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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Parlamento do Iraque pede fechamento de fronteira com Curdistão

O Parlamento iraquiano solicitou nesta segunda-feira ao primeiro-ministro Haider al-Abadi o envio de forças de segurança para as zonas em disputa com a região autônoma do Curdistão e o fechamento das ligações por terra com esta província, informou à Agência Efe um deputado, que não quis ter o nome revelado.


EFE

Segundo a fonte, os parlamentares concordaram em solicitar ao premier, que também ocupa o cargo de chefe das Forças Armadas, uma série de medidas em resposta à realização do referendo de independência do Curdistão iraquiano hoje, rejeitado frontalmente pelo Executivo em Bagdá. Além das quatro regiões do Curdistão iraquiano - Dohuk, Erbil, Sulaymaniyah e Halabja -, as autoridades curdas e centrais disputam vários territórios nas províncias de Kirkuk, Diyala e Nínive, que administrativamente dependem de Bagdá, mas que são controladas de fato pelas forças de segurança curda, conhecidas como "peshmergas".

Mulher curda vota no referendo. EFE/STR
Mulher curda vota no referendo. EFE/STR

Desde os anos 90, o Curdistão iraquiano tem status de região autônoma e isso foi reconhecido na Constituição de 2005, na qual o Iraque é definido como um Estado federal. Nos territórios sob a sua administração só operam forças de segurança que respondem às ordens de Erbil, a sua capital, e que se encarregam de controlar as zonas de fronteira, tanto nacionais quanto internacionais (com a Turquia e o Irã), onde a passagem só acontece através de postos de controle.

Os legisladores, que votaram sema presença de deputados curdos, também solicitaram a proibição da implantação de empresas em qualquer das quatro regiões do Curdistão iraquiano. Os políticos também demandaram a saída do governador de Kirkuk, Najmiddin Karim, cuja destituição foi aprovada pela Assembleia Legislativa no último dia 14. Ele foi cassado por permitir a realização do referendo nesta cidade sob o controle efetivo dos curdos, ainda que administrativamente dependente de Bagdá.

Hoje, os curdos foram às urnas para decidir se desejam a independência da sua região, apesar da rejeição e das pressões do Executivo em Bagdá, de países vizinhos e da comunidade internacional, que acreditam que a votação pode ser uma nova fonte de conflito na desestabilizada região do Oriente Médio.

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