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Países muçulmanos reconhecem Jerusalém como capital do Estado da Palestina

Os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) acordaram nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidaram as outras nações a fazer o mesmo, em resposta à decisão dos EUA de declarar Jerusalém como capital de Israel.
EFE

"Declaramos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos todos os países a reconhecer o Estado da Palestina com Jerusalém Oriental como sua capital ocupada", indica a minuta da declaração preparada nesta quarta-feira em Istambul por esta organização, formada por 57 países de maioria muçulmana.


A OCI, formada por 57 países de maioria muçulmana, inclui desde sua fundação em 1969 a Palestina como membro pleno, com sua capital em Jerusalém.

O documento, apresentado pelos "reis, chefes de Estado e de Governo dos Estados membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI)", apresenta em 23 pontos a postura do mundo muçulmano perante a decisão dos EUA.

Nesse texto, a OCI &quo…

'De três coalizões que operam na Síria, apenas a encabeçada pela Rússia é legítima'

Cumpridos dois anos da operação antiterrorista da Rússia na Síria, Sputnik recolheu diferentes opiniões sobre a evolução da crise síria. Entre elas, a do coronel do exército vietnamita, Le The Mau, destaca a clareza e transparência da presença russa no país árabe.


Sputnik

A Rússia e seus aliados não são a única força que opera no território sírio, ressaltou o militar. Além dela, existem a coalizão antiterrorista dos EUA, integrada por 60 países, bem como a coalizão "islâmica" de 34 nações, criada pela Arábia Saudita.


Dia-a-dia na Base Aérea da Rússia na Síria
Sukhoi Su-25, em primeiro plano, e Sukhoi Su-24 em base aérea russa na Síria © Foto: Ministério da Defesa da Rùssia

"De todas as três, apenas a [coalizão] liderada pela Rússia age em conformidade com o direito internacional e com autorização do governo sírio. Os norte-americanos e sauditas representam nada mais que uma agressão, já que Damasco oficial não solicitou sua intervenção", comentou o coronel.

Balanço dos êxitos


Quanto aos resultados da operação antiterrorista russa, Le The Mau sublinhou que a Rússia visa objetivos claros e transparentes: eliminar os grupos terroristas, apoiar o governo de Bashar Assad e os civis sírios na defesa de sua soberania e manter a integridade territorial da Síria. Por sua vez, os objetivos dos EUA buscam derrotar o presidente sírio sob pretexto da "luta antiterrorista".

O envolvimento russo mudou dramaticamente a situação no terreno, bem como abriu caminho rumo aos êxitos diplomáticos. Assim, as resoluções do Conselho de Segurança da ONU descartaram a demanda de afastamento de Bashar Assad do poder e agora, após dois anos, seu papel na resolução da crise síria está fora de dúvidas, frisou o especialista.

Além do mais, a Rússia contribuiu bastante para o rearmamento do exército sírio com equipamentos modernos, o que fez com que os militares do país árabe passassem da defensiva à ofensiva e fossem libertando suas cidades e territórios. Finalmente, Moscou realizou operações humanitárias na Síria, desde o envio de víveres ao povo sírio até à desminagem de áreas do país.

Quadro internacional

A crise síria é um dos focos dos enfrentamentos políticos do século XXI, e os êxitos da Rússia criam um novo equilíbrio de forças no Oriente Médio, destacou o militar.

Moscou desempenhou o principal papel na criação da tríade Rússia-Irã-Turquia, que acordou e garantiu a trégua na Síria entre as forças governamentais e a oposição armada.

"Legalidade e confiabilidade das ações da Rússia atraiu para seu lado outros países, entre os quais está a Turquia, membro da OTAN e um país que anteriormente apelava à derrota de Bashar Assad", sublinhou Le The Mau, que também indicou o Iraque, Líbia e Afeganistão, que estabeleceram contatos com Moscou em relação à luta antiterrorista.

'Feira' de armas

Durante a campanha síria, a Rússia testou em condições reais seus diferentes sistemas de armamento, desde caças modernos até mísseis de cruzeiro.

Estas demonstrações resultaram no auge do interesse pelo material bélico russo. Uma prova disso é a recente compra pela Turquia dos S-400 russos para a sua defesa antiaérea.

No caso particular do Vietnã, avalia o coronel, a "alta eficácia das armas russas confirma a decisão estratégica correta de Hanói", que continua comprando armamentos russos para seu exército.

"No passado, o Exército Popular do Vietnã, dotado com armas soviéticas confiáveis, conseguiu vencer a França e os EUA apesar de sua superioridade militar. […] A atual estreita cooperação reflete completamente o caráter estratégico das relações bilaterais entre a Rússia e Vietnã", concluiu o militar.


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