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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
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O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Guerra entre Coreia do Norte e EUA é 'cenário real' em meio a medidas militares de Trump

O risco de guerra entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos é agora sem precedentes, pois Pyongyang está fazendo progressos rápidos no desenvolvimento de armas nucleares, e Washington continua ameaçando aplicar solução militar na crise, afirmou e um relatório um influente centro analítico britânico.


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Tal conflito provavelmente resultaria em "centenas de milhares" de mortes e feridos e poderia haver "consequências de longo alcance" para a economia global, Malcolm Chalmers, diretor-geral adjunto do Instituto Real dos Serviços Unidos (RUSI, na sigla em inglês), escreveu em análise.


Um homem a ver programa de notícias que mostra Donald Trump e Kim Jong-Un na estação ferroviária em Seul em 9 de agosto de 2017
© AFP 2017/ JUNG Yeon-Je

O autor adverte que, levando em consideração o nível de tensões entre Washington e Pyongyang, bem como a atual impossibilidade de alternativas diplomáticas, o presidente dos EUA pode vir a tomar medidas militares. Trump e seus conselheiros podem querer "resolver o problema mais cedo".

"A guerra agora é um cenário real. Com a Coreia do Norte fazendo progressos rápidos em seus programas nucleares e de mísseis, o tempo não está do lado diplomático", diz o relatório.

De acordo com Chalmers, a guerra poderia começar de várias maneiras. Pyongyang poderia atacar primeiro se pensasse que Washington estaria preparando um ataque; ou os EUA poderiam lançar um ataque se o Norte lançasse mísseis no oceano perto de Guam ou da Califórnia.

"Se a guerra começar, é provável que envolva ataques aéreos e ciberofensivos em grande escala no início da guerra, seguidos de retaliação maciça norte-coreana contra a Coreia do Sul e bases norte-americanas na região, usando armas convencionais, químicas e, talvez, nucleares. Nessas circunstâncias, uma invasão em grande escala da Coreia do Norte seria muito provável", de acordo com o relatório.

As tensões na península coreana continuam sem precedentes, enquanto Washington e Pyongyang seguem trocando de ameaças e declarações agressivas.

Enquanto isso, na sexta-feira a Coreia do Norte criticou duramente o recente voo dos bombardeiros estratégicos e aviões de combate norte-americanos perto da costa norte-coreana, chamando-o de "provocação", de acordo com Yonhap.

"A saída independente de um esquadrão de bombardeiros estratégicos dos EUA B-1B Lancer sobre as águas internacionais no mar do Oriente é um ato extremamente perigoso, destinado a levar a situação da península coreana aos extremos […] A bravura beligerante dos EUA apenas provocará a nossa vontade por vingança", segundo Uriminzokkiri – um site que apresenta matérias da Agência de Notícias da Coreia do Norte (KCNA, na sigla em inglês).

Durante o fim de semana, B-1B Lancers das Forças Aéreas dos EUA e aviões de combate F-15 da Coreia do Sul seguiram ao norte da Zona Desmilitarizada que divide a Coreia do Norte e do Sul, voando pela costa leste da Coreia do Norte.

Na terça-feira (26), o presidente Trump reiterou que os EUA estão prontos para aplicar "opção militar" a fim de resolver a crise.

"Estamos totalmente preparados para a segunda opção, não que seja a opção preferida. Se tomarmos essa opção, será devastador, posso dizer isso, devastador para a Coreia do Norte. Trata-se da opção militar", disse Trump em uma coletiva de imprensa no Jardim Rosado da Casa Branca.


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