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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
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Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Conheça o submarino Ohio - o mais mortífero da frota norte-americana

Os submarinos da classe Ohio são a “espinha dorsal” das Forças Estratégicas da Marinha dos EUA. Com megatoneladas de força nuclear a bordo, esses navios são capazes de varrer países inteiros da Terra, garantindo o domínio dos interesses nacionais de Washington por todo o mundo.


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Projetados na década de 70, os 18 submarinos deste tipo foram lançados entre 1981 e 1997. Com uma velocidade operacional de 20 nós, eles têm cerca de 170 metros de comprimento e um deslocamento de cerca de 18.750 toneladas.


Submarino classe Ohio (Estados Unidos)
Submarino norte-americano da Classe Ohio © AP Photo/ Eric Talmadge

Até hoje, são os maiores submarinos construídos nos EUA e os únicos portadores estratégicos de mísseis da Marinha dos EUA.

O submersível Ohio carrega um total de 24 mísseis balísticos do tipo Trident II UGM-133, acomodados em duas filas de doze silos. Cada Trident II tem um alcance máximo de 12 mil km e incorpora um conjunto de oito ogivas entre 100 e 475 quilos em cada unidade.

Cada uma delas é cerca de 35 vezes mais potente do que a bomba Bebé ("Baby", em inglês) que caiu na cidade japonesa de Hiroshima no fim da Segunda Guerra Mundial. Cada submarino Ohio sai ao mar com um total de 19,2 a 91,2 megatoneladas de carga nuclear, dependendo da configuração das ogivas.

Os especialistas em controle de armamentos Hans M. Kristensen e Robert S. Norris acreditam que os Estados Unidos têm entre quatro a cinco submarinos da classe Ohio em "alerta" permanente.

O fim da Guerra Fria trouxe consigo uma série de mudanças nas frotas de submarinos lançadores de mísseis dos EUA e da Rússia. Nos termos do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START II), o número de submersíveis com armas nucleares foi reduzido de 18 para 14 para ambos os lados.

Além disso, o novo tratado fez com que ambas as partes se comprometessem a manter o número de mísseis simultaneamente implantados em 240 unidades.

Isso levou a Marinha dos EUA a transformar 4 dos 18 Ohio em submersíveis lançadores de mísseis de cruzeiro submersíveis, ou SSGN, em sua sigla em inglês.

22 dos 24 tubos de 2,2 m de diâmetro, originalmente utilizados para mísseis Trident II, foram modificados em sistemas de lançamento vertical com até sete mísseis de cruzeiro Tomahawk BGM-109.

Cada um desses quatro Ohio é capaz de atacar até 154 alvos a uma distância de cerca de 1.600 quilômetros, tornando-se uma arma poderosa em conflitos convencionais e não nucleares.

Os 18 submarinos Ohio provavelmente permanecerão em serviço por mais 40 anos, dependendo do desenvolvimento dos seus substitutos, os futuros submarinos da classe Columbia. Esses gigantes não são apenas os maiores veículos de guerra já construídos nos EUA, mas certamente também alguns dos mais mortíferos.


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