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ONG: EUA mobiliza terroristas no sul da Síria para atacar Ghouta Oriental

Os militares norte-americanos estão mobilizando combatentes de diversos grupos armados com objetivo de atacar os subúrbios orientais de Damasco, disse à Sputnik o chefe da rede de direitos humanos na Síria, Ahmad Kazem.
Sputnik

"Neste momento os EUA estão juntando os combatentes do Daesh e outros grupos, inclusive os de Idlib, e tenta os transferir para At-Tanf e depois para Ghouta Oriental (subúrbio de Damasco), com objetivo de se contrapor ao exército sírio, que pretende liberar a região dos terroristas", disse Kazem. 


Segundo o defensor dos direitos humanos, os financiadores da Arábia Saudita ordenaram que os terroristas já localizados em Guta Oriental empreendam o máximo dos esforços para resistir às tropas de Damasco.

"Eles continuarão a atacar Damasco de forma caótica com seus morteiros", acrescentou o entrevistado.

Os terroristas, que tomaram o subúrbio oriental de Damasco, continuam a disparar contra os bairros centrais e residenciais da capital síria. Nesta qui…

Bombardeiros norte-americanos no céu do Báltico: contra quem está dirigida esta ameaça?

Os EUA planejam reiniciar o patrulhamento permanente dos bombardeiros estratégicos B-52. Ainda é desconhecido quais serão seus percursos, mas no céu sobre o Báltico eles já foram detectados.


Sputnik

O comando das Forças Armadas dos EUA anunciou sobre a possibilidade hipotética de retomar os patrulhamentos de bombardeiros estratégicos B-52 com armas nucleares abordo que anteriormente foram usados apenas na época da Guerra Fria. Vladimir Barsegyan, autor da Rádio Sputnik Estônia, destaca que tais medidas podem ser explicadas pela tensão crescente entre Washington e Pyongyang, mas ao mesmo tempo sublinha que é muito difícil acreditar nisso.


Bombardeiro estratégico B-52 da Força Aérea dos EUA (foto de arquivo)
Bombardeiro B-52 da USAF © REUTERS/ Tim Chong

Até 1991, esses voos ao longo das fronteiras da URSS eram coisa de rotina. Segundo o plano existente naquela época, chamado de Lança Gigante, os bombardeiros estratégicos estadunidenses deveriam, em caso de ameaça de conflito militar, voar até às fronteiras da União Soviética e lançar mísseis de cruzeiro contra objetivos desde Murmansk até Moscou.

Durante dezenas de anos essas "fortalezas voadoras" estiveram sempre no ar. Mas na época da URSS, a Rússia estava "coberta" a ocidente pelos países do bloco socialista, que hoje em dia nem existe. Assim, os EUA podem ter a tentação de voar para mais perto da Rússia atravessando os países ocidentais. E eles já estão testando isso de alguma maneira, aponta Barsegyan, lembrando os casos de detecção dos B-52 no céu da Estônia durante manobras da OTAN.

Vale lembrar que as armas nucleares dos EUA já estão instaladas em muitos países da Europa. Além disso, a base aérea de Ramstein pode acolher os B-52 mesmo agora, sem qualquer preparação adicional.

"Assim, se os bombardeiros estratégicos forem deslocados para estas bases, o tempo de voo até à Rússia se reduzirá significativamente. Tal desenvolvimento da situação não pode deixar de preocupar, levando em consideração que incidentes perigosos podem ocorrer também nos tempos de paz", afirma Barsegyan.

Apenas durante a época da Guerra Fria, a Força Aérea dos EUA perdeu 11 bombas nucleares. O incidente mais perigoso se deu na Espanha em 1966, quando em resultado de uma colisão um B-52 deixou cair quatro cargas nucleares. Em resultado da destruição de duas delas, aconteceu a emissão para a atmosfera de substâncias radioativas. Outras duas bombas ficaram intatas, mas levou muito tempo para encontrar uma delas, já que ela caiu no mar Mediterrâneo.

O autor lembra um símbolo triste da Guerra Fria — o relógio do possível apocalipse nuclear. No seu quadrante, o ponteiro sempre indicava cinco para as doze. Na época conseguiram tirar os brinquedos perigosos das mãos dos meninos fardados sem juízo. Parece que agora eles os obtiveram de novo, resumiu Vladimir Barsegyan.


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