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Militares norte-americanos acreditam que EUA entrarão em guerra

Quase metade do Exército dos EUA está confiante de que durante o ano de 2019 seu país estará envolvido em um grave conflito armado, de acordo com o Military Times.
Sputnik

Segundo uma pesquisa recente, 46% dos participantes não duvidam que o confronto militar ocorrerá no próximo ano.


A título de comparação, em 2017, apenas 5% dos militares dos EUA esperavam um conflito armado, enquanto 50% descartaram um cenário de guerra e 4% não responderam.

Quanto aos inimigos mais prováveis, os soldados dos EUA mencionaram principalmente a Rússia e a China. Respectivamente, 72% e 69% dos entrevistados escolheram esses dois países.

Além disso, cerca de 57% estão preocupados com a presença de extremistas islâmicos nos Estados Unidos. Em particular, 48% destacaram uma possível ameaça por parte dos grupos terroristas Daesh e Al Qaeda (proibidos na Rússia e em outros países).

OTAN é incapaz de enfrentar Rússia no Leste, diz relatório

Boletim interno põe em questão capacidade das tropas da Aliança Atlântica de responder "de forma rápida e sustentável" a uma eventual investida do Exército russo no Leste Europeu.


DefesaNet | Deutsch Welle

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) seria incapaz de repelir um eventual ataque russo a seus membros no Leste Europeu, questiona um documento interno da aliança ao qual a revista alemã Der Spiegel teve acesso e publica neste sábado (21/10).

Soldados alemães na Lituânia: parte dos esforços para reforçar flanco báltico

O documento põe em xeque a capacidade das forças da OTAN de "reagir rapidamente e, se necessário, de forma sustentável", em caso de uma investigada russa. E aponta como uma das causas uma estrutura de comando reduzida desde a queda do Muro de Berlim, em 1989.

"A habilidade da OTAN de apoiar logisticamente um reforço no fortemente expandido território na área de responsabilidade dos comandos europeus atrofiou desde o fim da Guerra Fria", diz o documento obtido pela revista.

O texto também aponta uma série deficiência logística no flanco leste. A porta-voz da OTAN Ana Lungescu se recusou a comentar diretamente a reportagem da revista alemã, mas disse que as forças da Aliança Atlântica "estão mais prontas e capazes de se mobilizar do que em décadas".

As relações da OTAN com a Rússia se deterioram desde a intervenção russa na Ucrânia. A Polônia e aliados escandinavos e bálticos com frequência reportam se sentirem ameaçados e instaram a aliança a aumentar sua presença no flanco leste ante uma possível agressão. A OTAN aumentou recentemente para 40 mil suas tropas da chamada Força de Resposta, uma unidade especial de reação rápida que pode ser mobilizada por ar, mar e terra a qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

Em 2014, após a crise na Crimeia, a OTAN resolveu criar uma força-tarefa de prontidão elevada, consistindo de quatro batalhões e no total 5 mil soldados, para reagir a uma eventual ameaça russa. Na época, ela foi criticada como insuficiente.

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