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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Aviões de combate F-35 compartilham segredos nacionais com os EUA

Os responsáveis da defesa noruegueses estão preocupados com o fato de a sua nova frota de aviões militares F-35 estar equipada com sensores que enviam automaticamente informação crítica ao seu fabricante norte-americano Lockheed Martin.


Sputnik

A Noruega, um dos principais compradores dos aviões de combate norte-americanos F-35, está preocupada com a sua nova frota de aviões, criada para se tornar a espinha dorsal da defesa norueguesa, que envia automaticamente dados ao fabricante nos EUA.


Os três primeiros aviões F-35 encomendados pela Força Aérea da Noruega perto de Trondheim, Noruega, 3 de novembro de 2017
Os 3 primeiros F-35 da Noruega © REUTERS/ Ned Alley

A dispendiosa aeronave, que custou à Noruega bilhões de dólares, está equipada com tecnologia que melhora as capacidades da Noruega de vigilar grandes áreas em terra e no mar. Contudo, os aviões foram criados de tal forma que enviam automaticamente informação para os servidores dos seus fabricantes no Texas depois de cada voo, o que preocupa muito os responsáveis pela área da defesa. A informação, enviada via Sistema de Informação de Logística Autônoma (ALIS, na sigla em inglês) global, inclui dados operacionais, autodiagnóstico dos aviões, dados de manutenção e dados de treinamento.

"Devido a considerações nacionais, há necessidade de um filtro com o qual os países podem excluir dados sensíveis do fluxo informacional compartilhado pelo sistema com o fabricante Lockheed Martin", disse ao portal ABC Nyheter o consultor superior do Ministério da Defesa, Lars Gjemble.

Gjemble comparou o avanço desde o F-16, que está agora em uso na Noruega, até ao F-35 com a melhoria desde o velho celular Nokia 3210 até ao iPhone X, apontando que um maior leque de opções, caraterísticas e dados também requerem maior proteção.

"De algum modo, é semelhante ao desafio que representa o seu iPhone X compartilhando informação com os seus fabricantes", explicou Gjemble.

De acordo com ele, há uma necessidade urgente de proteção da programação do avião via Ficheiros de Dados de Missão (MDF, na sigla em inglês), que ele descreveu como a biblioteca de possíveis ameaças nas áreas onde os aviões F-35 devem operar. Os MDF contêm dados nacionais para otimizar os sensores da aeronave.

A Noruega decidiu adquirir 52 novos aviões F-35 no valor total de cerca de 10 bilhões de dólares (cerca de 33 bilhões de reais). Os custos associados com o projeto são estimados em $ 33 bilhões (107 bilhões de reais).

Antes, em novembro, a Noruega recebeu a primeira remessa de aviões F-35. Contudo, mais tarde decidiram que estes aviões caros serão guardados em barracas na base aérea de Orland até ao menos 2020, porque os hangares para os aviões de combate ainda não estão prontos.


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