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Oficial americano joga culpa para Israel pelo ataque às forças sírias

No domingo (17), a mídia síria relatou ataque ao povoado sírio Al-Harra, província de Deir ez-Zor, na fronteira com o Iraque, supostamente realizado pela coalizão internacional, liderada pelos EUA, tendo como alvo forças governamentais. Porém, um oficial americano culpou Israel pelo ataque.
Sputnik

Anteriormente, uma fonte militar relatou à mídia síria que drones "provavelmente americanos" bombardearam Al-Harra, entre Abu Kamal e Al-Tanf.

Segundo dados das Forças de Mobilização Popular iraquianas, o ataque matou 22 soldados iraquianos. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, por sua vez, disse que o número total de vítimas corresponde a 52 pessoas, citado pelo Haaretz.

"Entre [os mortos] estão ao menos 30 militares iraquianos e 16 sírios, incluindo soldados e membros da milícia leal ao governo", afirmou à mídia o chefe do Observatório Sírio, Rami Abdel Rahman.

Comentando a notícia, o porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Adrian Rankine-Galloway, descartou que W…

Washington mantém “2 ou 3” canais de comunicação com Pyongyang

O secretário de Estado Rex Tillerson afirma que os EUA avaliam se a Coreia do Norte está pronta para iniciar conversações


Macarena Vidal Liy | El País

Parem as máquinas, a guerra, afinal, não está tão perto. Ou parece que não. Quando as tensões na península coreana pareciam mais fortes que nunca, e Donald Trump e Kim Jong-un trocavam declarações cada vez mais belicosas, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, em visita a Pequim, revelou que a situação não está tão “sombria” como dava a impressão: os Estados Unidos, disse, mantêm vários canais de comunicação abertos com a Coreia do Norte e até tentam determinar se Pyongyang está pronta para entrar em conversações sobre seu programa de armamento nuclear.

Tensão Coreia do Norte x EUA
O secretário de Estado Rex Tillerson e o conselheiro de Estado da China, Yang Jiechi LINTAO ZHANG (AP)

“Estamos avaliando isso, portanto fiquem atentos”, afirmou o chefe da diplomacia norte-americana em declarações a jornalistas após se reunir em Pequim com as autoridades chinesas para preparar a visita do presidente Donald Trump à China em novembro. “Perguntamos. Temos linhas de comunicação com Pyongyang. Não estamos numa situação negra, às escuras, temos um par, três canais abertos com Pyongyang.”

São canais diretos. Indagado se a China participava como mediadora de algum deles, Tillerson respondeu taxativamente: “nossos próprios canais”.

O ouriçamento em relação ao programa de armamento da Coreia do Norte e a troca cada vez mais dura de ameaças entre Washington e Pyongyang foi neste sábado um dos grandes assuntos das conversas entre Tillerson e as autoridades chinesas, que culminaram com uma reunião entre o secretário de Estado e o presidente chinês, Xi Jinping, no pomposo Grande Palácio do Povo de Pequim. Mas nos apertos de mãos e trocas formais de cumprimentos na frente dos jornalistas ninguém mencionou a Coreia do Norte.

Desde o sexto teste nuclear do regime de Kim Jong-un, a China parece ter endurecido sua posição frente a seu vizinho e teórico aliado. Embora insista na necessidade de dialogar para resolver o conflito, desde então votou a favor de uma nova rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU, que incluem o embargo às exportações coreanas de têxteis e limitam o fornecimento de petróleo. Pequim anunciou novas restrições de suas vendas de combustíveis ao vizinho e nesta quinta-feira concedeu prazo de 120 dias às empresas e joint-ventures norte-coreanas para que cessem suas atividades no território chinês. A ordem de fechamento inclui também as dezenas de restaurantes estatais norte-coreanos espalhados por todo o país e que, com seus símbolos, retratos dos líderes nacionais e telas de televisão retransmitindo os canais de Pyongyang, constituem uma peculiar janela com vista para a cultura do outro lado do rio Yalu.

“A China deu grandes passos nas últimas semanas, e esperamos com expectativa que a China adira às resoluções do Conselho de Segurança da ONU e as ponha totalmente em prática”, afirmou esta semana uma porta-voz do Departamento de Estado em Washington.

A aparentemente maior firmeza de Pequim chega quando essa capital se encontra mergulhada nos preparativos para o novo Congresso quinquenal do Partido Comunista da China, que será aberto em 18 de outubro. É o maior acontecimento na vida política do país, e nele Xi Jinping consolidará ainda mais seu poder. O Governo chinês está há meses concentrado em evitar que posso acontecer o mais mínimo fato, interno ou externo, que possa prejudicar seu desenvolvimento.

Até agora a Coreia do Norte parece haver buscado, exatamente, estragar a festa de Pequim em datas importantes para a China. Programou seu mais recente teste nuclear para o início da cúpula dos Brics, da qual Xi Jinping era anfitrião; em maio, “roubou” com o lançamento de um míssil o protagonismo da inauguração da cúpula sobre a Nova Roda da Seda em Pequim. A própria reunião entre Xi e Trump na Flórida foi precedida de um disparo semelhante.

E depois de Trump ter ameaçado na Assembleia Geral da ONU “destruir completamente” a Coreia do Norte e ter chamado seu líder supremo de “homem-foguete”, Kim Jong-un ameaçou “domar com fogo o velho norte-americano”. Seu ministro de Relações Exteriores afirma que seu país toma as palavras de Trump como “uma declaração de guerra”.

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