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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
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O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Alemanha, Reino Unido e França apelam aos EUA para que não saiam do acordo nuclear

Alemanha, um membro do grupo P5+1 que alcançou o acordo em relação ao programa nuclear do Irã, apelou aos Estados Unidos para que desistam de abandonar o acordo em meio aos rumores sobre possível saída dos EUA, provocados pelas afirmações do presidente Donald Trump.


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A Alemanha, o Reino Unido, e a França pedem para que EUA não abandonem o acordo nuclear, segundo um comunicado emitido por Berlim.


Lançamento de míssil realizado pelo Irã, foto de arquivo
Lançamento de míssil iraniano © AFP 2017/ AMIN KHOROSHAHI / ISNA

Segundo o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, Berlim está segura de que o Irã cumpre o acordo nuclear, o que confirma a Agência Internacional de Energia Atômica. 


"Receamos que os sinais vindos dos EUA" sugiram que o presidente dos EUA Donald Trump venha a rejeitar o acordo nuclear.

O chefe da diplomacia alemã afirmou também que a situação com a segurança pode piorar caso Washington saia do acordo, acrescentando que isso causa preocupações.

Gabriel também disse que uma possível ação de Washington pode prejudicar a resolução da crise coreana, pois é duvidoso que Pyongyang aceite um acordo caso algo semelhante falhe com o Irã.

O anúncio foi feito em meio aos rumores sobre possível saída dos EUA do acordo, provocados pela recente afirmação de Trump. Na quinta-feira passada (5), o presidente norte-americano intrigou os jornalistas durante uma cúpula militar, quando ele e líderes militares do país estavam sendo fotografados, descrevendo o tempo como "calmaria antes da tempestade".

A frase suscitou especulações na mídia sobre abandono do acordo nuclear pelos EUA, enquanto o The Washington Post noticiou, citando oficiais anônimos, que Trump vai revogar o acordo internacional com o Irã em uma semana, pois não corresponde aos interesses nacionais dos Estados Unidos.

No sábado (7), o Irã outra vez defendeu o acordo nuclear enquanto o presidente iraniano disse que Donald Trump não pode mudar o fato de o acordo ser "irreversível". O Kremlin, por sua vez, comentou na segunda-feira (9), que a possível saída dos EUA do acordo nuclear terá consequências negativas. Mais cedo, forte apoio ao acordo foi expresso pela China.

O Plano de Ação Conjunto Global, frequentemente referido como acordo nuclear iraniano, foi assinado em julho de 2015 pelo Irã e pelo grupo P5+1 constituído pelos EUA, Rússia, China, França e Reino Unido mais Alemanha após anos de negociações.

Donald Trump chamou o acordo, atingido durante presidência de Barack Obama, de "vergonha" para os Estados Unidos durante seu discurso perante a Assembleia geral da ONU, criticando-o repetidamente durante sua campanha eleitoral.

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