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'Fora do normal': OTAN teria usado armas climáticas para atingir êxito em operação militar

Uma das teorias de conspiração mais populares é a possível influência humana no clima com armas de tecnologia de última geração. Neste contexto, ganhou talvez o maior destaque o projeto HAARP dos EUA. Oficial da Força Aérea russa e meteorologista, Yevgeny Tishkovetz, contou para a Sputnik até que ponto os humanos podem mudar condições climáticas.
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O HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program, em inglês) é um projeto financiado pelas Forças Armadas dos EUA que visa estudar a ionosfera para aperfeiçoamento de suas capacidades de comunicação por rádio e dos sistemas de vigilância com ajuda de tecnologias de ponta.


Há uma teoria de que o sistema HAARP teria sido utilizado na operação militar da OTAN na Iugoslávia em 1999. Yevgeny Tishkovetz, meteorologista do centro Fobos e ex-chefe do serviço meteorológico do Ministério da Defesa russo, disse à Sputnik Sérvia que o sistema pode ter sido realmente usado na Iugoslávia.

Segundo o oficial, a Aliança não tinha como realizar seus…

Bom coração? Israel está enviando ajuda aos sírios, mas não é por uma causa humanitária

Há quatro anos, o governo de Israel vem recebendo refugiados e famílias inteiras de sírios que fogem da guerra civil que corrói o país árabe desde 2011. Além disso, os israelenses vêm enviando ajuda humanitária para Damasco, a fim de diminuir o drama da população que segue lá.


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A notícia não seria surpreendente, não fosse o fato de que as duas nações não são amigas, mas sim inimigas declaradas. E a iniciativa de Tel-Aviv em ajudar Damasco não é exatamente humanitária, conforme mostra reportagem do jornal The Washington Post desta semana.


Grupo de refugiados sírios recebe ajuda médica na fronteira com Israel
Refugiados sírios recebem ajuda na fronteira com Israel © AP Photo/ Dusan Vranic

Diariamente, famílias inteiras chegam às Colinas de Golan, na fronteira entre os dois países, em busca de refúgio contra a guerra na Síria. Como parte do programa 'Bons Vizinhos', Israel costuma permitir a entrada de sírios feridos no país. A mesma iniciativa também permite o envio de comida, combustível e outros itens para o lado sírio da fronteira.

Todavia, um objetivo mais importante para Israel joga uma luz sobre o programa: ao criar uma zona "amigável" entre os dois países, Tel-Aviv quer manter o movimento xiita libanês Hezbollah – com o qual já entrou em guerra por três oportunidades nos últimos 10 anos – longe do país.

O presidente sírio Bashar Assad, o Irã e o Hezbollah formam uma tríade que vem combatendo os terroristas do Daesh e os opositores do próprio Assad em território sírio. Tal aliança é vista com muitas reservas por Israel, que prefere a permanência dos militantes sunitas na fronteira entre os dois países, como é o caso hoje.

Como o jornal estadunidense bem lembra, a região das Colinas de Golan foi tomada da Síria em 1967, para depois ser anexada ao território israelense. E embora as autoridades locais digam que mais de 3.000 sírios recebem ou receberam ajuda médica, ou que mais de 360 toneladas de alimentos foram enviadas ao outro lado da fronteira, as feridas entre os dois países permanecem.

A estratégia de trocar ajuda humanitária por segurança já foi usada por Tel-Aviv em outros tempos, notoriamente em episódios envolvendo as ameaças do Líbano ou de milícias palestinas. Quando necessário, ataques são realizados – a Síria vem denunciado bombardeios israelenses nos últimos meses, o que o vizinho não nega ou confirma.


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