Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Ministro israelense ameaça devolver Líbano à 'Idade da Pedra'

Em entrevista ao portal saudita Elaph, o ministro da Inteligência de Israel, Yisrael Katz, avisou que seu país não hesitará em atacar o Líbano para deter a atividade do grupo xiita libanês Hezbollah, e ameaçou devolver o Líbano à "Idade da Pedra", informou o jornal israelense Haaretz.
Sputnik

Além disso, Katz anunciou que Israel atacará instalações militares do Irã no Líbano: "Temos informações de que o Irã está construindo fábricas de mísseis avançados no Líbano e quero enfatizar que traçamos uma linha vermelha e que não deixaremos que o faça custe o que custar", acrescentou.


Lembrando-se da Segunda Guerra do Líbano em 2006, onde Israel lutou contra o Hezbollah, Katz destacou que os eventos de 11 anos atrás serão um "piquenique" em comparação com o que Israel pode fazer agora.

"Lembro-me de como um ministro saudita disse que devolveria o Hezbollah às suas cavernas no sul do Líbano. Devolveremos o Líbano à Idade da Pedra", declarou o ministro israel…

Especialistas: EUA não conseguem derrubar mísseis norte-coreanos

O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou na sexta-feira (22) que Washington vai derrubar qualquer míssil da Coreia do Norte que sobrevoe o território de Guam, ilha com bases estadunidenses no Oceano Pacífico. Entretanto, os especialistas na área de defesa antimíssil creem que as autoridades norte-americanas estão erradas.


Sputnik

"Não, não podemos", disseram alguns especialistas militares, comentando as declarações do Pentágono que os EUA podem derrubar e interceptar qualquer míssil da Coreia do Norte.


O sistema de defesa antimíssil Aegis Ashor norte-americano
Sistema de defesa antimíssil norte-americano Aegis Ashor© AFP 2017/ DANIEL MIHAILESCU

Segundo o diretor do programa de estudos sobre desarmamento da Associação de Controle de Armas, Kingston Reif, e o diretor da fundação de segurança global Ploughshare, Joe Cirincione, os EUA terão muita dificuldade em derrubar os mísseis norte-coreanos.

De acordo com ambos os especialistas, quase nenhum dos sistemas de defesa contra mísseis dos EUA é capaz de interceptar um míssil balístico intercontinental (ICBM).

Quando Pyongyang lançou o míssil que sobrevoou o Japão atingindo a altitude máxima de 770 quilômetros, os EUA não possuíam a capacidade necessária para interceptar um míssil a essa altitude, sublinhou Cirincione.

A defesa antimíssil norte-americana é composta por três níveis, incluindo os sistemas Patriot, THAAD e Aegis, que têm um alcance eficaz de 19, 200 e 2.170 quilômetros respetivamente.

Entretanto, todos esses sistemas foram criados para derrubar o míssil na sua fase terminal. Apesar de os EUA terem gasto cerca de 320 bilhões de dólares (R$ 1 trilhão) nas últimas décadas com a defesa antimíssil, nenhum dos sistemas pode atingir um míssil balístico intercontinental na sua fase intermédia ou de pós-lançamento.

Mais do que isso, os especialistas sublinham que os mísseis norte-americanos não têm capacidade para derrubar os mísseis balísticos intercontinentais, porque até o sistema mais poderoso, o Aegis, foi testado usando alvos de curto e médio alcance.

"Apenas um desses testes foi realizado contra um míssil balístico de alcance intermediário (IRBM) semelhante ao Hwasong-12 da Coreia do Norte", disse Reif ao canal norte-americano Fox News.

Segundo Cirincione, o Patriot, o THAAD e especialmente o Aegis mostraram bons resultados durante os testes, mas esses testes foram realizados apenas para demonstrar os sucessos da defesa antimíssil norte-americana e por isso foram usados alvos de curto alcance.

Ele sublinhou que hoje em dia a probabilidade de derrubar um míssil semelhante ao Hwasong-14 através dos sistemas de defesa antimíssil dos EUA é de 50 por cento.

O problema é que o presidente dos EUA Donald Trump e o secretário de Defesa dos Estados Unidos James Mattis estão declarando que eles têm a situação sob controle e podem lidar com qualquer ameaça nuclear. Por isso os cidadãos têm um falso sentimento de segurança. Entretanto, nem os EUA, nem Japão ou Coreia do Sul, estão protegidos completamente pelos sistemas de defesa antimíssil norte-americanos. O excesso de confiança na segurança está levando à escalada do conflito com a Coreia do Norte, avisou Reif.


Postar um comentário