em território sírio. Tal aliança é vista com muitas reservas por Israel, que prefere a permanência dos militantes sunitas na fronteira entre os dois países, como é o caso hoje.

Como o jornal estadunidense bem lembra, a região das Colinas de Golan foi tomada da Síria em 1967, para depois ser anexada ao território israelense. E embora as autoridades locais digam que mais de 3.000 sírios recebem ou receberam ajuda médica, ou que mais de 360 toneladas de alimentos foram enviadas ao outro lado da fronteira, as feridas entre os dois países permanecem.

A estratégia de trocar ajuda humanitária por segurança já foi usada por Tel-Aviv em outros tempos, notoriamente em episódios envolvendo as ameaças do Líbano ou de milícias palestinas. Quando necessário, ataques são realizados – a Síria vem denunciado bombardeios israelenses nos últimos meses, o que o vizinho não nega ou confirma.


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