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Analista: entrega de dados de Israel sobre abate de Il-20 significa muito para Rússia

O comandante da Força Aérea Israelense, Amikam Norkin, forneceu ao Ministério da Defesa da Rússia dados sobre o incidente com o avião russo Il-20 na Síria. Israel demonstra que não pretende perder a cooperação estabelecida com a Rússia, disse o analista político Stanislav Tarasov durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.
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Além destas informações sobre o abate da aeronave, Israel também avisou sobre "as tentativas do Irã de fortalecer sua posição na Síria e entregar armas estratégicas ao Hezbollah". Os militares observaram que é necessário continuar coordenando as ações na Síria, ressaltando a importância de respeitar os interesses dos dois países.

O avião russo Il-20 foi abatido sobre o mar Mediterrâneo no dia 17 de setembro, a 35 quilômetros da costa síria, por um míssil do sistema antiaéreo S-200 da Síria, resultando na morte de 15 militares.

Ao mesmo tempo, quatro caças F-16 atacaram instalações sírias em Latakia. De acordo com o Ministério da Defesa da…

Guerra de grande escala em Donbass se torna inevitável?

A aprovação em primeira leitura do projeto de lei sobre reintegração de Donbass na Ucrânia demonstra a disposição das autoridades ucranianas para levar o conflito no leste do país a "uma guerra real e grande", diz o jornalista russo Dmitry Lekukh em seu artigo para a Sputnik.


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O documento define a Rússia como "o país agressor", qualifica os territórios do leste da Ucrânia como "temporariamente ocupados" e dá ao presidente do país o direito de usar a força militar para "libertá-los".


Helicptero ucraniano perto da froneira de Donbass (arquivo)
Helicóptero ucraniano próximo a fronteira de Donbass © AFP 2017/ ANATOLII STEPANOV

O texto não menciona os atuais acordos de Minsk e descarta a responsabilidade por quaisquer violações de direitos humanos no leste do país.

"Dificilmente Kiev poderia 'mandar para longe' Berlim, Moscou e Paris com suas iniciativas de paz de forma mais descarada", diz o colunista, acrescentando que "as autoridades ucranianas se estão preparando para uma guerra real e grande."

Ao contrário de outras manifestações belicistas da Ucrânia — como as frequentes ameaças de "realizar um desfile de vitória em Sevastopol" — desta vez "devemos levá-lo muito a sério, já que Kiev vai desencadear uma guerra sem necessariamente querer ganhá-la", continua o jornalista.

A guerra como salvação

O principal motivo para o desejo de Kiev de se envolver em uma aventura militar é puramente econômico, de acordo com o autor: nos próximos dois anos, a Ucrânia terá que começar a pagar suas dívidas após o golpe de Estado de 2014 — cerca de US$ 17 bilhões (mais de R$ 53 bilhões) — e "os credores não são do tipo com quem você pode negociar facilmente ".

Entre eles, de acordo com Lekukh, está a fundação Franklin Templeton Investments Foundation, bem como muitas outras instituições financeiras de renome mundial.

"O montante exigido já excede as reservas financeiras do país, e não há fontes para arcar com isso: simplesmente não há geradores de renda, como indústria ou trânsito [de gás natural ou mercadorias], capazes de demonstrar a capacidade para efetuar pagamentos ", diz o autor.

A venda de bens ou da terra não serve para muito: os credores estão interessados em dinheiro. E a Ucrânia entende isso perfeitamente, diz o colunista.

A 'saída' sangrenta

A única justificação para escapar a suas obrigações seriam "circunstâncias de força maior" ou, neste caso, uma guerra em larga escala, sublinha Lekukh.

"A Rússia seria o melhor inimigo", mas "a Ucrânia nem sequer vai querer ganhar essa guerra: uma catástrofe prolongada permitirá que a dívida seja renegociada indefinidamente, enquanto uma rápida derrota causará a transição das dívidas [para o vencedor]", escreve o jornalista.

Nem a Rússia, nem a União Europeia querem essa guerra, diz o jornalista. Mas, com medidas semelhantes à lei recentemente aprovada, "os cleptocratas ucranianos e seus empregadores no establishment político dos EUA" certamente tentarão superar esse "problema", sublinha o analista.


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