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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Opinião: logo os EUA não terão mais compradores de armas na Síria

O general sírio Ali Al-Ali afirmou que os terroristas na Síria usam armas fornecidas pelos EUA a seus aliados. O especialista em ciências políticas Dmitry Evstafiev, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, opinou que estes dados são apenas o "topo do iceberg".


Sputnik

O chefe da direção-geral operacional do Exército sírio, Ali Al-Ali, afirmou em entrevista aos jornalistas que os terroristas que operam na Síria usam armas compradas no quadro do programa do Pentágono de assistência a seus aliados, tendo demonstrado armas apreendidas aos terroristas.


Armas (foto de arquivo)
© AP Photo/ Eric Gay

Al-Ali comunicou que o Exército sírio também tem informações de que os EUA fornecem armas aos grupos terroristas Daesh e Frente al-Nusra [os dois são proibidos na Rússia e em vários outros países], e não apenas aos grupos que combatem os terroristas.

De acordo com os dados do militar sírio, a maior parte das armas que os terroristas recebem é comprada pelas empresas norte-americanas Chemring e Orbital ATK no quadro do programa governamental do Pentágono de assistência a seus aliados. Al-Ali explicou que as armas são entregues no Oriente Médio por via marítima e atravessam a fronteira com a Síria em locais que as tropas governamentais não controlam.

Dmitry Evstafiev, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou estas informações.

"Neste caso estamos perante a coexistência de estratégia e de ações voluntaristas. Os EUA criaram um tal sistema na Síria do ponto de vista de assistência aos aliados da coalizão ocidental que faz com que as armas (inclusive modelos bem avançados) acabem por cair nas mãos de organizações terroristas. As entregas de armas aos aliados têm sido realizadas de um jeito meio caótico, de acordo com considerações políticas, principalmente visando derrubar o governo legítimo da Síria, por isso não se preocupam muito em saber quantas armas e a quem são fornecidas. Como consequência, estas armas acabaram por ir parar no mercado internacional, e eu acredito que a maior parte das armas entregues à oposição síria agora pode ser encontrada na África, na Ásia e na Europa", assinalou Dmitry Evstafiev.

Enquanto isso, segundo o especialista, há também provas de que o fornecimento de armas aos grupos terroristas por parte dos EUA foi realizado intencionalmente.

"Em minha opinião, essas informações que apareceram agora são apenas o topo do iceberg. À medida que as tropas sírias apoiadas pela nossa Força Aeroespacial avançam para o interior da Síria e eliminam os bastiões do Daesh, esses fatos [do uso de armas norte-americanas pelos terroristas] passam a ser revelados com mais frequência. Quanto às possíveis mudanças devido aos êxitos do Exército sírio e da Força Aeroespacial russa, eu acredito que os EUA não terão como vender as armas nos mesmos volumes que antes. É claro que as remessas particulares podem ter lugar, mas, em breve, não terão a quem fornecer remessas grandes", ressaltou o especialista.


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