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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Líbano está à beira de uma guerra civil?

Primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, anunciou sua demissão do cargo durante a visita à Arábia Saudita. Logo depois deste anúncio, autoridades do Bahrein aconselharam aos seus cidadãos para deixarem o território do Líbano para evitar o perigo à sua segurança.


Sputnik

Este é apenas um exemplo da tensão em crescimento em torno do Líbano. Por que, de repente, este país virou um assunto sério no Oriente Médio? Que futuro espera os libaneses e outros habitantes da região. Este tema preocupa muitas pessoas. A Sputnik Árabe falou com vários especialistas para esclarecer o assunto.


Militantes do grupo xiita libanês Hezbollah
Militantes do Hezbollah © AP Photo/ Mohammed Zaatari

Sarkis Abu Zeid, cientista político libanês, declarou que o Líbano é um campo de batalha entre Arábia Saudita e Irã. Ele lembrou que, na véspera da sua demissão, Saad Hariri recebeu uma delegação iraniana e logo depois partiu para Riad. Para o cientista, é muito provável que a mensagem transmitida pela delegação do Irã não tenha satisfeito os sauditas.

"Entre Arábia Saudita, Irã e Hezbollah está decorrendo uma guerra evidente, na qual Hariri tomou completamente o lado da Arábia Saudita. Até o anúncio da sua demissão veio de Riad, o que é por si só uma mensagem para todos no Líbano", diz.

Zeid destacou que o Líbano está vivendo um momento crítico e perigoso, que é agravado pela situação difícil, tanto na região quanto no próprio país, que precisa de um presidente decidido e de um exército que esteja de prevenção, pois há forças radicais que podem tirar partido da situação.

"A demissão de Hariri coloca sob ameaça a estabilidade de todo o Líbano. O país está entrando em um período bem perigoso em que pode começar uma guerra civil, uma guerra que ninguém quer", resumiu.

Outro especialista em assuntos políticos libanês, Nidal as Sabaa, disse que se trata de uma demissão muito discutível, porque o anúncio foi feito via canal Al-Arabiya, estando o próprio primeiro-ministro ausente do Líbano. Por isso surgem questões se essa demissão poderá ser considerada legal.

O presidente do Líbano, Michel Aoun, no entanto, não aceitou a demissão do premiê e espera seu regresso para que o processo seja realizado de acordo com o procedimento oficial, apontou Nidal as Sabaa.

Esta estranha demissão até gerou suposições nas redes sociais de que o primeiro-ministro está retido na Arábia Saudita contra sua vontade. Vários usuários das redes sociais exigem "libertar Hariri da prisão saudita".

Tal teoria, segundo o ex-vice-presidente do parlamento libanês, Ili al-Farzali, apenas pode ser tomada a sério se Hariri não regressar ao Líbano para cumprir o procedimento oficial.


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