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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
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Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

O mais imprescindível: conheça 5 armas que EUA poderiam usar na nova guerra coreana

Muito se fala sobre um possível enfrentamento armado entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte. O analista militar norte-americano Kyle Mizokami, da revista The National Interest, descreve as cinco armas que os EUA poderiam usar em um conflito destas dimensões.


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Os líderes dos EUA e do Japão reiteraram sua posição sobre "todas as opções sobre a mesa" quanto ao problema nuclear norte-coreano, o que significa que os militares dos dois países não excluem sequer a opção militar.

Tanques de combate de Abrams da 4ª Divisão de Infantaria do Exército dos EUA, a 3ª Brigada de Combate da Equipa, do 68º Armamento do Regimento e do 1º Batalhão de vagões chegam à estação ferroviária de Gaiziunai a cerca de 110 km a oeste da capital Vilnius, Lituânia.
Tanque norte-americano Abrams © AP Photo/ Mindaugas Kulbis

Tais declarações provocam sempre interesse entre os analistas militares que usam seus conhecimentos teoréticos para avaliar como poderia ser realizada uma invasão da Coreia do Norte, o que os militares estadunidenses qualificaram recentemente como a única solução para acabar definitivamente com a "ameaça nuclear" norte-coreana.

Sistema THAAD (Terminal High Altitude Area Defense)

Em primeiro lugar, o analista destaca o já conhecido sistema antimíssil THAAD, capaz de derrubar mísseis balísticos de médio e curto alcance, "dos quais a Coreia do Norte tem centenas", desde o Hwasong-6 e Hwasong-7 até os de médio alcance Nodong.

O THAAD será indispensável caso chegue a hora de proteger alvos, tanto militares como políticos, na Coreis do Sul, acredita Kyle Mizokami.

Ele sublinha que no momento a capital sul-coreana ainda não está protegida com THAAD.

Os mísseis Patriot

O sistema de mísseis terra-ar Patriot conta com dois modelos. O PAC-2, ou seja, Patriot Advance Capability 2, a versão mais conhecida, está projetada para "derrubar qualquer coisa que tenha asas", disse, desde caças até mísseis de cruzeiro. O PAC-3 tem por objetivo defender contra mísseis balísticos cidades e aeródromos, atingindo os mísseis que não atinge o THAAD.

O tanque Abrams M1A2

Apesar do Abrams estar em serviço desde os anos 80, os EUA o têm atualizado até hoje. Atualmente, os EUA mantêm três batalhões de Abrams M1A2 no território sul-coreano.

"Em um cenário de guerra, o Abrams será útil na hora de incapacitar os tanques da Coreia do Norte, na maioria obsoletos. São superiores em número, mas têm poucas ou nenhuma possibilidade de causar danos ao Abrams", afirmou o analista da The National Interest.

Sistema de Reconhecimento Nuclear, Biológico e Químico Fox M93A1

O objetivo do Sistema de Reconhecimento Nuclear, Biológico e Químico (NBCRS, na sigla em inglês) Fox M93A1 é detectar e identificar as áreas de contaminação nuclear e química, além de coletar amostras biológicas e químicas do terreno. No momento, a Coreia do Norte possui entre 2,5 e 5 mil toneladas de agentes químicos nervosos, por isso se proteger deles devia ser uma prioridade para os Estados Unidos.

"O uso do agente nervoso VX para assassinar o meio-irmão de Kim Jong-un, Kim Jong-nam, na Malásia sugere que o regime teria condições para usar armas químicas caso isso lhes assegure a vantagem definitiva no campo de batalha", destaca o analista.

Veículos com armadura protetora antiminas (MRAP)

O analista acredita que as forças dos EUA e da Coreia do Sul possam derrotar tropas norte-coreanas em condições normais, mas a situação pode se complicar caso Kim Jong-un não seja neutralizado rapidamente. Segundo Mizokami, "as tropas leais ao regime poderiam facilmente levar suas armas ás colinas e começar uma guerra de guerrilhas para apoiar Kim Jong-un se este se esconder".

Neste caso, o plano preveria ir desgastando os norte-americanos até que se rendessem e abandonassem suas posições. Em tal cenário, as forças estadunidenses e sul-coreanas "precisariam dos MRAP para atravessar o terreno montanhoso da Coreia do Norte e acabar com os revoltosos", concluiu o autor.

As tensões entre estadunidenses e norte-coreanos aumentaram consideravelmente nos últimos meses, após dois testes com mísseis balísticos intercontinentais (ICBM, sigla em inglês), no mês de julho, e o sexto teste nuclear da Coreia do Norte em setembro. Como resposta, Trump usou a tribuna da ONU para ameaçar com a "destruição total" a Coreia do Norte.

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