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'Queremos que a Venezuela volte à democracia', diz Bolsonaro a TV dos EUA

Em entrevista à Fox News, o presidente também defendeu o muro para separar EUA do México. Nesta terça, ele vai se encontrar com Donald Trump.
Por G1

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista à TV norte-americana na madrugada desta terça-feira (19) que a Venezuela estará no centro das discussões durante o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, nesta tarde.

Ao canal Fox News, Bolsonaro reafirmou que o presidente norte-americano mantém "todas as opções na mesa"em relação à Venezuela. "Nós não podemos falar em todas as possibilidades, mas o que for possível de forma diplomática", disse Bolsonaro, segundo tradutor da emissora.

A entrevista foi ao ar com tradução simultânea, e em alguns trechos não foi possível ouvir o que o presidente respondeu. Bolsonaro disse que o Brasil é o país mais interessado em pôr fim ao governo de Nicolás Maduro.

O presidente afirmou que o governo brasileiro está alinhado ao de Trump. "Hoje temos nova ideologia,…

EUA e Coreia do Norte travam briga de jardim da infância, segundo chanceler russo

Serguei Lavrov pediu calma durante coletiva de imprensa na ONU. Ele disse que Rússia e outros países trabalham 'para alcançar uma aproximação razoável e não emocional'.


Por RFi


O chanceler russo, Serguei Lavrov, descreveu nesta sexta-feira (22) a escalada verbal entre os presidentes americano, Donald Trump, e norte-coreano, Kim Jong-Un, como "uma briga entre crianças de jardim da infância" e pediu calma.

O chanceler russo Sergey Lavrov durante entrevista coletiva na sede da ONU, em Nova York, na sexta-feira (22) (Foto: Reuters/Stephanie Keith)
O chanceler russo Sergey Lavrov durante entrevista coletiva na sede da ONU, em Nova York, na sexta-feira (22) (Foto: Reuters/Stephanie Keith)

"Temos que esfriar as cabeças e entender que precisamos de pausas, que precisamos de alguns contatos", disse Lavrov em coletiva de imprensa na ONU, à margem da Assembleia Geral anual.

Em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (19), o presidente Trump ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte e catalogou o líder norte-coreano de um "homem foguete" que está em uma "missão suicida".

Kim retrucou na quinta-feira (21), descrevendo Trump como "mentalmente transtornado" e advertiu que "pagará caro" por sua ameaça.

Lavrov disse que a Rússia trabalha com outros países "para alcançar uma aproximação razoável e não emocional, ao invés da briga de jardim da infância entre crianças onde ninguém pode contê-los".

Mediador neutro

Moscou daria as boas-vindas a qualquer tentativa de mediar a crise, disse Lavrov à imprensa, acrescentando que este mediador poderia ser uma nação europeia "neutra". A Suíça se ofereceu para a tarefa.

Rússia e China impulsionam uma promessa conjunta de retomar o diálogo com a Coreia do Norte com um congelamento dos testes com mísseis e nucleares de Pyongyang em troca de uma suspensão dos exercícios militares de Coreia do Sul e Estados Unidos.

Washington rechaçou, no entanto, esta proposta, considerando-a "insultante" e mantém que não oferecerá incentivos a Pyongyang para que se sente na mesa de negociações.

Sem mencionar os Estados Unidos, Lavrov disse que os países que se negam a dialogar "não estão cumprindo" com as obrigações das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que pede uma resolução pacífica da crise.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte detonou sua sexta bomba nuclear e testou mísseis intercontinentais, afirmando que precisa se defender das hostilidades dos Estados Unidos e seus aliados.

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