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Militares norte-americanos acreditam que EUA entrarão em guerra

Quase metade do Exército dos EUA está confiante de que durante o ano de 2019 seu país estará envolvido em um grave conflito armado, de acordo com o Military Times.
Sputnik

Segundo uma pesquisa recente, 46% dos participantes não duvidam que o confronto militar ocorrerá no próximo ano.


A título de comparação, em 2017, apenas 5% dos militares dos EUA esperavam um conflito armado, enquanto 50% descartaram um cenário de guerra e 4% não responderam.

Quanto aos inimigos mais prováveis, os soldados dos EUA mencionaram principalmente a Rússia e a China. Respectivamente, 72% e 69% dos entrevistados escolheram esses dois países.

Além disso, cerca de 57% estão preocupados com a presença de extremistas islâmicos nos Estados Unidos. Em particular, 48% destacaram uma possível ameaça por parte dos grupos terroristas Daesh e Al Qaeda (proibidos na Rússia e em outros países).

Hitler na Colômbia?: 'Nazistas podiam se deslocar impunemente pela América Latina'

Um documento desclassificado da CIA aponta para a presença de Hitler na Colômbia em 1954. A Sputnik Mundo falou com Abel Basti, autor de vários livros sobre a presença do ditador alemão na América do Sul, para saber se estas informações merecem ser tomadas a sério.


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De acordo com uma fotografia obtida por um informante da CIA, em 1954, o chanceler do Terceiro Reich estava em Tunja, Colômbia. Em um relatório secreto, a CIA admite que eles não estão em condições de dar "uma avaliação inteligente" da informação, mas acham que pode ser "de interesse".


Adolf Hitler
Adolf Hitler © Sputnik/

A partir de Maracaibo (Venezuela), o agente Cimelody-3 foi contatado por um amigo próximo, antigo soldado nazista, que comentou sobre a presença de Adolf Hitler na Colômbia.

"O amigo de Cimelody-3 informou que em finais de setembro de 1955 Phillip Citroen, um antigo soldado das SS, lhe disse confidencialmente que Adolf Hitler ainda estava vivo. Citroen afirmou que contatava a Hitler uma vez por mês na Colômbia, em suas viagens a partir de Maracaibo ao país como empregado da companhia de navegação holandesa KNSM", indica o relatório.

Foto anexada aos arquivos da CIA sobre a suposta presença de Hitler na América do Sul
Foto anexada aos arquivos da CIA sobre a suposta presença de Hitler na América do Sul © FOTO: REPRODUÇÃO / CIA.GOV

Citroen tirou uma foto com ele fazia pouco tempo, embora o suposto Hitler teria deixado a Colômbia em 1955. O amigo de Cimelody-3 roubou secretamente a imagem de Citroen e a mostrou ao informante para lhe pedir uma opinião sobre a sua veracidade. Ele a levou para a estação de inteligência da CIA, onde fizeram uma cópia junto com os dados que constavam atrás: "Adolf Schrittelmayor, Tunja, Colômbia, 1954." Foi devolvida ao dono no dia seguinte.

Abel Basti, autor de "Seguindo os passos de Hitler", que se tem dedicado a documentar a suposta presença do líder nazista na Argentina e outros países da América do Sul, disse à Sputnik, que havia incluído em suas obras a foto de Citroen. "O que é novo é que o governo dos EUA espalhou esses documentos na rede", disse o pesquisador. Acrescentou que a viagem, de acordo com seus dados, se estendeu de 1954 a 1955, segundo consta nesse e em outros documentos, o que coincide com testemunhos sobre o seu regresso a Bariloche (Argentina), em 1955.

"É uma viagem que ele empreende desde a Argentina, passando previamente por Peru, antes de chegar à Colômbia. Estamos em 1954. Se alguém pegar o mapa político da época, vai ver que há governos militares na Argentina, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. E os países que não têm governos militares, em pouco tempo os vão ter, assim, nesses anos, a direita política internacional instituiu regimes conexos à ideologia nazista e os nazistas podiam se deslocar com certa impunidade", disse o jornalista.

Usando várias identidades, com vários passaportes falsos e documentos apócrifos, os oficiais do Terceiro Reich se deslocavam à vontade. Neste caso, Hitler usava o pseudônimo de Adolf Schrittelmayor, observou o jornalista.

Trecho do relatório da CIA sobre a possível presença de Hitler na América do Sul
Trecho do relatório da CIA sobre a possível presença de Hitler na América do Sul © FOTO: REPRODUÇÃO / CIA.GOV

Tunja, a capital do departamento colombiano de Boyacá, "era o centro intelectual dos nazistas na Colômbia". Por exemplo, Julius Sieber, reitor e fundador da Universidade Pedagógica de Colômbia, tinha feito parte do Terceiro Reich e "era um intelectual muito poderoso, amigo de Hitler". Na guerra, esteve dois anos como prisioneiro em um campo aliado.

"Em Tunja, o primeiro ato de Sieber, quando foi nomeado reitor, foi instaurar a águia que usavam os nazistas no escudo da universidade e convocar a partir da Alemanha professores de sua própria ideologia", disse Basti.

Sieber, além disso, era dono da Pensão San José, em Bogotá, a 160 quilômetros de Tunja. Nesse estabelecimento "se faziam as reuniões dos nazistas" da capital colombiana. Mas Tunja, com seus lugares de difícil acesso, era um refúgio ideal para aqueles "que tinham alguma razão para ficarem isolados.

Basti está preparando "Hitler na Colômbia", um livro que investiga em profundidade a presença dele neste país. O jornalista ressaltou em diálogo com Sputnik Mundo, que o presidente da Academia Boyacense de História, Javier Ocampo López, doutorado no México e com mais de 100 livros publicados, apoia as possibilidades que introduz essa foto.

"Lembro que, em 1957, quando vim estudar para Tunja […] se falava que Hitler esteve aqui com Sieber, seu amigo", disse o historiador colombiano em entrevista à rádio Caracol. Além disso, disse que "não há dúvida" sobre a verossimilhança da foto revelada.

Trecho do relatório da CIA sobre a possível presença de Hitler na América do Sul
Trecho do relatório da CIA sobre a possível presença de Hitler na América do Sul © FOTO: REPRODUÇÃO / CIA.GOV

Consultado sobre por que Hitler não teve a mesma sorte que Adolf Eichmann — ideólogo do assassinato de milhões de judeus em campos de extermínio, refugiado na Argentina com uma identidade falsa, sequestrado por agentes israelenses em 1960, julgado e executado, Basti considerou que "havia pactos e cumplicidades" com "vertentes não só políticas mas também financeiras".

"Estamos conhecendo apenas a parte mais superficial da história, que é a que interessa aos setores de poder internacional. Na verdade, a fuga de Hitler é conhecida por todos os serviços secretos do mundo. Assim o demonstram os arquivos desclassificados. O que não nos foram mostrados são os pactos e a trama de cumplicidades entre esses setores", opinou Basti.

Segundo o pesquisador, os serviços secretos alemães, "que trabalhavam em conjunto com os israelenses", sabiam não apenas o local de destino, mas também a identidade falsa que tinha adotado Eichmann, "mas não houve decisão política de pegá-lo até os anos 60".


Basti também foi perguntada sua opinião sobre a versão que afirma que o ditador se suicidou em seu bunker em Berlim, perante a iminente chegada do Exército Vermelho.

"Se seguir rigorosamente a história oficial, a Alemanha do pós-guerra não declarou o Hitler como morto. Não tendo cadáver ou elementos de prova, o status de Hitler, pelo menos dez anos depois de ter escapado, foi de uma pessoa viva. A declaração de morte foi feita em 1955", respondeu.

"Temos pacotes de documentação desclassificada do FBI e da CIA que comprovam a presença de Hitler na América do Sul. Por exemplo, em 1952, o presidente dos EUA na época, Eisenhower, diz que não há nenhum elemento de prova de que Hitler tenha morrido no bunker de Berlim", concluiu o jornalista.

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