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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Mundo pode logo evidenciar abertura do 'Schengen para tanques da OTAN'

O que se esconde por trás da Cooperação Estruturada Permanente (PESCO, na sigla em inglês) da União Europeia no que se trata de Defesa e Segurança?


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Mais de 20 países da UE anunciaram na segunda-feira (13 de novembro) estar dispostos a participar da PESCO, dado que o tratado sobre a criação da coalizão foi celebrado por todos os países da União Europeia, exceto Reino Unido, Dinamarca, Malta, Portugal, Áustria e Irlanda. Mesmo assim, os que não se uniram ainda à coalizão podem fazê-lo até meados de dezembro.


Tanques M1Abrams da OTAN (foto de arquivo)
Tanques M1 Abrams da OTAN © Sputnik/ Sergei Melkovonov

Do ponto de vista jurídico, o projeto se baseia no artigo 42 do Tratado de Lisboa de 2007 que permite que os Estados-membros estabeleçam estruturas de defesa dentro da UE.

A cooperação envolverá 60 projetos, 47 dos quais já estão concluídos. Cada país deve participar de ao menos um projeto conjunto.

Ademais, os projetos implicarão a criação de hospitais militares e de centros de melhoramento de qualidade para missões de capacitação, transferência de dados entre a inteligência militar e a construção em grande escala da logística para transportar equipamento militar pesado.

"Não é por acaso que este elemento do plano se chama ‘Schengen para os tanques da OTAN'", escreve a edição russa Nezavisimaya Gazeta.

É possível que no futuro a PESCO possa vir a utilizar a rede de transportes transeuropeia TEN-T. Ainda não existe, mas é esperada inclusão para 2050 de 94 portos marítimos, 38 aeroportos e de 15 mil km de linhas ferroviárias de alta velocidade.

Além do mais, a PESCO se associará ao Fundo Europeu de Defesa em desenvolvimento (EDF, na sigla em inglês).

A razão para criar uma aliança defensiva está ligada ao endurecimento das exigências do presidente estadunidense, Donald Trump, em relação aos países da OTAN, para que a Aliança aumente seus gastos com a defesa. Vale ressaltar que os países europeus, que anunciaram desejo de participar da PESCO, fazem parte da Aliança Atlântica.

Efetivamente, a PESCO prevê "um aumento regular dos gastos com a defesa". Os membros da "cooperação estruturada" prometem resolver problemas relacionados ao envio de soldados para ações estrangeiras.

Em junho, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, queixou-se de que os países da UE gastam em média 1,3% do PIB com a defesa, percentagem menor do que na Rússia, EUA e China. Ademais, mencionou o trabalho insuficientemente dos departamentos militares europeus. Assim, o gasto total da UE com a defesa, segundo ele, é duas vezes menor do que o dos EUA, enquanto o desempenho da UE na área corresponde a somente 15% do dos EUA.

Quanto às relações entre a UE e a OTAN, Juncker declarou que a Aliança era e seguirá sendo a pedra angular da segurança europeia, agregando que ambas as organizações se complementam e não pode haver concorrência entre elas.

Especialistas russos não descartam que a ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen, que promove o projeto da PESCO, possa vir a substituir Jens Stoltenberg como nova secretária-geral no próximo ano.


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