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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Preso em Madri um dos principais implicados no Uruguai na ‘Operação Condor’

O coronel Eduardo Ferro foi preso na semana passada em um hotel da capital espanhola a pedido de Montevidéu


Óscar López Fonseca | El País

O coronel Eduardo Augusto Ferro Bizzozero, acusado de ser um dos principais protagonistas no Uruguai da Operação Condor – a ofensiva realizada de forma coordenada pelas ditaduras latino-americanas no final dos anos setenta para acabar com os dissidentes políticos –, foi preso na semana passada em Madri por ordem da justiça de seu país, segundo confirmaram fontes judiciais ao EL PAÍS. Ferro estava foragido desde março, quando não atendeu pela segunda vez a citação da juíza uruguaia que investiga o desaparecimento, em 1977, de um militante comunista durante o regime ditatorial liderado por Aparicio Méndez.

O coronel uruguaio Eduardo Augusto Ferro Bizzozer, no Tribunal de Montevidéu (Uruguai).
O coronel uruguaio Eduardo Augusto Ferro Bizzozer, no Tribunal de Montevidéu (Uruguai). PABLO PORCIUNCULA AFP/GETTY IMAGES

A prisão ocorreu em 7 de setembro em um hotel de Madri aplicando o mandado internacional de captura que pesava sobre o militar, de acordo com fontes policiais. O titular do Tribunal Central de Instrução 1, Santiago Pedraz, ordenou no mesmo dia sua transferência para a prisão à espera de que as autoridades uruguaias apresentem a documentação para extraditá-lo, segundo detalharam fontes daquele tribunal.

O coronel Ferro, conhecido pelos codinomes de Guillermo e Óscar, está sendo investigado por suposto envolvimento no desaparecimento do dirigente sindical Óscar Tassino em julho de 1977. Na época, o militar era o chefe do Batalhão de Contrainteligência Militar, parte do Organismo Coordenador de Operações Antissubversivas (OCOA) da ditadura uruguaia, responsável pela detenção, tortura e desaparecimento de dissidentes. Segundo testemunhas, o militar era uma das pessoas que foram à casa do opositor e o levaram ao centro de detenção clandestino La Tablada. Tassino nunca foi encontrado.

A causa pela qual agora foi preso na Espanha começou em 1985, logo depois do fim da ditadura uruguaia, mas inicialmente foi arquivada ao ser incluída na chamada Lei de Caducidade ordenada pelo Governo de Julio María Sanguinetti. A investigação foi reaberta em 2011. Em novembro de 2016, Ferro foi intimado a depor pela juíza do Tribunal 10 de Montevidéu, Dolores Sánchez, mas não compareceu. Sua família disse então que ele estava viajando. Convocado novamente em março, também não compareceu, por isso foi emitido o mandado de captura internacional que levou à sua prisão agora.

Ferro também é investigado por outros fatos relacionados com a Operação Condor. Entre eles o desaparecimento e assassinato do dirigente comunista Fernando Miranda; o desaparecimento de María Claudia García de Gelman, nora do poeta argentino Juan Gelman; o sequestro no Brasil de Universindo Rodríguez e Lilián Celiberti, e a tortura e desaparecimento de Andrés Bellizi e Jorge Gonçalvez, na Argentina, de acordo com o site uruguaio Sudestada. Após a chegada da democracia, o coronel foi o suposto responsável pela espionagem a partidos políticos, sindicatos e organizações entre 1988 e 1991, um escândalo atualmente investigado por uma comissão do Parlamento uruguaio.

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