Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

No decorrer da operação Ramo de Oliveira será criada zona de segurança na Síria

O primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou a criação, durante a operação militar turca na província síria de Afrin, de uma faixa de segurança de 30 quilômetros.
Sputnik

O premiê, citado pela emissora Haberturk, adiantou também que a operação seria efetuada em quatro etapas.


"A operação vai decorrer em 4 etapas com o objetivo de criar uma faixa de segurança de 30 quilômetros, que será limpa de terroristas", disse o político, citado pela emissora NTV.

Yildirim adiantou que até agora não há mortos ou feridos entre o contingente turco que realiza a operação.

Mais cedo, o Estado-Maior da Turquia anunciou o início da operação "Ramo de Oliveira" contra os grupos curdos na província síria de Afrin, que começou precisamente às 14h00 locais (12h00 no horário de Brasília). De acordo com a entidade militar, a operação conta com a participação de 72 aviões, enquanto 108 dos 113 alvos planejados já foram eliminados. Há poucos dias, o premiê turco, Binali Yildirim, havia avanç…

Damasco exige 'imediata' retirada do exército turco da Síria

Poucos dias depois das tropas turcas e seus veículos armados entrarem na província síria de Idlib, seguindo o anúncio da segunda operação militar da Turquia no país vizinho, Damasco teria protestado fortemente contra a ação.


Sputnik

De acordo com a agência de notícias síria SANA, citando uma fonte no Ministério de Relações Exteriores da Síria, Damasco exigiu a retirada "imediata e incondicional" das tropas turcas do país.


A cidade síria de Idlib
Cidade de Idlib, Síria © REUTERS/ Ammar Abdullah

Uma fonte oficial no ministério disse à SANA que a Síria condena a incursão das unidades do exército turco na província de Idlib, chamando-a de "flagrante agressão contra a soberania e integridade territorial da Síria e uma flagrante violação do direito e das normas internacionais".

A operação turca que a fonte de Damasco descreveu como uma "agressão" não tem nada a ver com os acordos alcançados durante a última rodada das negociações de paz sírias em Astana, negociados pela Rússia, Irã e Turquia, informou a SANA.

A condenação de Damasco pela operação turca em Idlib ocorreu vários dias depois de soldados turcos, incluindo forças especiais, e 30 veículos blindados entrarem em Idlib, na noite de quinta-feira.

De acordo com o Estado-Maior turco, as forças armadas turcas que operam na zona desmilitarizada de Idlib observarão o cessar-fogo, assegurarão entregas de ajuda humanitária e criarão condições para que a população volte para suas casas.

A atuação turca começou no dia 12 de outubro, dentro do quadro dos acordos alcançados em Astana.

A segunda operação militar turca na Síria foi anunciada pelo presidente Recep Tayyip Erdogan em 7 de outubro.

Atualmente, Idlib é controlada principalmente pelo Tahrir al-Sham, um grupo militante liderado pelos terroristas da Frente Al-Nusra, ex-afiliada síria da Al-Qaeda. O grupo não é parte do acordo sobre a criação de uma zona desmilitarizada na província, acordada durante as conversas de paz sírias em Astana negociadas pela Rússia, Irã e Turquia.

A operação Idlib é a segunda operação militar turca no solo sírio. De agosto de 2016 a março de 2017, a campanha do Eufrates Shield do Exército turco, conduzida também com os combatentes rebeldes da FSA, foi conduzida com o objetivo de limpar a cidade fronteiriça síria de Jarablus e a área circundante do grupo terrorista Daesh.


Postar um comentário