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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

Estados Unidos se preparam para ter seus bombardeiros nucleares prontos para uso 24 horas por dia

Força Aérea organiza retorno a estratégia usada na Guerra Fria à espera de uma ordem do Pentágono


Joan Faus | El País


A dissuasão nuclear voltou. A Força Aérea dos Estados Unidos iniciou os preparativos para ter seus aviões, equipados com bombas nucleares, operacionais 24 horas por dia. Os EUA acabaram em 1991, ao final da Guerra Fria, com a estratégia de alerta absoluto dos bombardeiros B-52. A ameaça nuclear da Coreia do Norte reviveu os temores.

Um avião B-52 em 2016
Bombardeiro norte-americano B-52 em 2016 | AP

A Força Aérea ainda não recebeu um pedido oficial do Pentágono e do presidente Donald Trump para instaurar o estado de alerta dos caças nucleares, mas iniciou os preparativos, antecipando a possível chegada dessa solicitação. Os EUA também têm pelo menos um avião nuclear sempre disponível, assim como mísseis intercontinentais.

“Esse é outro passo para garantir que estamos preparados”, disse o chefe de gabinete da Força Aérea, o general David Goldfein, em uma entrevista à publicação Defense One. “Não estamos planejando para um evento específico, é mais pela realidade da situação global em que estamos e como podemos garantir que estamos preparados”.

Por exemplo, na base aérea de Barksdale (Luisiana), onde está o comando que supervisiona os aviões com capacidade nuclear, são visíveis os preparativos para voltar a ter os B-52 com carga nuclear e disponibilidade absoluta. Um edifício está sendo reformado, ao lado das nove pistas de decolagem, no qual dormiam os pilotos durante a Guerra Fria, segundo informações da Defense One. Estão sendo instaladas camas para mais de 100 militares e áreas de lazer.

Barksdale foi uma das 11 bases em que durante quase quatro décadas estiveram posicionados os bombardeiros nucleares, pretenso símbolo do poderio militar estadunidense, pela possibilidade de que fossem utilizados em resposta a um ataque da União Soviética. De 1955 a 1968, os B-52 carregados com bombas nucleares sobrevoavam os EUA para estarem plenamente operacionais e ganhar tempo no caso de um ataque surpresa do bloco comunista. De 1968 a 1991, com a diminuição da ameaça, foi decidido acabar com os voos e deixar os aviões em terra, mas garantindo que estivessem sempre disponíveis para decolar e soltar o devastador artefato.

Os EUA utilizaram aviões B-29 em seus dois lançamentos de bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial. Aproximadamente 129.000 pessoas morreram e os destroços foram apocalípticos. São as duas únicas vezes em que o Homem utilizou uma arma nuclear contra a população. Os ataques iniciaram uma corrida nuclear das grandes potências e transformaram o rearmamento na base de uma estratégia de dissuasão contra o inimigo.

O fim da Guerra Fria impulsionou a não proliferação nuclear e a redução do arsenal dos EUA e da antiga URSS, mas outros países adquiriram pela primeira vez armas nucleares. O desenvolvimento atômico de Pyongyang, entretanto, que testou com sucesso mísseis intercontinentais e ameaça atacar a Costa Oeste dos EUA, colocou Washington em alerta máximo.

O Pentágono acelerou nos últimos meses os testes com mísseis que podem atingir a Coreia do Norte e neutralizar um projétil lançado por esse país. Reforçou também sua presença militar nas proximidades da Península da Coreia. Trump ameaçou reiteradamente o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, em realizar uma ação militar, que teria consequências devastadoras e incertas. Também não confia que o Irã irá cumprir o acordo internacional que diminui seu programa atômico.

“O mundo é um lugar perigoso e existem pessoas que falam abertamente do uso de armas nucleares”, disse o general Goldfein na entrevista. “Já não é um mundo bipolar em que estamos somente nós e a União Soviética. Temos outros atores lá fora com capacidade nuclear. Nunca foi tão importante garantir que estamos realizando corretamente essa missão”.

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