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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Esmagar com blindagem: que arma a Rússia possui mais que os outros países

Armadas blindadas de tanques, atacando com poderoso apoio de artilharia, sempre representaram um dos lados mais fortes das tropas terrestres soviéticas e russas.


Sputnik

Levando em conta o território da Rússia, a extensão de suas fronteiras e seus vizinhos nem sempre amistosos, estes "punhos de aço" desempenham um papel decisivo para repelir qualquer ameaça militar externa. Hoje em dia, na época dos drones, aviões furtivos, satélites e armas de alta precisão, a Rússia continua desenvolvendo suas tropas terrestres que, segundo parece a muitos, "estão fora de moda". 


Nesta quinta-feira (8), o vice-ministro da Defesa russo, Dmitry Bulgakov, afirmou que de 2012 a 2017 as forças armadas receberam mais de 25 mil unidades de tanques e outros veículos. Ele frisou que, no momento, a Rússia ocupa o primeiro lugar em termos de quantidade de tanques, veículos de combate de infantaria e lançadores múltiplos de foguetes.

Tanque T-90 russo
Tanque russo T-90 © Sputnik/ Ramil Sitdikov

Neste artigo, a Sputnik explica até que ponto os outros países ficaram para trás da Rússia no que se refere a tropas terrestres.

O punho blindado


De acordo com o último relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) The Military Balance 2017, ao serviço das tropas russas há 2.700 tanques de combate principais: 1.100 T-72B/BA, 800 T-72B3, 450 T-80BV/U e 350 dos mais modernos T-90/T-90A. Além disso, as tropas contam com várias dezenas de veículos experimentais e de pré-produção T-90AM e T-14.

No que se trata de tanques de guerra, a Rússia supera os EUA. O exército norte-americano conta com 2.380 tanques de combate principais da classe Abrams: 775 unidades de M1A1, que gradualmente têm sido retirados, e 1.605 dos modernos M1A2 em sua modificação SEPv2. Os aliados mais fortes dos EUA, que são Alemanha, Reino Unido e França, contam no total com 733 tanques (Leopard 2A6/2A7, Challenger 2 e Leclerc, respetivamente). De vez em quando, nos governos destes países ocorrem debates sobre a necessidade de reforçar as tropas terrestres com novo material blindado, mas por enquanto tudo acaba no estágio das conversas.

Contudo, a China é capaz de posicionar no campo de batalha até 6.740 tanques. Porém, metade desses veículos foi construída ainda na época de Mao Tsé-Tung. Trata-se de 3.350 Type 59/59-II, Type-59D, Type-79 e Type-88A/B, criados na base dos tanques médios soviéticos T-55. De fato, eles só podem competir com os "veteranos" da segunda geração de tanques. Mas as divisões de tanques chinesas também contam com veículos bastante modernos: 1.000 Type-96, 1.500 Type-96A, 40 Type-98A, 600 Type-99 e 250 Type-99A. Por suas características, o último é comparável com as novas modificações do T-72 russo.

A Índia também é considerada um país que possui um impressionante conjunto de tanques. Ela tem à sua disposição 3.024 tanques de combate principais: 124 veículos Arjun de produção "doméstica", 1.950 T-72M1 e 950 T-90S.

Apesar de tudo isso, a Rússia continua sendo o líder no que se refere à quantidade total de tanques. Nos armazéns do Ministério da Defesa há 17,5 mil destes veículos blindados: 2.800 Т-55, 2.500 Т-62, 2.000 Т-64А/V, 7.000 Т-72/Т-72А/B, 3.000 Т-80B/BV/U e 200 Т-90. Muitos deles até participaram dos eventos da Primavera de Praga (1968), Guerra do Afeganistão (1979-1989) e Primeira Guerra da Chechênia (1994-1996). No caso de mobilização geral, não será difícil para o Ministério da Defesa completar estes veículos com tripulações.

"O fato de há tempo não haver grandes batalhas de tanques não significa que este tipo de operações militares tenha ficado obsoleto. Da última vez, as armadas blindadas lutaram durante a Guerra Irã-Iraque dos anos 1980. […] Os conflitos militares da atualidade podem ser divididos em duas categorias: luta contra formações ilegais militares, terroristas, guerrilheiros ou entre governos com níveis de avanço tecnológico diferentes. Já faz tempo que não há batalhas em quais os dois lados sejam equivalentes. Mas, caso aconteça uma agressão em grande escala contra a Rússia por parte de algum país que a considere realizável, as batalhas de tanques maciças irão ocorrer obrigatoriamente. É por isso mesmo que realizamos manobras […] Devemos estar preparados para qualquer evolução da situação", contou à Sputnik o especialista militar Viktor Murakhovsky.

Suporte da infantaria

A infantaria russa merece seu título de uma das mais motorizadas no mundo. De acordo com o relatório The Military Balance 2017, a infantaria mecanizada russa conta com 4.900 veículos de combate: 500 BMP-1, 3.000 BMP-2, 500 BMP-3, bem como 700 veículos blindados de transporte de pessoal com potencial de tiro reforçado: BTR-80А e BTR-82А/АМ. Além disso, nos armazéns ainda há 8.500 BMP-1 e 2. É claro que muitos desses veículos já não são novos, contudo, outros países também dificilmente podem se gabar de ter um parque completamente moderno de tal tipo de material bélico.

Por exemplo, ao serviço do exército norte-americano estão 2.834 veículos de combate de infantaria com base na plataforma de lagartas Bradley, elaborada ainda no início dos anos 80 do século passado: 2.500 M2A2/A3, bem como 334 veículos militares elaborados na base deles. Contudo, há uma vantagem indiscutível no jeito norte-americano de formar seu parque de material blindado que é o número limitado de suas denominações, o que por sua vez facilita o trabalho do Ministério da Defesa, pois é mais fácil produzir e manter um tipo de tanques ou veículos, do que vários. Porém, esta concentração em um modelo fez uma má partida aos engenheiros norte-americanos. Reforçando e reequipando o tanque, estes fizeram com que o veículo blindado chegasse a pesar 34 toneladas. O BMP-3 russo com proteção dinâmica e painéis blindados adicionais pesa somente cerca de 20 toneladas.

O parque de veículos blindados de infantaria obsoleto permanece um grande problema para a Índia e China. Os indianos contam com 700 BMP-1 soviéticos e 1.800 veículos Sarath (cópia licenciada do BMP-2). Quanto à China, o país dispõe 3.800 veículos de combate de infantaria: 1.250 Type-86/86A (cópia do BMP-1), 1.150 veículos de transporte blindados Type-92/92B, 900 Type-97/97A modernos, bem como 500 ZBL-09 de rodas que dificilmente podem ser qualificados como VCI. O Reino Unido, França e a Alemanha, entre os três podem apresentar cerca de 1.800 Warrior, VBCI e Marder, respetivamente. Só o modelo francês de rodas, o VBCI adotado ao serviço em 2008 pode ser considerado moderno.

Tempestade de fogo


As Tropas de Mísseis e Artilharia russas contam com mais de 850 lançadores múltiplos de foguetes: 550 lançadores de 122 milímetros BM-21 Grad e Tornado-G, 200 Uragan de 220 milímetros e 100 Smerch de 300 milímetros. Mas esta é apenas uma parte de todos os sistemas deste tipo nessas tropas. Ainda há mesmo uma centena de "katyusha", os legendários lançadores múltiplos de foguetes desenvolvidos e utilizados pelo Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial. Agora eles são usados para treinamentos.

Lançador múltiplo de foguetes russo BM-21 Grad
Lançador múltiplo de foguetes russo BM-21 Grad © SPUTNIK/ IGOR RUSSAK

O exército norte-americano possui 600 unidades deste tipo de arma, incluindo 225 M270A1 MLRS e 375 de seus "irmãos" mais compactos – os HIMARS de rodas. A China também conta com um arsenal impressionante: possui mais de 1.870 unidades, na maioria são Type-81 e Type-90 de 122 milímetros, mas também há 175 unidades de PHL-03 modernos de 300 milímetros. Mas, em geral, em termos de lançadores múltiplos de foguetes e suas modificações já produzidas, a China supera todo o mundo. Vale recordar que a pólvora e os primeiros foguetes foram inventados precisamente neste país.

Por sua vez, a Índia não escolheu apostar na artilharia reativa para os conflitos do futuro. O país conta com 192 lançadores múltiplos de foguetes, de quais 150 são produzidos por licença do Grad, 14 sistemas são da classe Pinaka de 214 milímetros (que atualmente estão passando por modernização) e 28 são lançadores Smerch russos. A maior parte dos países europeus tem a mesma atitude, possuindo em seus arsenais alguma artilharia reativa somente só para a ter. No total, a França, Alemanha e Reino Unido são capazes de posicionar no campo de batalha apenas 86 sistemas M270 MLRS norte-americanos.


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