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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Especialista explica por que manobras Zapad 2017 causam pânico na Europa

As manobras russo-bielorrussas Zapad 2017 causaram pânico entre a mídia e os especialistas ocidentais. As manobras se tornaram uma espécie de símbolo do alto grau de confronto na região, disse o cientista político russo Aleksandr Guschin.


Sputnik

O especialista explica em um artigo para o portal russo Politikom que a grande atenção que os exercícios Zapad 2017 estão recebendo é compreensível porque é a primeira vez que tais manobras são realizadas em um momento de tão grande tensão entre a Rússia e os países ocidentais. 


Manobras Zapad 2017
Manobras Zapad 2017 © Sputnik/ Igor Zarembo

As manobras russo-bielorrussas são realizadas a cada quatro anos. As duas primeiras ocorreram em setembro de 2009 e em 2013.

Os preparativos para as manobras Zapad 2017 causaram preocupações especialmente na Polônia e nos países Bálticos. A mídia destes países afirmou que o contingente militar russo que participa dos exercícios ficará depois de forma permanente no território da Bielorrússia.

Mais do que isso, esses países acusam a Rússia de preparar o terreno para a eliminação do chamado corredor de Suwalki, uma área na fronteira entre a Lituânia e a Polônia, que separa a Bielorrússia da região russa de Kaliningrado.

Para além disso, de acordo com os ucranianos, os exercícios poderiam ser usados para provocar uma escalada da tensão na fronteira entre a Bielorrússia e a Ucrânia.

Segundo Guschin, os medos quanto ao corredor de Suwalki podem se tornar realidade em um cenário de guerra. Nesse caso, esse território se tornaria estrategicamente importante e um possível desbloqueio do contingente militar russo em Kaliningrado teria que ser realizado.

"No entanto, no momento, felizmente, apesar da complexidade da situação, não há escalação a tal nível. As manobras não ameaçam de modo algum a integridade territorial da Polônia e da Lituânia", explicou o especialista.

Quanto à hipótese de as tropas russas poderem ficar indefinidamente no território da Bielorrússia, Guschin sublinhou que os exercícios envolvem um número muito limitado de tropas russas. Além disso, qualquer decisão desse tipo deve ser acordada com os líderes bielorrussos e, dada a política de equilíbrio que Minsk pratica, isso parece improvável.

O especialista diz que o Zapad 2017 não trará nenhuma mudança na situação geopolítica da região e, ao contrário, é um sinal de que a Rússia não busca nenhuma escalada, estando apenas pronta para se defender.


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