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Análise: presidente ucraniano mata sua indústria ao introduzir novas sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto sobre as sanções contra a Rússia adotadas pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia. O especialista Eduard Popov falou com a Sputnik e indicou qual o principal objetivo perseguido pelo governo ucraniano com tal iniciativa.
Sputnik

Em 2 de maio, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia ampliou as medidas restritivas em relação a diversas pessoas físicas e jurídicas russas, bem como prolongou a vigência das sanções introduzidas anteriormente.

Segundo informou a assessoria de imprensa da entidade, as sanções são aplicadas a pessoas "relacionadas com a agressão no ciberespaço e no campo informacional" contra a Ucrânia, "ações criminosas" contra os cidadãos ucranianos detidos na Rússia, bem como aos deputados da Duma de Estado e do Conselho da Federação da Rússia.

O diretor do Centro de Cooperação Pública e Informativa "Europa", Eduardo Popov, disse ao serviço russo da Rádio Sp…

Moscou: Ocidente dá forças à extrema-direita ao reduzir papel da URSS na II Guerra Mundial

A vontade de alguns Estados ocidentais de reduzir o papel da União Soviética na Segunda Guerra Mundial pode levar, em último caso, a um fortalecimento dos movimentos radicais da extrema-direita, segundo afirmou o chefe do Departamento de Cooperação Humanitária e Direitos Humanos da chancelaria russa, Anatoly Viktorov, nesta segunda-feira.


Sputnik

Durante participação no Encontro de Implementação da Dimensão Humana da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Varsóvia, Polônia, Viktorov destacou ter notado um crescimento no número de expressões nacionalistas e também neonazistas nos países da OSCE. 


Manifestantes neonazistas indo às ruas em Berlim para homenagear Rudolf Hess, aliado de Adolf Hitler
Neonazistas alemães em manifestação © REUTERS/ Christian Mang

"Os Estados Unidos, o Canadá e a União Europeia vão tão longe no seu desejo de minimizar a parte crucial da URSS na vitória [sobre o nazismo] na Segunda Guerra Mundial que eles fecham os olhos para esses casos flagrantes e brincam com forças extremamente radicais", disse o funcionário russo, citando a "guerra contra os monumentos" soviéticos, a reedição da história da Segunda Guerra e a glorificação de nazistas na Ucrânia como exemplos. Segundo ele, os inúmeros pedidos da Rússia para que essas ações sejam condenadas nunca são respondidos.

"Além disso, nossos colegas ocidentais, justificam cinicamente esses casos como liberdade de expressão e um tipo de direito à interpretação pessoal de eventos históricos", acrescentou.

Em julho deste ano, o presidente polonês, Andrzej Duda, assinou uma lei proibindo a propaganda comunista, ameaçando destruir centenas de estátuas da era soviética. Na Ucrânia, desde 2015, está em vigor um pacote de medidas de descomunização, que prevê a proibição a símbolos soviéticos, a demolição de monumentos e a mudança de nomes de lugares que homenageiam personalidades comunistas.


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