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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

'Stalin curdo' declarou que os peshmerga pretendem defender Kirkuk das tropas iraquianas

As tropas peshmerga do Partido da Liberdade do Curdistão, alocadas em Kirkuk, estão prontas para defender a cidade, se o exército iraquiano tentar ocupar a cidade, disse à Sputnik Turquia o comandante Hussein Yazdanpanah.


Sputnik

Segundo o interlocutor da agência, os peshmerga não concordam com a decisão do parlamento iraquiano de enviar tropas para Kirkuk. "Se o exército iraquiano entrar em Kirkuk, vamos resistir", disse ele.


Hussein Yazdanpanah, líder das tropas peshmerga
Hussein Yazdanpanah, comandante Peshmerga | Facebook

Yazdanpanah, que foi apelidado de "Stalin Curdo" por sua semelhança física com o líder soviético, lembrou que Kirkuk foi atacada inúmeras vezes por combatentes do Daesh, mas todos os ataques foram repelidos com grandes perdas para os terroristas.

"Centenas de combatentes peshmerga e da população civil perderam suas vidas defendendo Kirkuk. E agora os peshmerga e os civis estão prontos para defender a cidade até o fim. Não há no mundo uma força, capaz de tomar Kirkuk dos curdos", destacou o militar.

Yazdanpanah afirmou que as autoridades iraquianas sempre restringiram os direitos dos curdos. "Os curdos, por outro lado, não desejam a guerra. Queremos paz e relações fraternas com Estados vizinhos", garantiu o líder peshmerga, acrescentando que pretende defender o seu povo, em caso de agressão por parte do Iraque ou da Turquia.

Apesar de tudo, o "Stalin Curdo" pensa que as autoridades turcas não estão interessadas em um conflito com os curdos, pois a Turquia possui interesses econômicos no Curdistão.

No dia 25 de setembro, a região autônima do Curdistão iraquiano realizou um referendo sobre sua independência. Segundo as autoridades locais, 92,7% votaram a favor da separação do Iraque. Bagdá, declarou o referendo de ilegal e afirmou que não pretende negociar com o governo regional.

Na quarta-feira, o premiê iraquiano aprovou junto ao parlamento o envio de tropas para a província de Kirkuk, uma das áreas de exploração de petróleo. Kirkuk está há mais de três anos sob o controle das tropas peshmerga curdas. Nos dias que antecederam o referendo, os militares curdos ampliaram de modo significativo a sua presença nos arredores da cidade.


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