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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Estados Unidos se preparam para ter seus bombardeiros nucleares prontos para uso 24 horas por dia

Força Aérea organiza retorno a estratégia usada na Guerra Fria à espera de uma ordem do Pentágono


Joan Faus | El País


A dissuasão nuclear voltou. A Força Aérea dos Estados Unidos iniciou os preparativos para ter seus aviões, equipados com bombas nucleares, operacionais 24 horas por dia. Os EUA acabaram em 1991, ao final da Guerra Fria, com a estratégia de alerta absoluto dos bombardeiros B-52. A ameaça nuclear da Coreia do Norte reviveu os temores.

Um avião B-52 em 2016
Bombardeiro norte-americano B-52 em 2016 | AP

A Força Aérea ainda não recebeu um pedido oficial do Pentágono e do presidente Donald Trump para instaurar o estado de alerta dos caças nucleares, mas iniciou os preparativos, antecipando a possível chegada dessa solicitação. Os EUA também têm pelo menos um avião nuclear sempre disponível, assim como mísseis intercontinentais.

“Esse é outro passo para garantir que estamos preparados”, disse o chefe de gabinete da Força Aérea, o general David Goldfein, em uma entrevista à publicação Defense One. “Não estamos planejando para um evento específico, é mais pela realidade da situação global em que estamos e como podemos garantir que estamos preparados”.

Por exemplo, na base aérea de Barksdale (Luisiana), onde está o comando que supervisiona os aviões com capacidade nuclear, são visíveis os preparativos para voltar a ter os B-52 com carga nuclear e disponibilidade absoluta. Um edifício está sendo reformado, ao lado das nove pistas de decolagem, no qual dormiam os pilotos durante a Guerra Fria, segundo informações da Defense One. Estão sendo instaladas camas para mais de 100 militares e áreas de lazer.

Barksdale foi uma das 11 bases em que durante quase quatro décadas estiveram posicionados os bombardeiros nucleares, pretenso símbolo do poderio militar estadunidense, pela possibilidade de que fossem utilizados em resposta a um ataque da União Soviética. De 1955 a 1968, os B-52 carregados com bombas nucleares sobrevoavam os EUA para estarem plenamente operacionais e ganhar tempo no caso de um ataque surpresa do bloco comunista. De 1968 a 1991, com a diminuição da ameaça, foi decidido acabar com os voos e deixar os aviões em terra, mas garantindo que estivessem sempre disponíveis para decolar e soltar o devastador artefato.

Os EUA utilizaram aviões B-29 em seus dois lançamentos de bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial. Aproximadamente 129.000 pessoas morreram e os destroços foram apocalípticos. São as duas únicas vezes em que o Homem utilizou uma arma nuclear contra a população. Os ataques iniciaram uma corrida nuclear das grandes potências e transformaram o rearmamento na base de uma estratégia de dissuasão contra o inimigo.

O fim da Guerra Fria impulsionou a não proliferação nuclear e a redução do arsenal dos EUA e da antiga URSS, mas outros países adquiriram pela primeira vez armas nucleares. O desenvolvimento atômico de Pyongyang, entretanto, que testou com sucesso mísseis intercontinentais e ameaça atacar a Costa Oeste dos EUA, colocou Washington em alerta máximo.

O Pentágono acelerou nos últimos meses os testes com mísseis que podem atingir a Coreia do Norte e neutralizar um projétil lançado por esse país. Reforçou também sua presença militar nas proximidades da Península da Coreia. Trump ameaçou reiteradamente o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, em realizar uma ação militar, que teria consequências devastadoras e incertas. Também não confia que o Irã irá cumprir o acordo internacional que diminui seu programa atômico.

“O mundo é um lugar perigoso e existem pessoas que falam abertamente do uso de armas nucleares”, disse o general Goldfein na entrevista. “Já não é um mundo bipolar em que estamos somente nós e a União Soviética. Temos outros atores lá fora com capacidade nuclear. Nunca foi tão importante garantir que estamos realizando corretamente essa missão”.

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