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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Brasil comanda exercícios militares plurinacionais de defesa dos povos da Amazônia

Entre 6 e 13 de novembro a Amazônia será palco de um grande exercício militar multinacional, o Amazonlog17, coordenado pelo General Theophilo Oliveira, Comandante Logístico do Exército Brasileiro.


Sputnik

Em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil, o General Theophilo Oliveira explica que a ideia do Amazonlog17 – o número 17 é uma referência ao ano da realização – foi inspirada no drama vivido pelos refugiados que buscam a Europa após deixar os países em que vivem, vítimas das mais diversas tragédias:


Exército brasileiro em treinamento na Floresta Amazônica.
Exército brasileiro na Amazônia | Fotos Públicas / CCOMSEx

"O Amazonlog surgiu de um evento de que nós, como observadores, participamos em 2015 na Hungria", diz o General Theophilo. “A concepção é de uma base logística humanitária em que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se reúnem para planejar como acolher os refugiados que adentram o continente europeu, procurando regularizar a situação desses refugiados, redistribuindo-os, realizar inspeções sanitárias, acertar o visto de entrada, cuidar enfim de todos os trâmites burocráticos que são necessários para dar dignidade aos refugiados."

O General Theophilo acentua que "foi partindo dessa premissa que se verificou que no continente sul-americano não havia nada semelhante a isto".

"Então, nós fomos à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Junta Interamericana de Defesa para lançar essa ideia e esse projeto inédito dentro do continente sul-americano", diz o Comandante Logístico do Exército. "Fomos muito bem recebidos, e daí partiu uma premissa de que nós deveríamos organizar uma base logístico-humanitária internacional, integrada entre os vários países que compõem a Organização dos Estados Americanos. A ideia foi aceita e nós planejamos então realizar uma série de exercícios numa região de difícil acesso, a Amazônia."

O General Theophilo explica a razão da escolha da Amazônia:

"A região que chamamos de Panamazônia é uma grande região de selva do continente sul-americano. E nós temos no continente uma série de catástrofes naturais (furacões, terremotos, grandes secas, enchentes, incêndios florestais, etc.) que implicam num grande deslocamento de populações. Então, essa base que iremos montar reúne vários países que irão estabelecer os diversos postos de atendimento para estas populações deslocadas. Assim, esse exercício (Amazonlog17) procura realizar um treinamento dessa operacionalidade numa base de logística humanitária. Basicamente, será um exercício de pronta reação [a essas tragédias naturais] – de modo que possamos minorar os danos e as consequências impostos àquelas populações deslocadas."

A base do Amazonlog17 será montada na cidade brasileira de Tabatinga, no Amazonas, na tríplice fronteira com as cidades de Letícia, na Colômbia, e Santa Rosa, no Peru. Segundo o General Theophilo, "a região é conhecida pelas altas temperaturas, chuvas constantes, dificuldade de acesso, vegetação densa, infraestrutura carente", além de diversas ocorrências criminosas como contrabando de fauna e flora e tráfico de drogas.

Os exercícios Amazonlog17 envolverão militares das três Armas de Brasil, Colômbia e Peru, de outros países sul-americanos e de representantes de outros países, na condição de observadores. Entre estes haverá militares de Rússia, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido e Japão.

Além de contingentes das Forças Armadas do Brasil, o Amazonlog17 também contará com efetivos de outros órgãos, como, por exemplo, Polícia Federal e funcionários da área da Saúde.

Ainda de acordo com o General Theophilo, o Amazonlog17 será o primeiro de uma grande série de exercícios militares multinacionais sempre com foco em assistência humanitária. A cada ano, um país diferente da América do Sul sediará os exercícios, de modo a ampliar a experiência dos militares no apoio às populações deslocadas por força de tragédias naturais.


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