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Especialista: exército sírio deteve 300 militares franceses de diversas patentes

O presidente Vladimir Putin, em conversa com o presidente sírio Bashar Assad, em Sochi, declarou que, devido ao sucesso da luta antiterrorista das forças sírias e ao início do processo político, as tropas estrangeiras deveriam se retirar do território da Síria.
Sputnik

"A declaração de Vladimir Putin durante seu encontro com Bashar Assad, sobre a necessidade da retirada dos contingentes estrangeiros da Síria, arruína os sonhos dos agressores, que contam com a tentativa de realizar seus objetivos na região através de mercenários criminosos", disse à Sputnik Árabe Akram al Shalli, analista da Gestão Síria de Crise e Guerras Preventivas.

"Nas mãos do exército sírio há oficiais dos serviços de inteligência dos EUA, Grã-Bretanha, países árabes e Israel. Por exemplo, só o número de militares franceses de diversos escalões é de 300 pessoas. Notamos tentativas de exercer pressão sobre o governo sírio, inclusive para libertar os militares estrangeiros presos. Mas esses sonhos não p…

Ex-militar dos EUA sobre alegada evacuação do Daesh: 'Estamos salvando nossos aliados'

Uma fonte comunicou à Sputnik que a Força Aérea dos EUA teria evacuado no mês passado um grupo de cerca de 20 comandantes operacionais e militantes do Daesh de Deir ez-Zor. O ex-tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, Karen Kwiatkowski, afirma que isto é um procedimento comum para operações secretas da CIA para esconder seu rastro.


Sputnik

Na quinta-feira (7), a Sputnik recebeu a informação de que a Força Aérea dos EUA tinha evacuado mais de 20 chefes militares e militantes do Daesh de Deir ez-Zor nos fins de agosto durante a operação bem-sucedida das forças governamentais sírias para libertar a área dos terroristas. Os militantes teriam sido levados ao norte da Síria. A coalizão internacional negou a informação.


Militantes do grupo terrorista Daesh
Terroristas do Daesh (Estado Islâmico) © AP Photo/ Karim Kadim

Comentando essa informação, Karen Kwiatkowski, ex-tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, disse à Sputnik Internacional que os evacuados deviam ser pessoas que os militares e a inteligência dos EUA queriam defender, "mais precisamente pessoas com provas que poderiam ser usadas contra os EUA [durante] negociações".

"É mais do que lógico que nós queiramos ou matar aquelas pessoas ou retirá-las antes que os sírios as possam interrogar", opinou Kwiatkowski.

Segundo o ex-militar, as relações que a CIA, alguns militares e parte do Departamento de Estado têm com o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) começaram antes da administração de Donald Trump.

Ele sublinhou que a CIA realiza suas próprias operações sem consultar ninguém, inclusive Trump, que, por sua vez, tem mostrado "firmeza sobre eliminação destes terroristas".

Kwiatkowski explicou que os projetos encobertos da CIA não precisam de aprovação diária do presidente. Se aquela evacuação foi um destes projetos, "é um procedimento operacional comum sem eles se preocuparem muito com o que o presidente diz em discursos destinados para consumo do povo norte-americano", ressaltou.

Ele também comentou que as notícias sobre a evacuação de terroristas de Deir ez-Zor contradizem a campanha pública de Washington contra o Daesh, pois a mídia local diz que os norte-americanos estão matando o Daesh e não salvando.

"Sem dúvidas, estamos salvando nossos aliados. Mas, de certo modo, estamos salvando as pessoas que têm trabalhado conosco, que estão tratando dos aspetos financeiros de nossa ajuda ao Daesh […]", afirmou.

As notícias sobre a alegada operação de salvação dos comandantes do Daesh em Deir ez-Zor fez com que especialistas russos se dirigissem ao presidente Trump para comentar diretamente as afirmações, ignorando quaisquer comentários da CIA ou do Pentágono.

Em entrevista à Sputnik, o analista militar russo Igor Korotchenko disse que Trump "deve comentar isso e declarar claramente se a evacuação de comandantes do Daesh foi autorizada por ele próprio […] ou se os serviços secretos dos EUA agiram sem a aprovação dele".


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