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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

Auditoria governamental dos EUA revela novos problemas dos F-35

Com o aumento da quantidade de aviões e sua entrada mais ativa no serviço, as falhas do sistema de manutenção e de reparação dos caças F-35 estão mais evidentes, o que resulta em uma "reduzida disponibilidade operativa", aponta um relatório preliminar sobre a contabilidade do programa.


Sputnik

Enquanto o Pentágono tem acelerado o ritmo de produção de caças de quinta geração F-35, os aviões já construídos carecem de instalações de reparação, adverte o Escritório de Prestação de Contas do Governo dos EUA (GAO, sigla em inglês), em um documento citado pela Bloomberg.


Caça norte-americano F-35 (foto de arquivo)
F-35 Lightining II© flickr.com/ Samuel King Jr

Como exemplo, a entidade estimou o prazo médio de reparação de uma peça em 172 dias, o que faz com que um avião não esteja disponível para voar durante 22% do tempo. A análise corresponde ao período entre janeiro e agosto deste ano.

O GAO sugere que o Pentágono deveria equilibrar melhor "a produção contínua dos aviões e a manutenção de cerca de 250 unidades já fabricadas". Boolmberg recorda que, no total, os EUA planejam fabricar 2.456 caças e fornecer mais 700 a seus aliados.

Ao mesmo tempo, as medidas introduzidas pelo Pentágono e Lockheed Martin (empresa fabricante) apenas "previnem o agravamento da situação", mas não podem recuperá-la levando em conta o ritmo de produção.

O GAO avisa também que as estimações do custo de manutenção dos F-35 ao longo de seus 60 anos de vida útil vai aumentar.

Por sua vez, o Pentágono reconheceu o desequilíbrio quanto ao foco do programa.

"Minha conclusão inicial é que gastamos uma enorme quantidade de tempo na aquisição e muito pouco na sustentabilidade […] Contudo, se analisarmos a maioria de nossos programas, a sustentabilidade ocupa cerca de 70% do tempo", afirmou Ellen Lord, vice-secretária do Pentágono.

O GAO estima que os problemas com as peças de reposição permaneçam por "vários anos a mais", em particular, até 2022, para quando está prevista a construção de seis armazéns militares a fim de resolver o problema em questão.

Ao mesmo tempo, o relatório questiona a intenção do Pentágono de assinar mais contratos em longo prazo com Lockheed, já que este não conseguiu organizar a manutenção apropriada dos aviões.

Assim, este adverte sobre o risco de pagar demais por um serviço "que pode ser insuficiente para as necessidades do caça".


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