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Turquia adverte exército sírio contra entrada em Manbij

O comunicado foi divulgado poucos dias depois de pelo menos quatro soldados americanos terem sido mortos em um atentado suicida na cidade de Manbij, no norte da Síria, cuja responsabilidade foi assumida pelo Daesh (grupo terrorista proibido em Rússia e em vários outros países).
Sputnik

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores turco, Hami Aksoy, alertou as Forças Armadas do governo sírio para que não tentassem entrar na cidade de Manbij, localizada no norte da Síria.


"Às Unidades de Proteção Popular curdas na Síria (YPG) não deveria ser permitido deixar que as forças do regime [do presidente sírio Bashar Assad] entrem em Manbij", disse Aksoy em uma entrevista coletiva na sexta-feira (18). Ele também destacou que "a retirada das tropas norte-americanas da Síria não deveria ajudar os terroristas das YPG e do Partido de União Democrática curdo (PYD)".

As declarações foram feitas depois que nesta quarta-feira (16) na cidade síria de Manbij ocorreu uma explosão em u…

'EUA querem transformar Raqqa no centro de uma Síria não controlada por Bashar Assad'

Financiando a reconstrução da cidade de Raqqa, os países da coalizão liderada pelos EUA perseguem o objetivo de transformá-la em "capital de outra Síria", não controlada pelo presidente da Síria Bashar Assad, afirmou o vice-presidente da Comissão de Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia, Franz Klintsevich.


Sputnik

Em 20 de outubro, as forças árabes e curdas das Forças Democráticas da Síria (FDS), apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos EUA, anunciaram a libertação completa de Raqqa do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia).


Um combatente norte-americano, que está lutando ao lado das Forças Democráticas da Síria, segura bandeira do seu país
Militar dos EUA junto a terroristas na Síria © REUTERS/ Rodi Said

"O envio urgente de milhões de dólares e euros a Raqqa é apenas mais um exemplo de que a coalizão liderada pelos EUA aplica padrões duplos na Síria, um exemplo da divisão em "amigos-inimigos", explicou o senador.

Ele disse que se trata de "tentativas separatistas de transformar Raqqa no centro de outra Síria, uma Síria não controlada por Bashar Assad", enquanto "restaurar a vida pacífica na cidade é apenas um pretexto".

Mais cedo hoje (22), o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, major-general Igor Konashenkov, disse que o Ministério da Defesa russo trata com suspeita a intenção urgente dos membros da coalizão liderada pelos EUA de alocar ajuda financeira a Raqqa em meio a repetidas recusas de entregar ajuda humanitária aos sírios afetados pela guerra civil.

A cidade de Raqqa esteve sob controle do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) desde 2013, a cidade era considerada a capital não oficial dos terroristas. Em 2016, a coalizão liderada pelos EUA anunciou o início da operação para libertar a cidade. Conforme o comunicado das FDS, a operação durou 134 dias.


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