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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Especialista: terroristas fogem da Síria e há quem os receba de braços abertos

O exército sírio começou a limpar os arredores da zona norte de Deir ez-Zor na área do rio Eufrates. No entanto, as forças governamentais ainda têm muito que fazer.


Sputnik

Ontem (18), o exército sírio e as forças aliadas cruzaram o rio Eufrates a leste de Deir ez-Zor e começaram a limpar os arredores na zona norte da cidade.


Militantes do Daesh na fronteira Síria-Iraque (arquivo)
Terroristas do Estado Islâmico na fronteira sírio-iraquiana © AFP 2017/ ALBARAKA NEWS

Em questão de horas, destacamentos de assalto conseguiram expulsar os militantes do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia) de várias aldeias, fazendo com que os extremistas recuassem para norte. 


Anteriormente, o comando do grupo de aviação russa na Síria afirmou que falta limpar apenas 15% do território sírio para libertar completamente o país árabe.

Segundo o analista militar e ex-coronel Viktor Baranets, esta tarefa pode vir a ser muito difícil.

"Os restantes 15% podem acabar sendo muito difíceis [de libertar]. É verdade que os militantes do Daesh estão deixando Deir ez-Zor, parte deles está se deslocando para Raqqa, onde pretendem travar a última batalha. É o último baluarte em que eles depositam muitas esperanças", afirmou Baranets para o serviço russo da Rádio Sputnik.

No entanto, sublinha o especialista, tanto Washington como Londres mudaram de estratégia, ordenando que eles "sumissem" e, assim, alguns destacamentos de terroristas há pouco atravessaram a fronteira da Jordânia e criaram lá um acampamento.

"Parece que o Qatar e a Arábia Saudita também estão prontos a dar-lhes as boas-vindas. Daí vem a conclusão de que parte dos combatentes terroristas está se espalhando pelos países vizinhos. Mas eles não vão ficar lá sem fazer nada, vão se preparar para novos ataques", advertiu o analista.

De acordo com Viktor Baranets, o exército sírio ainda tem muitas tarefas para resolver.

"Enquanto as tropas sírias estão expulsando os grupos do Daesh, atrás delas estão vastos territórios não controlados, onde os militantes têm possibilidades de penetrar. Por isso, está sendo discutido o aumento da vigilância policial nos territórios libertados", disse o analista.

Além disso, o Leste e Noroeste da Síria, lembra, são um terreno onde, mesmo sem batalhas grandiosas como a de Deir ez-Zor, haverá ainda muito trabalho para o exército sírio e militares russos, conclui Baranets.

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