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Análise: presidente ucraniano mata sua indústria ao introduzir novas sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto sobre as sanções contra a Rússia adotadas pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia. O especialista Eduard Popov falou com a Sputnik e indicou qual o principal objetivo perseguido pelo governo ucraniano com tal iniciativa.
Sputnik

Em 2 de maio, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia ampliou as medidas restritivas em relação a diversas pessoas físicas e jurídicas russas, bem como prolongou a vigência das sanções introduzidas anteriormente.

Segundo informou a assessoria de imprensa da entidade, as sanções são aplicadas a pessoas "relacionadas com a agressão no ciberespaço e no campo informacional" contra a Ucrânia, "ações criminosas" contra os cidadãos ucranianos detidos na Rússia, bem como aos deputados da Duma de Estado e do Conselho da Federação da Rússia.

O diretor do Centro de Cooperação Pública e Informativa "Europa", Eduardo Popov, disse ao serviço russo da Rádio Sp…

Hungria dá machadada em planos da Ucrânia e OTAN

Budapeste bloqueou a convocação da cúpula Ucrânia-NATO, que devia ser realizada em dezembro. A decisão da Hungria foi anunciada pelo ministro do Exterior, Peter Szijjarto.


Sputnik

"A Hungria não pode apoiar o desejo de integração [na organização] da Ucrânia, por isso, vetou a convocação de uma cúpula OTAN-Ucrânia em dezembro", disse o ministro.


Peter Szijjarto, ministo das Relações Exteriores da Hungria
Ministro do Exterior da Hungria Peter Szijjarto© AP Photo/ Ivan Sekretarev

Ele enfatizou que Budapeste é contra a lei ucraniana da educação que, de acordo com os húngaros, não respeita os direitos das minorias nacionais.

Szijjarto lembrou que, após a aprovação do projeto de lei da educação por parte do parlamento ucraniano, a Hungria prometeu usar todos os instrumentos diplomáticos ao seu alcance para que Kiev retirasse a lei que "suspende gravemente" os direitos das minorias nacionais. Segundo o ministro, a reforma da educação na Ucrânia é uma "facada nas costas".

Além disso, o ministro explicou que o parlamento ucraniano pretende aprovar projetos de lei sobre a língua e cidadania que podem "ameaçar a comunidade húngara da Transcarpátia".

Szijjarto ressaltou que é impossível contornar o veto húngaro por que para a convocação da cúpula OTAN-Ucrânia é necessário o apoio unânime de todos os países integrantes da organização.

O parlamento ucraniano aprovou a nova lei da educação em 5 de setembro, e o presidente Pyotr Poroshenko assinou o decreto em 25 do mesmo mês. O documento estabelece que as minorias nacionais podem aprender nas escolas na sua língua materna apenas até o quinto grau — entre os 11 e 12 anos de idade — e depois continuar a sua educação apenas em ucraniano.

Após a aprovação da lei, Szijjarto declarou que Budapeste exigiria uma revisão do Acordo de Associação entre a Ucrânia e a União Europeia. Também se recusou a se reunir com seu homólogo ucraniano, Pavel Klimkin, que queria discutir os detalhes da reforma educativa. O ministro do Exterior húngaro explicou que a lei deveria ter sido submetida a debate antes de sua aprovação.


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