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Águas 'quentes' da Síria: fragata russa persegue submarino nuclear dos EUA

Durante sua última missão no mar Mediterrâneo em abril passado, a fragata Admiral Essen da Marinha russa conseguiu detectar e perseguir um submarino nuclear dos EUA perto da costa síria. Essa informação foi só agora tornada pública.
Sputnik

A fragata Admiral Essen, pertencente à Frota do Mar Negro, perseguiu o submarino estadunidense da classe Ohio durante mais de duas horas, comunica o jornal russo Izvestiya, citando o Estado-Maior da Marinha russa.

A tripulação do navio russo registrou os parâmetros principais do submarino para, em seguida, os adicionar ao retrato acústico do submersível.

A fragata havia partido para o mar Mediterrâneo em março e regressou à base de Sevastopol no fim de junho. Encontrava-se na zona costeira síria quando os EUA, o Reino Unido e a França atacaram a Síria com mísseis.

Além disso, no decurso da missão, a sua tripulação realizou uma série de manobras táticas. Em particular, treinou ataques contra alvos marítimos e aéreos, combate em grupo e isolado, bem como…

'Império subterrâneo' norte-coreano pode causar grandes problemas para os EUA

As fortificações e instalações militares subterrâneas de Pyongyang possuem o potencial para intensificar a capacidade do exército norte-coreano de lançar um ataque surpresa e também prolongar a guerra, informa o The National Interest.


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De acordo com a publicação, a Coreia do Norte construiu uma rede extensa de instalações subterrâneas para garantir a vantagem em caso de uma guerra. 


A entrada de um túnel de invasão sob a zona desmilitarizada entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, vista da parte sul, em 27 de setembro de 2006
Entrada de túnel de invasão sob a zona desmilitarizada entre as Coreias © AFP 2017/ ERIC WISHART

De acordo com Kyle Mizokami um dos primeiros exemplos da construção subterrânea norte-coreana foi a descoberta de vários túneis da Coreia do Norte para a Coreia do Sul na zona desmilitarizada. O primeiro túnel foi construído em 1974 e foi suficientemente grande, garantindo um deslocamento de até 2 mil soldados por hora. Um túnel ainda maior foi descoberto em 1978 também perto da zona desmilitarizada.

Desde então, foram detectados pelo menos mais 4 túneis subterrâneos com eletricidade, sistema de geração de ar e várias vias ferroviárias.

É difícil estimar quantos túneis possui a Coreia do Norte, indica Mizokami no seu artigo no The National Interest. De acordo com um relatório, Kim Il-sung ordenou que cada 10 divisões deslocadas na linha de frente, fossem cavados 2 túneis. Se completo, isso significaria que mais de uma dezena de túneis ainda não foram descobertos.

De acordo com o general aposentado sul-coreano Han Sung-chu, existem pelo menos 84 túneis, com vários destes, que podem chegar até os subúrbios de Seul. Mas o governo sul-coreano não acredita na informação, afirmando que não há provas disso. O último túnel foi encontrado em 1990, e o governo sul-coreano acredita que o perigo inicial de túneis já passou, indica o autor.

Estima-se que a Força Aérea da Coreia do Norte possua três bases subterrâneas. As instalações militares subterrâneas – é uma série de bunkers perto da zona desmilitarizada. De acordo com um delator norte-coreano, desde 2004 o país construiu mais de 800 bunkers. Segundo o jornal militar sul-coreano, os EUA acreditam que o país possui de 600 a 800 abrigos em todo o país.

Além disso, o autor indica que de acordo com as estimações, a Coreia do Norte possa ter 200 cavernas com artilharia perto da zona desmilitarizada que será utilizada em caso de uma invasão da Coreia do Sul.

De acordo com o relatório do Instituto Nautilus, a Coreia do Norte possui "zonas de radar onde pode ser erguido periscópio como de submarinos; bases de barcos de patrulha de submarinos e mísseis em túneis montanhosos; bases subterrâneas onde se deslocam os veículos blindados ou bunkers para a população".

Como é que os EUA devem lidar com as instalações subterrâneas? Primeiro, de acordo com Kyle Mizokami, é preciso localizar as instalações bem escondidas, principalmente através da intercepção das transmissões por rádio pelos serviços de inteligência.

Após encontrar a localização, existem três cenários como lidar com o império subterrâneo norte-coreano, afirma ele. A primeira opção é bombardeá-lo. Mas os bombardeamentos podem causar desmoronamentos que vão dificultar a entrada das próprias tropas dos EUA e da Coreia do Sul. Mais uma opção é deslocar as tropas perto dos túneis e simplesmente matar algumas pessoas ao saírem do túnel. Segundo o autor, a opção mais efetiva e ao mesmo tempo mais perigosa seria invadir os túneis.


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