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Argentina concorda em construir bases norte-americanas em seu território

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, aprovou a construção no país de várias bases militares dos EUA, informou no sábado (21) o portal mexicano Aristegui Noticias com referência a fontes informadas.
Sputnik

De acordo com o portal, trata-se de ao mínimo três bases militares a serem construídas nas províncias de Neuquén (onde fica a jazida de gás de xisto Vaca Muerta), Misiones e Tierra del Fuego, de onde se pode controlar a Antártida.

A sua criação deve ser financiada pelo Comando Sul dos EUA. Um dos principais adeptos da criação de bases seria a ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich.

Além disso, nota o portal mexicano, a ministra elogiou a chegada ao país de instrutores americanos que efetuam a preparação dos policiais argentinos antes da cúpula do G20 em novembro. Isso viola as atuais leis argentinas, porque é necessário obter a autorização do Congresso para tais ações, algo que não foi feito.

China sobre guerra de palavras entre EUA e Coreia do Norte: 'não vai ter vencedor'

Comentando a briga recente entre os EUA e a Coreia do Norte, Pequim pediu a ambos os países para perceberem que hostilidades armadas nunca vão dar certo.


Sputnik

Qualquer potencial conflito militar na península coreana não terá nenhum vencedor, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, numa entrevista coletiva em Pequim.


Dois Lanceiros B-1B das Forças Aéreas dos EUA
Caças F-15 da ROKAF, Força Aérea da Coreia do Sul © REUTERS/ Tech. Sgt. Kamaile Casillas/Pacific Air Forces/DVID

Os comentários vêm em resposta a uma recente ameaça da Coreia do Norte que diz ter todo o direito de "tomar medidas de retaliação contra os Estados Unidos, incluindo derrubar bombardeiros estratégicos americanos fora do espaço aéreo da RPDC, porque Donald Trump declarou guerra" ao país asiático.

O principal diplomata da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, disse ontem que o que ele descreveu como uma "declaração de guerra" por Washington significa que Pyongyang pode recorrer a quaisquer medidas em resposta.

"O mundo inteiro deve se lembrar claramente de que foram os EUA que declararam a guerra pela primeira vez ao nosso país", disse o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte a repórteres em Nova York.

Também na segunda-feira, a porta-voz do escritório do Departamento de Estado dos Estados Unidos para a Ásia Oriental e assuntos do Pacífico, Katina Adams, comentou a afirmação dizendo que os EUA não declararam guerra à Coreia do Norte.

"Continuamos buscando uma desnuclearização pacífica da Península da Coreia", disse Adams à Sputnik, acrescentando que nenhum país pode disparar em aeronaves ou navios de outra nação se estiverem no espaço aéreo ou águas internacionais.

A guerra de palavras entre os dois países aumentou quando o presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu no sábado ao discurso na Assembleia Geral da ONU de Ri Yong, onde o diplomata norte-coreano disse que Trump enfrentaria consequências negativas por causa das suas declarações sobre a Coreia do Norte e o líder Kim Jong-un. Em particular, o ministro disse que a política de Trump tornaria inevitável a "visita de nossos foguetes" a todo o continente americano.

No entanto, os relatórios recentes sugerem que os norte-coreanos estejam enviando seus jatos militares para o leste do país na sequência de um sobrevoo da zona por bombardeiros dos EUA na semana passada.

No último domingo, bombardeiros dos EUA voaram no espaço aéreo internacional perto da costa leste da Coreia do Norte. Esta demonstração de força militar foi feita para mostrar o alcance das opções militares dos EUA disponíveis para Donald Trump, ressaltou a porta-voz do chefe do Pentágono, Dana White, num comunicado.

O Serviço Nacional de Inteligência (NIS, na sigla em inglês) da Coreia do Sul, no entanto, afirmou que nenhuma retaliação imediata foi tomada por Pyongyang em resposta ao aumento do número de voos, sugerindo que a Coreia do Norte "poderá não ter detectado completamente os aviões militares [dos EUA]", informou a agência de notícias Yonhap da Coreia do Sul.


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