Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Ministério das Relações Exteriores russo acusa EUA de ajudar terroristas na Síria

Ao reforçar seu interesse em liquidar o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia] da face da Terra, Moscou se mostrou preocupada com o fato de os EUA demonstrarem o contrário através de suas ações, ressalta Sergei Ryabkov, vice-ministro do ministério.
Sputnik

"Apesar de tudo, alguns objetivos políticos e geopolíticos são mais importantes para Washington, o que está declarado no plano de lealdade à luta antiterrorista", disse Ryabkov a jornalistas. Segundo ele, a Rússia espera que Washington prove na prática a sua lealdade à luta contra o terrorismo na Síria.


Além disso, o diplomata chamou a morte do tenente-general Valery Asapov de preço pago pela Rússia pela hipocrisia dos EUA na questão da resolução da crise síria. Asapov, que chefiava o grupo dos conselheiros militares russos, morreu na região de Deir ez-Zor durante bombardeio do Daesh.

Na véspera, o Ministério da Defesa da Rússia publicou fotos aéreas dos bairros a norte de Deir ez-Zor controlados pelos terroristas d…

Em meio à crise dos Rohingya, Israel fornece armas a Mianmar

Segundo a agência de notícias Middle East Eye, Israel está pondo lenha na fogueira com a venda de armamento ao governo de Mianmar, o que dificulta e muito a crise enfrentada pelo país. A informação foi divulgada justamente no momento em que o conflito está ganhando força.


Sputnik

Segundo a agência de notícias Middle East Eye, Israel está pondo lenha na fogueira com a venda de armamento ao governo de Mianmar, o que dificulta e muito a crise enfrentada pelo país. A informação foi divulgada justamente no momento em que o conflito está ganhando força. 


Muçulmanos de origem rohingya (foto de arquivo)
Muçulmanos de origem rohingya (foto de arquivo) © REUTERS/ SIMON LEWIS

De acordo com grupos de direitos humanos e autoridades de Mianmar, Israel forneceu mais de 100 tanques, barcos a motor e muitas usadas, que são usados pelos militares de Mianmar contra os muçulmanos Rohingya.

O jornal israelense Haaretz informou que, nesta quarta-feira (6), as negociações de armas entre Tel Aviv e Yangon estão em marcha a todo o vapor, apesar dos embargos da ONU e da UE sobre a venda de armas ao país.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal de Justiça de Israel se prepara para considerar uma petição de ativistas que pedem ao governo para impedir qualquer exportação de armas para Mianmar.

A petição foi enviada em janeiro, depois de a delegação das autoridades israelenses terem visitado Yangon para negociar o fornecimento das mesmas ao país em crise.

Porém, Israel não é o único país a fornecer armas para Mianmar.

"No ano passado, o governo do Reino Unido gastou mais de 300.000 libras (R$ 1,2 milhão) dos impostos dos contribuintes para treinar os militares de Mianmar, cujo comandante-chefe, general Min Aung Hlaing, foi bem recebido pelos chefes militares da UE para firma a venda de armas e treinamento", afirmou Penny Green, diretor da Iniciativa Internacional de o Crime de Estado, da Universidade londrina de Queen Mary, citado pelo portal de notícias on-line The Middle East Eye.

Nesta terça-feira (5), o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou para que Mianmar suspenda as supressões violentas contra muçulmanos de origem Rohingya, sendo que mais de 120 mil pessoas desta descendência foram forçadas a fugir para o país vizinho, Bangladesh.

O conflito em Mianmar que ganhou seu segundo fôlego em agosto de 2017, na verdade é uma crise bastante longa: o conflito antigo entre budistas e muçulmanos do país tem sua origem no século XIX.

O último conflito entre os budistas de Mianmar e os muçulmanos Rohingya, que foram amplamente vistos em Mianmar como recém-chegados e proscritos, entrou em erupção no estado de Rakhine em agosto e provocou uma onda de protestos em todo o mundo devido ao uso desproporcional da força pelo governo do país.


Postar um comentário