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Kim Jong-un: Após 'declaração de guerra feroz', Trump e os EUA pagarão caro

Em um raro pronunciamento, o líder norte-coreano Kim Jong-un disse nesta sexta-feira (horário local) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu povo "pagarão caro"pelas “palavras excêntricas” que pregaram a destruição da Coreia do Norte.
Sputnik

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que os EUA estão prontos para a "destruição total" da Coreia do Norte, caso isso se faça necessário.


Além disso, o presidente estadunidense chamou Kim de "Homem Foguete", pelo que considera uma "tática suicida" de provocações contra Washington e o resto dos seus aliados na Ásia.

"Agora estou pensando muito sobre a resposta que ele poderia ter esperado quando ele se permitiu que palavras tão excêntricas tropeçassem da sua língua", disse Kim, em declarações reproduzidas pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

"Qualquer coisa que Trump possa ter esperado, ele enfrentará resultados além de suas expectativas. Eu vou, …

Comunidade internacional condena Coreia do Norte por teste com bomba de hidrogênio

No Twitter, Donald Trump disse que as palavras e ações do país continuam sendo muito hostis e perigosas para os Estados Unidos.


Por G1


Diversos países e organizações condenaram o teste nuclear com uma bomba de hidrogênio realizado pela Coreia do Norte na madrugada deste domingo (3). Eles repudiaram a nova violação das múltiplas resoluções da ONU e exigiram o fim dos programas nuclear e balístico do país. China e Japão já estão monitorando as condições radioativas na região.

Este é o sexto teste atômico feito por Pyongyang nos últimos 11 anos, e o mais poderoso até agora.


Bomba de hidrogênio poderia ser colocada em míssil intercontinental (Foto: KCNA via REUTERS)
Bomba de hidrogênio poderia ser colocada em míssil intercontinental (Foto: KCNA via REUTERS)

No Twitter, Donald Trump disse que as palavras e ações da Coreia do Norte continuam sendo muito hostis e perigosas para os Estados Unidos. Ele ainda disse que o país se tornou uma grande ameaça e um constrangimento para a China, que está tentando ajudar, mas com pouco sucesso.

Questionado, neste domingo, ao deixar um culto religioso numa igreja se os EUA atacarão a Coreia do Norte, Trump respondeu: "vamos ver".

Segundo a agência Reuters, Trump e sua equipe nacional de segurança devem se reunir hoje para tratar do teste da Coreia do Norte.

Em paralelo, o secretário do tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, anunciou que irá "preparar uma série de sanções, que apresentarei ao presidente" para punir a Coreia do Norte. "Aqueles que fazem negócios com eles (Coreia do Norte) não poderão fazer negócios conosco. Trabalharemos com nossos aliados. Trabalharemos com a China", indicou.

Segundo a Coreia do Norte, o teste foi "bem-sucedido". A bomba pode ser carregada no novo míssil balístico intercontinental do país. O teste nuclear provocou um tremor de magnitude 6,3 no território norte-coreano.

Logo depois do terremoto, Tóquio confirmou se tratar de um teste nuclear. O Ministério da Defesa do Japão disse que havia despachado pelo menos três jatos militares para testar a radiação.

Reações

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que o novo teste nuclear foi "uma ameaça de segurança séria e imediata" que "aumenta ainda mais o perigo do regime" e "compromete seriamente a paz e a segurança no país".

A China condenou "energicamente" o novo teste nuclear, segundo comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores do país. De acordo com a Reuters, o país também iniciou um monitoramento das condições radioativas na região.

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu que o Conselho de Segurança da ONU reaja de forma rápida e decisiva.

"A comunidade internacional deve tratar esta nova provocação com a maior firmeza, para que a Coreia do Norte volte incondicionalmente ao caminho do diálogo e proceda ao desmantelamento completo, verificável e irreversível de seu programa nuclear e balístico", disse em comunicado.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, insistiu que o problema da nuclearização da Coreia do Norte deve ser resolvido exclusivamente pela via diplomática. Putin afirmou que "a comunidade internacional não deve deixar-se levar pelas emoções", informou um porta-voz do Kremlin.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, disse que Seul "nunca permitirá que a Coreia do Norte continue avançando com suas tecnologias nucleares e de mísseis" em uma reunião urgente do Conselho Nacional de Segurança após o novo teste, segundo a agência local Yonhap.

Moon também pediu que sejam impostas sanções "mais graves possíveis" por parte do Conselho de Segurança da ONU para aumentar o isolamento do regime liderado por Kim Jong-un.

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, chamou o teste nuclear de "imprudente" e uma "provocação".

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, reprovou "energicamente" o novo teste nuclear e pediu a Pyongyang para pôr fim ao seu programa atômico.

"Reprovo energicamente que a Coreia do Norte tenha feito hoje um sexto teste nuclear. Trata-se de outra flagrante violação de várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU", declarou em comunicado o político norueguês.

A União Europeia qualificou o teste como uma "grave provocação" e acrescentou que se trata de uma nova violação "direta e inaceitável" das obrigações internacionais de Pyongyang.

"A mensagem da União Europeia é clara: a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) deve abandonar os seus programas nucleares, de armas de destruição em massa e de mísseis balísticos de forma completa, verificável e irreversível e pôr fim imediatamente a todas as atividades relacionadas", afirmou em comunicado a representante da União para Assuntos Exteriores, Federica Mogherini.

Em nota, o governo brasileiro condenou "veementemente" o teste nuclear, reiterando seu apoio às resoluções do Conselho de Segurança da ONU e pediu para o governo da Coreia do Norte cumpri-las plenamente.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que não tem acesso à Coreia do Norte, chamou o teste nuclear de "um ato extremamente lamentável" que "desconsiderou completamente as demandas repetidas da comunidade internacional".

Teste

A televisão estatal exibiu uma imagem da ordem manuscrita de Kim Jong-Un pedindo que o teste fosse realizado no dia 3 de setembro ao meio-dia.

Poucas horas antes, a Coreia do Norte havia publicado outras fotos mostrando o líder norte-coreano inspecionando o que estava sendo apresentado como uma bomba H (de hidrogênio ou termonuclear) que poderia ser instalada no novo míssil balístico intercontinental norte-coreano.

O governo da Coreia do Norte disse que todos os componentes da bomba foram fabricados no país permitindo construir quantas bombas nucleares quiser. Segundo o líder Kim Jong-un, a bomba de hidrogênio poderá ser carregada em um novo míssil capaz de alcançar altitudes elevadas.

No anúncio feito pela TV estatal, o governo de Kim Jong-un disse que o teste foi um 'sucesso perfeito' e representa um passo 'significativo' para completar o programa de armas nucleares do país.

'Desastre'

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) denunciou o teste, "num desrespeito completo às demandas repetidas da comunidade internacional". O Conselho de Segurança da ONU já impôs sete blocos de sanções contra o Norte para tentar forçá-lo a abandonar seus programas proibidos.

"Ao fazer este teste, (Pyongyang) semeia o desastre, é uma caminhada passo a passo em direção a guerra ou destruição", denunciou um internauta na China.

A situação na península sofreu uma primeira grande escalada em julho, quando Pyongyang realizou dois testes bem-sucedidos de um míssil balístico intercontinental ou ICBM, o Hwasong-14, que poderia ameaçar o território americano.

Pyongyang acaba de ameaçar de disparar mísseis perto da Ilha de Guam, um território americano no Oceano Pacífico, e na semana passada lançou um míssil de alcance intermediário que caiu no Pacíficodepois de sobrevoar o Japão.

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