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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Parlamento do Iraque pede fechamento de fronteira com Curdistão

O Parlamento iraquiano solicitou nesta segunda-feira ao primeiro-ministro Haider al-Abadi o envio de forças de segurança para as zonas em disputa com a região autônoma do Curdistão e o fechamento das ligações por terra com esta província, informou à Agência Efe um deputado, que não quis ter o nome revelado.


EFE

Segundo a fonte, os parlamentares concordaram em solicitar ao premier, que também ocupa o cargo de chefe das Forças Armadas, uma série de medidas em resposta à realização do referendo de independência do Curdistão iraquiano hoje, rejeitado frontalmente pelo Executivo em Bagdá. Além das quatro regiões do Curdistão iraquiano - Dohuk, Erbil, Sulaymaniyah e Halabja -, as autoridades curdas e centrais disputam vários territórios nas províncias de Kirkuk, Diyala e Nínive, que administrativamente dependem de Bagdá, mas que são controladas de fato pelas forças de segurança curda, conhecidas como "peshmergas".

Mulher curda vota no referendo. EFE/STR
Mulher curda vota no referendo. EFE/STR

Desde os anos 90, o Curdistão iraquiano tem status de região autônoma e isso foi reconhecido na Constituição de 2005, na qual o Iraque é definido como um Estado federal. Nos territórios sob a sua administração só operam forças de segurança que respondem às ordens de Erbil, a sua capital, e que se encarregam de controlar as zonas de fronteira, tanto nacionais quanto internacionais (com a Turquia e o Irã), onde a passagem só acontece através de postos de controle.

Os legisladores, que votaram sema presença de deputados curdos, também solicitaram a proibição da implantação de empresas em qualquer das quatro regiões do Curdistão iraquiano. Os políticos também demandaram a saída do governador de Kirkuk, Najmiddin Karim, cuja destituição foi aprovada pela Assembleia Legislativa no último dia 14. Ele foi cassado por permitir a realização do referendo nesta cidade sob o controle efetivo dos curdos, ainda que administrativamente dependente de Bagdá.

Hoje, os curdos foram às urnas para decidir se desejam a independência da sua região, apesar da rejeição e das pressões do Executivo em Bagdá, de países vizinhos e da comunidade internacional, que acreditam que a votação pode ser uma nova fonte de conflito na desestabilizada região do Oriente Médio.

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