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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Por que Coreia do Norte deve recear a Força Aérea sul-coreana?

O segundo braço mais poderoso das Forças Armadas da Coreia do Sul após o exército é a sua aviação, afirma o analista dos EUA Kyle Mizokami no seu artigo para o The National Interest, citado pelo RT.


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De acordo com o analista do The National Interest, a Força Aérea sul-coreana é a mais poderosa da península de Coreia, com capacidades muito maiores do que as da aviação norte-coreana. De acordo com o Pentágono, Pyongyang conta com uma frota de mais de 1.300 aviões militares, mas estes são principalmente modelos soviéticos modernizados, informa o RT.


Caça sul-coreano T-50 durante um show aéreo, Coreia do Sul, 2008 (foto de arquivo)
Treinador sul-coreano A-50 © AFP 2017/ KIM JAE-HWAN

Durante a Guerra da Coreia (1950-1953) Seul praticamente não tinha aviação militar para conter Pyongyang. Mas as coisas se alteraram e, em caso de revanche, a Força Aérea da República da Coreia (ROKAF em inglês) vai lidar com as envelhecidas aeronaves norte-coreanas da época soviética, escreve o autor.

Após a guerra e graças ao rápido crescimento econômico, a Coreia do Sul conseguiu criar uma moderna frota de aviões militares. Atualmente a ROKAF conta com 61 caças F-15K e 169 F-16C, bem como com 158 aviões de combate F-5 e 71 bombardeiros F-4. Para além disso, o país está desenvolvendo os caças ligeiros T-50 e encomendou mais 40 caças estadunidenses de quinta geração F-35.

O F-15K é uma versão modernizada do F-15E, equipado com modernos sistemas de busca e aquisição de alvos, radares e equipamento de guerra eletrônica. Além de projéteis potentes, o caça pode utilizar mísseis de cruzeiro SLAM-ER e Taurus KEDP-350K. Este último conta com uma ogiva penetrante que pode atingir alvos fortificados. Graças ao seu alcance de 500 km, Seul pode atacar a maior parte do território norte-coreano sem entrar no espaço aéreo do país vizinho.

A frota de caças F-16C é capaz de realizar ataques de precisão e é dotada de mísseis táticos antirradar AGM-88 HARM, utilizados nas missões de supressão dos sistemas de defesa aérea.

Além das aeronaves de combate, a Força Aérea da Coreia do Sul encomendou 4 aviões de alerta precoce Boeing 737 AEW&C, equipados com um radar de varredura eletrônica capaz de detectar alvos aéreos a uma distância de até 320 km e marítimos de até 240 km.

A ROKAF também possui 8 aviões Hawker 800XP, que permitem monitorar instalações a uma distância de até 80 km, informa o autor. Além do mais, possui uma grande frota de helicópteros de transporte CH-47 Chinook, S-70 e S-92. O ponto fraco, de acordo com ele, é que a Coreia do Sul não tem aviões de reabastecimento em voo.

Seul está também desenvolvendo, junto com a Indonésia, o seu primeiro caça furtivo KFX de geração 4,5, para substituir os F-4 e F-5. O país planeja produzir mais de 120 caças deste tipo até 2025. Além do mais, Seul celebrou com Washington um contrato de fornecimento de 4 drones de vigilância aérea RQ-4 Global HAwk, que vão ser entregues no próximo ano.

Deste modo, confirma o autor, Seul está bem preparada para conter Pyongyang com a sua força aérea moderna e, teoricamente, não terá problemas em vencer na batalha com o seu rival norte-coreano.

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