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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Trump chama Kim Jong-un de "louco", para quem não importa matar seu povo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou nesta sexta-feira a atacar o líder da Coreia do norte, Kim Jong-un, a quem qualificou de "louco" e sobre quem disse que para ele "não importa matar seu povo".


EFE

Trump fez as novas declarações, como de costume, através de sua conta no Twitter.

Kim Jong-un e Donald Trump. EFE/KCNA/Justin Lane
Kim Jong-un e Donald Trump. EFE/KCNA/Justin Lane

O presidente americano, que se envolveu nos últimos dias em uma troca de reprovações e desqualificações com o líder norte-coreano, diz também na sua mensagem que Kim "será testado como nunca foi antes", no que parece uma ameaça velada contra seu regime.

As acusações entre ambos começaram no dia 19 de setembro na Assembleia Geral da ONU, onde Trump disse que os EUA tinham "uma grande força e paciência".

"Mas se formos forçados a nos defender ou (defender) nossos aliados, não teremos outro remédio a não ser destruir totalmente a Coreia do Norte", disse Trump.

Em referência ao líder norte-coreano, Trump o chamou de "homem foguete" por causa de seu gosto em testar mísseis, acrescentando que Kim "está em uma missão suicida contra ele e seu regime".

Posteriormente, o ministro de Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, disse na sede da ONU que as ameaças de Trump soavam como os "latidos de um cachorro".

E a tensão aumentou hoje quando Kim criticou de novo o "intimidatório discurso" na ONU e ameaçou detonar uma bomba de hidrogênio no oceano Pacífico.

"Agora que Trump me insultou e insultou meu país aos olhos do mundo, trabalhamos com uma resposta ao mais alto nível, que estará além de suas expectativas", assegurou Kim em comunicado publicado pelas imprensa norte-coreana.

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