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Brasil comemora 20 anos do fim do conflito entre Peru e Equador

O Brasil irá comemorar nesta terça-feira os 20 anos do fim dos conflitos na fronteira entre Peru e Equador, que se prolongaram por quase 170 anos e que causaram várias guerras, tensões e enfrentamentos entre ambos os países.
EFE

Brasília - O Acordo Global e Definitivo de Paz entre Equador e Peru foi assinado em 26 de outubro de 1998 em Brasília, que voltará a ser palco de um encontro entre representantes dessas duas nações, mas agora para reafirmar "o valor e a eficácia da diplomacia e da solução pacífica de controvérsias", diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

A cerimônia contará com a participação do equatoriano José Ayala Lasso e do peruano Fernando de Trazegnies Granda, que eram os chanceleres de seus países na ocasião da assinatura e tiveram participação ativa nas negociações, e será presidido pelo ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes.

Segundo a nota oficial, a comemoração "também evidencia, uma vez mais, a capacidade regional de responder e…

Ao lado do vulcão: Rússia escolhe antiga ilha japonesa para construir nova base

Um avião militar russo An-26 testou com sucesso a nova pista de aterrissagem da ilha de Matua, nas Curilas, onde a Rússia está construindo sua nova base.


Sputnik

A pista tem uma particularidade — é de metal. Devido ao clima caprichoso de Matua, os engenheiros da Frota russa do Pacífico optaram por uma pista composta por chapas perfuradas de ferro unidas entre si.


Erupção do vulcão Sarychev na ilha de Matua, nas Curilas
CC BY-SA 2.0 / John / Sarychev Peak Volcano erupts on Matua Island

A nova pista passa parcialmente sobre duas outras velhas pistas construídas na época do Império Japonês, informa o canal de TV Zvezda. O vídeo da construção da pista e aterrissagem do avião se pode ver neste artigo no portal da emissora.

A decisão de construir a nova base da Frota do Pacífico em Matua foi tomada pelo Ministério da Defesa da Rússia em 2016.

"A nova base é necessária para proteger as Curilas, em primeiro lugar, para a defesa antiaérea das ilhas. Em segundo lugar, para assegurar a presença militar da Rússia na área, especialmente dado o fato dos japoneses disputarem as ilhas. Isto é também um sinal político para Tóquio", disse ao jornal Vzglyad o primeiro vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Konstantin Sivkov.

Agora, a Frota do Pacífico dispõe de bases apenas na cidade de Vladivostok e Vilyuchinsk (região de Kamchatka).

"A nova base é necessária embora seja apenas por causa da Frota do Pacífico estar dividida em duas partes: a da região de Kamchatka e a da região de Primorie, que será impossível conectar em caso de guerra. É por isso que uma base intermédia é absolutamente necessária", sublinhou Aleksandr Khramchikhin, vice-diretor do Instituto de Análise Política e Militar.

Um presente do vulcão

A União Soviética ficou com a ilha de Matua, que pertencia antes ao Japão, após a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a ilha nem sempre fez parte do país asiático.

Em meados do século XVIII, os ainus, povo indígena das Curilas, converteram-se ao Cristianismo e se declararam súbditos do czar russo, a quem pagaram tributos com peles de animais.

Na segunda metade do século XVIII, Matua foi visitada por cossacos. Em 1813, a primeira expedição científica russa chegou à ilha, que naquele período era habitada por apenas uma dezena de ainus.

Em 1875, Matua, como todas as ilhas Curilas russas, foram entregues ao Japão em troca do reconhecimento dos direitos da Rússia sobre a Sacalina.

O Império Japonês se interessou especialmente por Matua por causa de seu vulcão ainda ativo, que oferecia grandes oportunidades para instalações militares como, por exemplo, pistas de aterrissagem que, devido à temperatura dos terrenos, não se cobrem de gelo.

Assim, Matua se tornou a principal base do Império Japonês nas Curilas, um lugar misterioso, que ainda hoje em dia guarda muitos segredos.

A ilha mantém restos de uma base para submarinos japoneses e uma cidade subterrânea com ferrovias que se escondem na montanha do vulcão. Em 1945, antes de se render ao Exército soviético, a guarnição japonesa fez explodir a maioria das passagens desta "cidade subterrânea", mas pouco a pouco se descobrem mais detalhes sobre as antigas instalações militares japonesas.


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