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Ministério das Relações Exteriores russo acusa EUA de ajudar terroristas na Síria

Ao reforçar seu interesse em liquidar o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia] da face da Terra, Moscou se mostrou preocupada com o fato de os EUA demonstrarem o contrário através de suas ações, ressalta Sergei Ryabkov, vice-ministro do ministério.
Sputnik

"Apesar de tudo, alguns objetivos políticos e geopolíticos são mais importantes para Washington, o que está declarado no plano de lealdade à luta antiterrorista", disse Ryabkov a jornalistas. Segundo ele, a Rússia espera que Washington prove na prática a sua lealdade à luta contra o terrorismo na Síria.


Além disso, o diplomata chamou a morte do tenente-general Valery Asapov de preço pago pela Rússia pela hipocrisia dos EUA na questão da resolução da crise síria. Asapov, que chefiava o grupo dos conselheiros militares russos, morreu na região de Deir ez-Zor durante bombardeio do Daesh.

Na véspera, o Ministério da Defesa da Rússia publicou fotos aéreas dos bairros a norte de Deir ez-Zor controlados pelos terroristas d…

O que há por trás do recente ataque israelense às posições do exército sírio?

Aviões de combate israelenses atacaram uma instalação militar no oeste da Síria, em Masyaf, matando duas pessoas, segundo declarações de um comandante sírio, citado pela agência SANA. Em resposta, Damasco advertiu Tel Aviv sobre "as consequências perigosas das ações de Israel para a segurança e estabilidade do Oriente Médio".


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O Ministério da Defesa israelense se recusou a comentar o incidente, dizendo que não prestará explicações sobre "questões operacionais".


Caça F-35 da Força Aérea de Israel
F-35 da Força Aérea de Israel © AP Photo/ Ariel Schalit

No entanto, os meios de comunicação de Israel asseguram que a aviação teria atacado uma empresa onde supostamente são produzidas armas químicas, que, de acordo com o jornal Haaretz, teriam sido fornecidas tanto ao exército sírio como ao movimento xiita libanês Hezbollah.

Segundo vários especialistas, Israel teria tomado medidas decisivas por considerar a situação em torno de Masyaf como ameaça para seus interesses.

"Israel é sensível a qualquer ação que, na sua opinião, ameace seus interesses nacionais e sua segurança. Provavelmente, israelenses tomaram a decisão sobre a base se baseando em dados obtidos por sua inteligência, talvez não confirmados", afirmou ao canal RT o diretor do Centro de Estudos Estratégicos, Ivan Konovalov.

O ataque contra Masyaf foi o primeiro de Israel depois de o acordo de cessar-fogo ter entrado em vigor nas zonas de desescalada. A última vez que os israelenses atacaram as posições do exército sírio foi em 2 de julho, em resposta ao bombardeamento nas Colinas de Golã.

As autoridades israelenses justificam suas ações se baseando na vontade de impedir o fortalecimento do movimento libanês Hezbollah, considerado por Israel como terrorista, e para evitar que seus combatentes se apoderem de novas armas.

O analista militar do jornal russo Komsomolskaya Pravda, coronel aposentado Viktor Baranets, acredita que os ataques às posições foram antes de tudo medida de precaução, pois Tel Aviv teme que as tropas de Assad possam vir a apoiar o movimento libanês no futuro. Além disso, o especialista destaca outra razão para as atividades militares de Israel na Síria: suas autoridades não querem reforço do Irã.

Nomeadamente, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, expressou oficialmente sua preocupação com o fortalecimento das posições do Irã na Síria, falando sobre seus medos com o presidente russo, Vladimir Putin, durante visita a Moscou, no fim de agosto.


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