Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Primeiro voo do Aero L-159T2

A Aero Vodochody realizou o primeiro voo do treinador a jato L-159T2 de dois lugares em 1º de agosto. O voo de 30 minutos foi conduzido pelos pilotos de testes da empresa Vladimír Kvarda e David Jahoda.
Poder Aéreo

A Força Aérea Tcheca encomendou três exemplares em 2016, que devem ser entregues até o final deste ano. As aeronaves L-159 são operadas pelas forças aéreas tcheca e iraquiana, pela empresa americana Draken International e, no passado, foram alugadas pela Força Aérea Húngara para treinamento de pilotos.

Estas novas aeronaves de assento duplo T2 têm uma fuselagem central e dianteira recém-construída e apresentam várias melhorias significativas, principalmente em equipamentos de cockpit e sistema de combustível, e são totalmente compatíveis com o NVG. Cada cockpit é equipado com duas telas multifuncionais e um assento de ejeção VS-20 atualizado. A aeronave também pode oferecer uma capacidade de reabastecimento sob pressão. O radar GRIFO, já em uso na versão de um único assento, a…

Em Brasília, subsecretário-geral da ONU aponta desafios e respostas ao futuro das missões de paz

O subsecretário-geral da ONU para missões de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que essas operações das Nações Unidas têm quatro principais desafios a serem superados nos próximos anos, e apontou possíveis respostas a cada um deles.


ONU

As declarações foram feitas a um público de mais de 100 pessoas, entre militares e civis, reunido no auditório do Ministério da Defesa em Brasília na segunda-feira (27).


Em Brasília, subsecretário-geral da ONU destacou desafios e respostas ao futuro das missões de paz. Foto: Ministério da Defesa/Alexandre Manfrim
Em Brasília, subsecretário-geral da ONU destacou desafios e respostas ao futuro das missões de paz | Ministério da Defesa

Para Lacroix, os principais desafios que a ONU e seus Estados-membros devem enfrentar no âmbito das missões de paz envolvem a ênfase na dimensão política, novo foco para os mandatos, uma revisão estratégica e as parcerias dessas missões.

O subsecretário-geral, que fica no Brasil até terça-feira (28), quando tem compromissos no Rio de Janeiro, destacou que os resultados positivos das missões de paz dependem de uma comunidade internacional unida, e defendeu “apoio ao processo político”.

Lacroix enfatizou também a importância de foco nas missões prioritárias. “O tempo dos mandatos multidimensionais complexos ficou para trás”, afirmou.

A reconstrução das estruturas do Estado, lembrou Lacroix, está entre as prioridades das missões de paz, que só podem deixar um país quando essas estruturas estão garantidas. O sistema que engloba justiça, polícia e prisões faz parte da estrutura estatal que precisa estar reconstruída.

O subsecretário-geral salientou, porém, que esse processo é uma “responsabilidade coletiva”. Ainda na esfera da revisão estratégica das missões, Lacroix revelou a intenção de incluir, nesse projeto, pessoas externas às Nações Unidas para que tragam perspectiva diferente e promovam inovação.

No âmbito das parcerias, Lacroix lembrou a “dinâmica coletiva” das missões de paz e a importância de parcerias fora da própria ONU, como União Europeia e União Africana.

O subsecretário-geral também enfatizou a necessidade de mais eficiência e eficácia nas condução das missões, especialmente na capacidade de resposta rápida. Para isso, defendeu, é preciso conhecer melhor o ambiente onde se está atuando, inclusive para se antecipar aos problemas.

“Isso exige esforço de preparação, treinamento, capacidades especiais”, afirmou. Por fim, Lacroix recordou a política de tolerância zero com casos de abuso e exploração sexual por parte de integrantes das Forças de Paz.

Na sessão de perguntas e respostas, o subsecretário-geral reconheceu a importância de haver mais mulheres nas missões de paz. Para ele, a presença delas torna o trabalho mais eficaz. O efetivo feminino, segundo Lacroix, favorece mais confiança por parte da população, o que aumenta as chances de sucesso. Ele destacou ainda a necessidade de incluir as mulheres também nos processos de negociação e diálogo.

Em relação à população civil presente nos conflitos armados, Lacroix afirmou que “a proteção de civis não é só uma questão militar; tem de incluir componente civil, um processo de informação e comunicação com a comunidade local para a conhecer melhor e, assim, antecipar as ameaças, em vez de apenas reagir”.


Postar um comentário

Postagens mais visitadas