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Mais 2 palestinos morrem após ataque israelense na Faixa de Gaza

Total de mortos chega a 4 após Israel atacar a Faixa de Gaza e atingir militantes do Hamas; confrontos começaram após Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital israelense.
Por G1

Mais dois palestinos morreram neste sábado (9) em um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza contra alvos do movimento palestino Hamas. A Defesa de Israel disse que o bombardeio foi uma resposta a um foguete lançado pelo Hamas na sexta-feira. Os confrontos começaram após o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como a capital israelense nesta semana.

"Na manhã de sábado, equipes de resgate encontraram os corpos de dois palestinos que morreram em ataques aéreos israelenses na noite passada no norte da Faixa de Gaza", disse o porta-voz Ashraf Al Qedra.

Com essas duas mortes, subiu para quatro o número de palestinos mortos desde a última sexta-feira (8). Já são mais de 300 feridos desde que o grupo islâmico voltou a atacar Israel, após a decisão do governo americano, tomada na…

Em Brasília, subsecretário-geral da ONU aponta desafios e respostas ao futuro das missões de paz

O subsecretário-geral da ONU para missões de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que essas operações das Nações Unidas têm quatro principais desafios a serem superados nos próximos anos, e apontou possíveis respostas a cada um deles.


ONU

As declarações foram feitas a um público de mais de 100 pessoas, entre militares e civis, reunido no auditório do Ministério da Defesa em Brasília na segunda-feira (27).


Em Brasília, subsecretário-geral da ONU destacou desafios e respostas ao futuro das missões de paz. Foto: Ministério da Defesa/Alexandre Manfrim
Em Brasília, subsecretário-geral da ONU destacou desafios e respostas ao futuro das missões de paz | Ministério da Defesa

Para Lacroix, os principais desafios que a ONU e seus Estados-membros devem enfrentar no âmbito das missões de paz envolvem a ênfase na dimensão política, novo foco para os mandatos, uma revisão estratégica e as parcerias dessas missões.

O subsecretário-geral, que fica no Brasil até terça-feira (28), quando tem compromissos no Rio de Janeiro, destacou que os resultados positivos das missões de paz dependem de uma comunidade internacional unida, e defendeu “apoio ao processo político”.

Lacroix enfatizou também a importância de foco nas missões prioritárias. “O tempo dos mandatos multidimensionais complexos ficou para trás”, afirmou.

A reconstrução das estruturas do Estado, lembrou Lacroix, está entre as prioridades das missões de paz, que só podem deixar um país quando essas estruturas estão garantidas. O sistema que engloba justiça, polícia e prisões faz parte da estrutura estatal que precisa estar reconstruída.

O subsecretário-geral salientou, porém, que esse processo é uma “responsabilidade coletiva”. Ainda na esfera da revisão estratégica das missões, Lacroix revelou a intenção de incluir, nesse projeto, pessoas externas às Nações Unidas para que tragam perspectiva diferente e promovam inovação.

No âmbito das parcerias, Lacroix lembrou a “dinâmica coletiva” das missões de paz e a importância de parcerias fora da própria ONU, como União Europeia e União Africana.

O subsecretário-geral também enfatizou a necessidade de mais eficiência e eficácia nas condução das missões, especialmente na capacidade de resposta rápida. Para isso, defendeu, é preciso conhecer melhor o ambiente onde se está atuando, inclusive para se antecipar aos problemas.

“Isso exige esforço de preparação, treinamento, capacidades especiais”, afirmou. Por fim, Lacroix recordou a política de tolerância zero com casos de abuso e exploração sexual por parte de integrantes das Forças de Paz.

Na sessão de perguntas e respostas, o subsecretário-geral reconheceu a importância de haver mais mulheres nas missões de paz. Para ele, a presença delas torna o trabalho mais eficaz. O efetivo feminino, segundo Lacroix, favorece mais confiança por parte da população, o que aumenta as chances de sucesso. Ele destacou ainda a necessidade de incluir as mulheres também nos processos de negociação e diálogo.

Em relação à população civil presente nos conflitos armados, Lacroix afirmou que “a proteção de civis não é só uma questão militar; tem de incluir componente civil, um processo de informação e comunicação com a comunidade local para a conhecer melhor e, assim, antecipar as ameaças, em vez de apenas reagir”.


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