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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Como Pyongyang pode mergulhar EUA na escuridão?

O último teste nuclear de Pyongyang, realizado com êxito no último dia 3 de setembro, voltou a reacender a preocupação perante de um hipotético ataque de pulso eletromagnético (EMP) que a Coreia do Norte pode lançar contra os EUA, neutralizando, dessa forma, as redes elétricas norte-americanas, informa o Daily Mail.


Sputnik

O jornal destaca que, após o recente teste de uma bomba de hidrogênio, foi mencionada pela primeira vez a possibilidade de um ataque EMP contra os EUA e que "o pulso provocado por uma explosão em grande altitude pode semear o caos e a destruição" a uma escala "muito pior" que o próprio ataque nuclear.


Kim Jong-un observa o lançamento de um míssil balístico
Kim Jong-un observa o lançamento de um míssil balístico © REUTERS/ KCNA/ via REUTERS/Foto de arquivo

Segundo Pyongyang, se trata de "uma arma termonuclear multifuncional com potência destrutiva que pode ser detonada mesmo a grandes alturas em um ataque superpotente de EMP".

A explosão de uma bomba termonuclear no espaço aéreo dos EUA criaria no país uma onda de pulso eletromagnético que, por sua vez, geraria uma sobrecarga de energia e um apagão das redes elétricas na parte continental do país.

O ex-chefe da Agência Central de Inteligência (CIA), James Woolsey, adverte que esse tipo de ataque deixaria sem eletricidade hospitais, organizações governamentais e civis, assim como todo o tipo de infraestrutura do país. "Eu acho que é a principal e a mais importante e perigosa ameaça para os EUA", declarou o funcionário no passado mês de março para o jornal San Diego Union-Tribune.

"Ficaríamos em um mundo sem fornecimento de alimentos, sem purificação de água, sem sistema bancário, sem telecomunicações e sem medicina. Tudo isso depende da eletricidade de um modo ou de outro", lembrou Woolsey.

Quanto maior for a altitude a que será detonada a bomba, mais amplo será o efeito do EMP. Por exemplo, uma bomba levada a uma altura de 30,5 quilômetros sobre o centro dos EUA afetaria os Estados do Kansas, Nebraska e quase toda a população do Dakota do Sul. Teoricamente, a explosão a uma altitude de 400 quilômetros seria o suficiente para acabar com quase todos os sistemas eletrônicos dos EUA e afetar até mesmo alguns territórios do Canadá e México.

Esta altitude corresponde, aproximadamente, à da órbita da Estação Espacial Internacional (ISS) e de outros satélites terrestres. Pyongyang já mostrou que pode alcançar estas altitudes com seus lançamentos de satélites em 2012 e 2016, e vários especialistas consideram que estes ensaios testaram a trajetória de um eventual ataque de EMP.


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