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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
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O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Tensão no Oriente Médio: Israel diz que o teste de mísseis do Irã é uma 'provocação'

O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, classificou neste sábado como uma "provocação" o teste do Irã de um míssil de médio alcance, e adicionou que isso é uma prova da ambição de Teerã de se tornar uma potência mundial.


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Horas mais cedo, o Irã divulgou que testou com sucesso um míssil capaz de voar a uma distância de até 2.000 quilômetros (1.250 milhas) e que pode transportar várias ogivas, desafiando as advertências recentes dos Estados Unidos.


Sistema de defesa antiaérea de mísseis do Irã
© AP Photo/ Ministério da Defesa do Irã

"O míssil balístico que o Irã disparou é uma provocação dos Estados Unidos e seus aliados, incluindo Israel", afirmou Lieberman em comunicado.

"Também é um meio para testar nossas reações, bem como novas provas da ambição do Irã de se tornar uma potência mundial para ameaçar os países do Oriente Médio e os Estados democráticos em todo o mundo".

O teste iraniano aconteceu no final de uma semana de diplomacia aquecida na Assembleia Geral da ONU, na qual os Estados Unidos e Israel denunciaram o Irã e seu acordo nuclear com seis potências mundiais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de desestabilizar o Oriente Médio, chamando-o de "Estado desonesto cujas principais exportações são violência, derramamento de sangue e caos".

O presidente estadunidense também ameaçou deixar o acordo nuclear de 2015, dizendo que o Irã está desenvolvendo mísseis que poderiam ser usados para entregar uma ogiva nuclear.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que, desde o acordo, o Irã foi "como um tigre faminto desencadeado, não se juntou à comunidade de nações, mas foi devorando nações uma após a outra".

Netanyahu prometeu lutar contra o que ele descreveu como "uma cortina iraniana" que desceu no Oriente Médio e prometeu impedir o Irã de produzir armas que pudessem atingir Israel.

"Aqueles que nos ameaçam com a aniquilação se colocam em perigo mortal. Israel se defenderá com toda a força de nossas armas e o pleno poder de nossas convicções", disse Netanyahu na ONU.

Os inspetores da ONU dizem que o Irã cumpriu seus compromissos de desistir de suas atividades nucleares no âmbito do acordo, que foi alcançado com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e da Alemanha.

O Irã diz que todos os seus mísseis são projetados para transportar ogivas normais convencionais e limitou seu alcance a um máximo de 2.000 quilômetros, embora os comandantes afirmem ter tecnologia para voar mais.

Isso os torna apenas de médio alcance, mas ainda são suficientes para chegar a Israel ou a bases norte-americanas no Golfo.


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