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Brasil comemora 20 anos do fim do conflito entre Peru e Equador

O Brasil irá comemorar nesta terça-feira os 20 anos do fim dos conflitos na fronteira entre Peru e Equador, que se prolongaram por quase 170 anos e que causaram várias guerras, tensões e enfrentamentos entre ambos os países.
EFE

Brasília - O Acordo Global e Definitivo de Paz entre Equador e Peru foi assinado em 26 de outubro de 1998 em Brasília, que voltará a ser palco de um encontro entre representantes dessas duas nações, mas agora para reafirmar "o valor e a eficácia da diplomacia e da solução pacífica de controvérsias", diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

A cerimônia contará com a participação do equatoriano José Ayala Lasso e do peruano Fernando de Trazegnies Granda, que eram os chanceleres de seus países na ocasião da assinatura e tiveram participação ativa nas negociações, e será presidido pelo ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes.

Segundo a nota oficial, a comemoração "também evidencia, uma vez mais, a capacidade regional de responder e…

Parlamento do Iraque pede fechamento de fronteira com Curdistão

O Parlamento iraquiano solicitou nesta segunda-feira ao primeiro-ministro Haider al-Abadi o envio de forças de segurança para as zonas em disputa com a região autônoma do Curdistão e o fechamento das ligações por terra com esta província, informou à Agência Efe um deputado, que não quis ter o nome revelado.


EFE

Segundo a fonte, os parlamentares concordaram em solicitar ao premier, que também ocupa o cargo de chefe das Forças Armadas, uma série de medidas em resposta à realização do referendo de independência do Curdistão iraquiano hoje, rejeitado frontalmente pelo Executivo em Bagdá. Além das quatro regiões do Curdistão iraquiano - Dohuk, Erbil, Sulaymaniyah e Halabja -, as autoridades curdas e centrais disputam vários territórios nas províncias de Kirkuk, Diyala e Nínive, que administrativamente dependem de Bagdá, mas que são controladas de fato pelas forças de segurança curda, conhecidas como "peshmergas".

Mulher curda vota no referendo. EFE/STR
Mulher curda vota no referendo. EFE/STR

Desde os anos 90, o Curdistão iraquiano tem status de região autônoma e isso foi reconhecido na Constituição de 2005, na qual o Iraque é definido como um Estado federal. Nos territórios sob a sua administração só operam forças de segurança que respondem às ordens de Erbil, a sua capital, e que se encarregam de controlar as zonas de fronteira, tanto nacionais quanto internacionais (com a Turquia e o Irã), onde a passagem só acontece através de postos de controle.

Os legisladores, que votaram sema presença de deputados curdos, também solicitaram a proibição da implantação de empresas em qualquer das quatro regiões do Curdistão iraquiano. Os políticos também demandaram a saída do governador de Kirkuk, Najmiddin Karim, cuja destituição foi aprovada pela Assembleia Legislativa no último dia 14. Ele foi cassado por permitir a realização do referendo nesta cidade sob o controle efetivo dos curdos, ainda que administrativamente dependente de Bagdá.

Hoje, os curdos foram às urnas para decidir se desejam a independência da sua região, apesar da rejeição e das pressões do Executivo em Bagdá, de países vizinhos e da comunidade internacional, que acreditam que a votação pode ser uma nova fonte de conflito na desestabilizada região do Oriente Médio.

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