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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Opinião: logo os EUA não terão mais compradores de armas na Síria

O general sírio Ali Al-Ali afirmou que os terroristas na Síria usam armas fornecidas pelos EUA a seus aliados. O especialista em ciências políticas Dmitry Evstafiev, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, opinou que estes dados são apenas o "topo do iceberg".


Sputnik

O chefe da direção-geral operacional do Exército sírio, Ali Al-Ali, afirmou em entrevista aos jornalistas que os terroristas que operam na Síria usam armas compradas no quadro do programa do Pentágono de assistência a seus aliados, tendo demonstrado armas apreendidas aos terroristas.


Armas (foto de arquivo)
© AP Photo/ Eric Gay

Al-Ali comunicou que o Exército sírio também tem informações de que os EUA fornecem armas aos grupos terroristas Daesh e Frente al-Nusra [os dois são proibidos na Rússia e em vários outros países], e não apenas aos grupos que combatem os terroristas.

De acordo com os dados do militar sírio, a maior parte das armas que os terroristas recebem é comprada pelas empresas norte-americanas Chemring e Orbital ATK no quadro do programa governamental do Pentágono de assistência a seus aliados. Al-Ali explicou que as armas são entregues no Oriente Médio por via marítima e atravessam a fronteira com a Síria em locais que as tropas governamentais não controlam.

Dmitry Evstafiev, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou estas informações.

"Neste caso estamos perante a coexistência de estratégia e de ações voluntaristas. Os EUA criaram um tal sistema na Síria do ponto de vista de assistência aos aliados da coalizão ocidental que faz com que as armas (inclusive modelos bem avançados) acabem por cair nas mãos de organizações terroristas. As entregas de armas aos aliados têm sido realizadas de um jeito meio caótico, de acordo com considerações políticas, principalmente visando derrubar o governo legítimo da Síria, por isso não se preocupam muito em saber quantas armas e a quem são fornecidas. Como consequência, estas armas acabaram por ir parar no mercado internacional, e eu acredito que a maior parte das armas entregues à oposição síria agora pode ser encontrada na África, na Ásia e na Europa", assinalou Dmitry Evstafiev.

Enquanto isso, segundo o especialista, há também provas de que o fornecimento de armas aos grupos terroristas por parte dos EUA foi realizado intencionalmente.

"Em minha opinião, essas informações que apareceram agora são apenas o topo do iceberg. À medida que as tropas sírias apoiadas pela nossa Força Aeroespacial avançam para o interior da Síria e eliminam os bastiões do Daesh, esses fatos [do uso de armas norte-americanas pelos terroristas] passam a ser revelados com mais frequência. Quanto às possíveis mudanças devido aos êxitos do Exército sírio e da Força Aeroespacial russa, eu acredito que os EUA não terão como vender as armas nos mesmos volumes que antes. É claro que as remessas particulares podem ter lugar, mas, em breve, não terão a quem fornecer remessas grandes", ressaltou o especialista.


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