Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Donald Trump volta a falar em "opção militar" contra Coreia do Norte

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou nesta terça-feira que ainda considera a "opção militar" para responder à Coreia do Norte, e advertiu que essa via seria "devastadora" para o país asiático, ainda que tenha assegurado que suas ameaças são meras "respostas" ao líder norte-coreano, Kim Jong-un.


EFE

"Estamos totalmente preparados para a segunda opção. Não é a nossa opção preferida, mas, se adotarmos essa opção, será devastador, posso dizer-lhes isso, para a Coreia do Norte", disse Trump em uma entrevista coletiva conjunta com o presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, na Casa Branca.

EFE/Oliver Douliery
Presidente dos EUA Donald Trump | EFE/Oliver Douliery

"Ela se chama opção militar. Se tivermos que usá-la, faremos isso", advertiu.

Trump opinou que o líder norte-coreano "está atuando de forma muita errada, dizendo coisas que nunca, jamais, deveriam ser ditas".

"E estamos respondendo a essas coisas, mas é uma resposta, não é uma declaração inicial, é uma resposta", salientou.

O governante americano se queixou que a situação da Coreia do Norte "deveria ter sido tratada (nos Estados Unidos) há 25 anos, há 20 anos, há 15 anos, há dez, há cinco, e teria sido muito mais fácil".

"Há muitas (antigas) administrações (americanas) que me deixaram um desastre. Mas solucionarei o desastre, logo veremos o que acontece com a Coreia do Norte", acrescentou.

As declarações de Trump acontecem horas depois que tanto o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson; como o de Defesa, James Mattis, insistiram que a via diplomática é a prioridade do seu país para resolver as tensões com a Coreia do Norte.

"Vamos continuar com nossos esforços diplomáticos, e confiamos que essa será a maneira de resolvê-lo", afirmou hoje Tillerson a jornalistas no Departamento de Estado.

As tensões bilaterais têm se inflamado desde que Trump ameaçou há uma semana "destruir totalmente" a Coreia do Norte durante seu discurso perante a Assembleia Geral da ONU, algo que Pyongyang considerou uma "declaração de guerra", uma interpretação que a Casa Branca considerou "absurda".

Trump também agradeceu hoje à Espanha "sua recente decisão de expulsar o embaixador da Coreia do Norte" em Madri e por seu apoio aos esforços americanos "de isolar o brutal regime norte-coreano".

"É hora de todas as nações responsáveis unirem forças e isolarem a ameaça norte-coreana. Suas armas nucleares e seu desenvolvimento de mísseis ameaçam o mundo inteiro com uma perda impensável de vidas. Todas as nações devem agir agora para assegurar a completa desnuclearização da Coreia do Norte", acrescentou Trump.

O governante também reiterou seu agradecimento à China por ter rompido "todas as suas relações bancárias com a Coreia do Norte", apesar de o Ministério de Relações Exteriores chinês ter negado que tomou essa medida.

Postar um comentário