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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Especialista: morte de general russo na Síria deve causar apreensão aos inimigos da Rússia

No domingo (24) um general russo morreu na sequência de bombardeios do Daesh na Síria. Isso causou enorme agitação entre as pessoas que costumam se congratular com as dificuldades e tragédias russas. Entretanto, a analista Irina Alksnis explicou por que essa morte não deverá ser um motivo de alegria para os adversários da Rússia.


Sputnik

Em 24 de setembro o Ministério da Defesa russo comunicou que o tenente-general russo Valery Asapov, que ajudava as forças sírias durante a operação para romper o cerco de Deir ez-Zor, morreu em resultado de um bombardeio do Daesh. 


Tenente-general russo Valery Asapov
Tenente-general russo Valery Asapov © Sputnik/ Vitaly Ankov

A nova perda da Rússia, a morte da um oficial de alta patente, causou enorme agitação entre as pessoas que costumam se congratular com as dificuldades e tragédias russas. A analista Irina Alksnis explicou à Sputnik por que a morte do tenente-general russo não deverá ser um motivo de alegria para os adversários da Rússia. É de assinalar que não se trata de questões morais ou éticas. Trata-se dos avanços das Forças Armadas russas e de suas perspectivas.

Alksnis sublinhou que, nos últimos anos, a Rússia fez grandes progressos na área de modernização das suas Forças Armadas. E essas mudanças foram introduzidas em todos os aspetos da vida do exército. A Rússia conseguiu lidar com os trotes e corrupção no exército. Mais do que isso, em vez de generais indiferentes e corruptos, hoje em dia os generais russos são homens robustos, confiantes e profissionais, que servem a sua pátria.

Segundo a jornalista, os sucessos das Forcas Armadas russas, tais como a operação na Crimeia ou na Síria provam as mudanças significativas registradas nos últimos anos. O moderno exército russo é uma "máquina de guerra" que pode vencer em qualquer luta ou combate.

Por exemplo, Victor Shulyak, major-general de 49 anos, encabeçou a operação bem-sucedida de desbloqueamento da polícia militar russa na província síria de Hama. Ele recebeu a condecoração de Herói da Rússia aos 26 anos, quando combatia na Chechênia em 1995.

O tenente-general russo Valery Asapov é mais um herói que participou das batalhas durante a guerra na Chechênia e Ossétia do Sul. A inteligência militar ucraniana acusava-o de ter sido o líder do exército da autoproclamada República Popular de Donetsk entre 2015 e 2016, sublinhou Alksnis.

Asapov morreu quando cumpria o seu dever na Síria. Toda a sua vida ele serviu o seu país.

A Rússia sempre teve orgulho em seus soldados. Mas hoje, graças a Victor Shulyak, Valery Asapov e a outros seus colegas-generais, a Rússia tem orgulho nos seus generais.

Nessas circunstâncias, os detratores da Rússia devem ponderar se haverá razões para se vangloriarem, disse Alksnis.


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