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Erdogan: exército sírio parou de avançar para Afrin

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as tropas do governo sírio deixaram de avançar para a cidade de Afrin "após consultas", realizadas pelo líder turco nesta segunda-feira.
Sputnik

As tropas do governo sírio "foram realmente detidas ontem (segunda-feira)", afirmou Erdogan, segundo a agência de notícias Anadolu. Segundo o chefe de Estado, isso aconteceu "após consultas". No entanto, Erdogan não especificou à que consultas estaria se referindo.


Nesta segunda-feira, o líder turco discutiu a situação em Afrin durante conversa telefônica com seus homólogos russo e iraniano, Vladimir Putin e Hassan Rouhani.

Erdogan também afirmou que as milícias pró-governo que tentaram entrar em Afrin nesta terça-feira, e que foram repelidas pelas tropas turcas, o fizeram por iniciativa própria.

"A milícia síria decidiu entrar em Afrin por conta própria. Isso é inaceitável e não ficará sem resposta", alertou Erdogan.

Anteriormente, a imprensa infor…

Em Brasília, subsecretário-geral da ONU aponta desafios e respostas ao futuro das missões de paz

O subsecretário-geral da ONU para missões de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que essas operações das Nações Unidas têm quatro principais desafios a serem superados nos próximos anos, e apontou possíveis respostas a cada um deles.


ONU

As declarações foram feitas a um público de mais de 100 pessoas, entre militares e civis, reunido no auditório do Ministério da Defesa em Brasília na segunda-feira (27).


Em Brasília, subsecretário-geral da ONU destacou desafios e respostas ao futuro das missões de paz. Foto: Ministério da Defesa/Alexandre Manfrim
Em Brasília, subsecretário-geral da ONU destacou desafios e respostas ao futuro das missões de paz | Ministério da Defesa

Para Lacroix, os principais desafios que a ONU e seus Estados-membros devem enfrentar no âmbito das missões de paz envolvem a ênfase na dimensão política, novo foco para os mandatos, uma revisão estratégica e as parcerias dessas missões.

O subsecretário-geral, que fica no Brasil até terça-feira (28), quando tem compromissos no Rio de Janeiro, destacou que os resultados positivos das missões de paz dependem de uma comunidade internacional unida, e defendeu “apoio ao processo político”.

Lacroix enfatizou também a importância de foco nas missões prioritárias. “O tempo dos mandatos multidimensionais complexos ficou para trás”, afirmou.

A reconstrução das estruturas do Estado, lembrou Lacroix, está entre as prioridades das missões de paz, que só podem deixar um país quando essas estruturas estão garantidas. O sistema que engloba justiça, polícia e prisões faz parte da estrutura estatal que precisa estar reconstruída.

O subsecretário-geral salientou, porém, que esse processo é uma “responsabilidade coletiva”. Ainda na esfera da revisão estratégica das missões, Lacroix revelou a intenção de incluir, nesse projeto, pessoas externas às Nações Unidas para que tragam perspectiva diferente e promovam inovação.

No âmbito das parcerias, Lacroix lembrou a “dinâmica coletiva” das missões de paz e a importância de parcerias fora da própria ONU, como União Europeia e União Africana.

O subsecretário-geral também enfatizou a necessidade de mais eficiência e eficácia nas condução das missões, especialmente na capacidade de resposta rápida. Para isso, defendeu, é preciso conhecer melhor o ambiente onde se está atuando, inclusive para se antecipar aos problemas.

“Isso exige esforço de preparação, treinamento, capacidades especiais”, afirmou. Por fim, Lacroix recordou a política de tolerância zero com casos de abuso e exploração sexual por parte de integrantes das Forças de Paz.

Na sessão de perguntas e respostas, o subsecretário-geral reconheceu a importância de haver mais mulheres nas missões de paz. Para ele, a presença delas torna o trabalho mais eficaz. O efetivo feminino, segundo Lacroix, favorece mais confiança por parte da população, o que aumenta as chances de sucesso. Ele destacou ainda a necessidade de incluir as mulheres também nos processos de negociação e diálogo.

Em relação à população civil presente nos conflitos armados, Lacroix afirmou que “a proteção de civis não é só uma questão militar; tem de incluir componente civil, um processo de informação e comunicação com a comunidade local para a conhecer melhor e, assim, antecipar as ameaças, em vez de apenas reagir”.


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