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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Bom coração? Israel está enviando ajuda aos sírios, mas não é por uma causa humanitária

Há quatro anos, o governo de Israel vem recebendo refugiados e famílias inteiras de sírios que fogem da guerra civil que corrói o país árabe desde 2011. Além disso, os israelenses vêm enviando ajuda humanitária para Damasco, a fim de diminuir o drama da população que segue lá.


Sputnik

A notícia não seria surpreendente, não fosse o fato de que as duas nações não são amigas, mas sim inimigas declaradas. E a iniciativa de Tel-Aviv em ajudar Damasco não é exatamente humanitária, conforme mostra reportagem do jornal The Washington Post desta semana.


Grupo de refugiados sírios recebe ajuda médica na fronteira com Israel
Refugiados sírios recebem ajuda na fronteira com Israel © AP Photo/ Dusan Vranic

Diariamente, famílias inteiras chegam às Colinas de Golan, na fronteira entre os dois países, em busca de refúgio contra a guerra na Síria. Como parte do programa 'Bons Vizinhos', Israel costuma permitir a entrada de sírios feridos no país. A mesma iniciativa também permite o envio de comida, combustível e outros itens para o lado sírio da fronteira.

Todavia, um objetivo mais importante para Israel joga uma luz sobre o programa: ao criar uma zona "amigável" entre os dois países, Tel-Aviv quer manter o movimento xiita libanês Hezbollah – com o qual já entrou em guerra por três oportunidades nos últimos 10 anos – longe do país.

O presidente sírio Bashar Assad, o Irã e o Hezbollah formam uma tríade que vem combatendo os terroristas do Daesh e os opositores do próprio Assad em território sírio. Tal aliança é vista com muitas reservas por Israel, que prefere a permanência dos militantes sunitas na fronteira entre os dois países, como é o caso hoje.

Como o jornal estadunidense bem lembra, a região das Colinas de Golan foi tomada da Síria em 1967, para depois ser anexada ao território israelense. E embora as autoridades locais digam que mais de 3.000 sírios recebem ou receberam ajuda médica, ou que mais de 360 toneladas de alimentos foram enviadas ao outro lado da fronteira, as feridas entre os dois países permanecem.

A estratégia de trocar ajuda humanitária por segurança já foi usada por Tel-Aviv em outros tempos, notoriamente em episódios envolvendo as ameaças do Líbano ou de milícias palestinas. Quando necessário, ataques são realizados – a Síria vem denunciado bombardeios israelenses nos últimos meses, o que o vizinho não nega ou confirma.


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