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Analista: entrega de dados de Israel sobre abate de Il-20 significa muito para Rússia

O comandante da Força Aérea Israelense, Amikam Norkin, forneceu ao Ministério da Defesa da Rússia dados sobre o incidente com o avião russo Il-20 na Síria. Israel demonstra que não pretende perder a cooperação estabelecida com a Rússia, disse o analista político Stanislav Tarasov durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.
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Além destas informações sobre o abate da aeronave, Israel também avisou sobre "as tentativas do Irã de fortalecer sua posição na Síria e entregar armas estratégicas ao Hezbollah". Os militares observaram que é necessário continuar coordenando as ações na Síria, ressaltando a importância de respeitar os interesses dos dois países.

O avião russo Il-20 foi abatido sobre o mar Mediterrâneo no dia 17 de setembro, a 35 quilômetros da costa síria, por um míssil do sistema antiaéreo S-200 da Síria, resultando na morte de 15 militares.

Ao mesmo tempo, quatro caças F-16 atacaram instalações sírias em Latakia. De acordo com o Ministério da Defesa da…

Bom coração? Israel está enviando ajuda aos sírios, mas não é por uma causa humanitária

Há quatro anos, o governo de Israel vem recebendo refugiados e famílias inteiras de sírios que fogem da guerra civil que corrói o país árabe desde 2011. Além disso, os israelenses vêm enviando ajuda humanitária para Damasco, a fim de diminuir o drama da população que segue lá.


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A notícia não seria surpreendente, não fosse o fato de que as duas nações não são amigas, mas sim inimigas declaradas. E a iniciativa de Tel-Aviv em ajudar Damasco não é exatamente humanitária, conforme mostra reportagem do jornal The Washington Post desta semana.


Grupo de refugiados sírios recebe ajuda médica na fronteira com Israel
Refugiados sírios recebem ajuda na fronteira com Israel © AP Photo/ Dusan Vranic

Diariamente, famílias inteiras chegam às Colinas de Golan, na fronteira entre os dois países, em busca de refúgio contra a guerra na Síria. Como parte do programa 'Bons Vizinhos', Israel costuma permitir a entrada de sírios feridos no país. A mesma iniciativa também permite o envio de comida, combustível e outros itens para o lado sírio da fronteira.

Todavia, um objetivo mais importante para Israel joga uma luz sobre o programa: ao criar uma zona "amigável" entre os dois países, Tel-Aviv quer manter o movimento xiita libanês Hezbollah – com o qual já entrou em guerra por três oportunidades nos últimos 10 anos – longe do país.

O presidente sírio Bashar Assad, o Irã e o Hezbollah formam uma tríade que vem combatendo os terroristas do Daesh e os opositores do próprio Assad em território sírio. Tal aliança é vista com muitas reservas por Israel, que prefere a permanência dos militantes sunitas na fronteira entre os dois países, como é o caso hoje.

Como o jornal estadunidense bem lembra, a região das Colinas de Golan foi tomada da Síria em 1967, para depois ser anexada ao território israelense. E embora as autoridades locais digam que mais de 3.000 sírios recebem ou receberam ajuda médica, ou que mais de 360 toneladas de alimentos foram enviadas ao outro lado da fronteira, as feridas entre os dois países permanecem.

A estratégia de trocar ajuda humanitária por segurança já foi usada por Tel-Aviv em outros tempos, notoriamente em episódios envolvendo as ameaças do Líbano ou de milícias palestinas. Quando necessário, ataques são realizados – a Síria vem denunciado bombardeios israelenses nos últimos meses, o que o vizinho não nega ou confirma.


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