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Confira a arma secreta da China em uma eventual guerra contra os EUA

A evidência do emprego de minas marítimas na doutrina da guerra naval chinesa segue crescendo.
Sputnik

Nas fases finais da Guerra do Pacífico, os estrategistas americanos combinaram genialmente dois sistemas de armas, o revolucionário bombardeiro de longo alcance B-29 e as relativamente simples minas marítimas com explosivos magnéticos ou acústicos, causando um caos na economia e moral japoneses. O esforço para semear profusamente as águas japonesas com milhares de minas foi denominado de "Operação Fome" e esse esforço provou sua alta eficiência para pôr o Japão de joelhos. Contudo, a Marinha americana também foi vítima do emprego hábil da guerra de minas e esses casos são mais recentes.

O caso clássico provém da Guerra da Coreia, quando minas foram colocadas ao largo da Coreia do Norte, evitando que os estadunidenses realizassem uma invasão eficiente em Wonsan. Durante a Guerra do Golfo Pérsico, dois navios norte-americanos, o "Tripoli" e o "Princeton", for…

Como Pyongyang pode mergulhar EUA na escuridão?

O último teste nuclear de Pyongyang, realizado com êxito no último dia 3 de setembro, voltou a reacender a preocupação perante de um hipotético ataque de pulso eletromagnético (EMP) que a Coreia do Norte pode lançar contra os EUA, neutralizando, dessa forma, as redes elétricas norte-americanas, informa o Daily Mail.


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O jornal destaca que, após o recente teste de uma bomba de hidrogênio, foi mencionada pela primeira vez a possibilidade de um ataque EMP contra os EUA e que "o pulso provocado por uma explosão em grande altitude pode semear o caos e a destruição" a uma escala "muito pior" que o próprio ataque nuclear.


Kim Jong-un observa o lançamento de um míssil balístico
Kim Jong-un observa o lançamento de um míssil balístico © REUTERS/ KCNA/ via REUTERS/Foto de arquivo

Segundo Pyongyang, se trata de "uma arma termonuclear multifuncional com potência destrutiva que pode ser detonada mesmo a grandes alturas em um ataque superpotente de EMP".

A explosão de uma bomba termonuclear no espaço aéreo dos EUA criaria no país uma onda de pulso eletromagnético que, por sua vez, geraria uma sobrecarga de energia e um apagão das redes elétricas na parte continental do país.

O ex-chefe da Agência Central de Inteligência (CIA), James Woolsey, adverte que esse tipo de ataque deixaria sem eletricidade hospitais, organizações governamentais e civis, assim como todo o tipo de infraestrutura do país. "Eu acho que é a principal e a mais importante e perigosa ameaça para os EUA", declarou o funcionário no passado mês de março para o jornal San Diego Union-Tribune.

"Ficaríamos em um mundo sem fornecimento de alimentos, sem purificação de água, sem sistema bancário, sem telecomunicações e sem medicina. Tudo isso depende da eletricidade de um modo ou de outro", lembrou Woolsey.

Quanto maior for a altitude a que será detonada a bomba, mais amplo será o efeito do EMP. Por exemplo, uma bomba levada a uma altura de 30,5 quilômetros sobre o centro dos EUA afetaria os Estados do Kansas, Nebraska e quase toda a população do Dakota do Sul. Teoricamente, a explosão a uma altitude de 400 quilômetros seria o suficiente para acabar com quase todos os sistemas eletrônicos dos EUA e afetar até mesmo alguns territórios do Canadá e México.

Esta altitude corresponde, aproximadamente, à da órbita da Estação Espacial Internacional (ISS) e de outros satélites terrestres. Pyongyang já mostrou que pode alcançar estas altitudes com seus lançamentos de satélites em 2012 e 2016, e vários especialistas consideram que estes ensaios testaram a trajetória de um eventual ataque de EMP.


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